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sábado, 9 de janeiro de 2021

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COMO SERÁ A EDUCAÇÃO ESCOLAR EM 2021?


No ano de 2020 aconteceram muitas transformações no campo escolarA dinâmica escolar que tínhamos, estava acostumada à uma rotina fixa, determinada, de tradição histórica do Século XVIII. No entanto, ocorreram algumas mudanças de contexto que foram significativas e transformaram a normalidade. Entre elas, a pandemia do COVID-19, que afetou o percurso sempre determinado da escola.

Na tradição do percurso escolar, sempre previsto para o início de cada ano, estavam a compra de materiais escolares, roupas, pensar o transporte escolar, entre outros. Tínhamos uma rotina fixa da qual não estranhávamos e que, de diferentes modos movimentava boa parte do mercado nos meses de janeiro e fevereiro de cada ano que se iniciava.

 

2020 mudou tudo isso. As vivências que foram construídas em 2020 nos mostraram algumas aprendizagens e também muitos desafios. Consumimos menos materiais escolares, aproveitando mais criativamente os recursos que estavam próximos; ou seja, muitas vezes dentro da nossa própria casa, outras vezes no pátio, outras vezes nós diferentes ambientes virtuais. Todos sabemos, e é evidente, que a economia se tornou mais solidária, mais compartilhada e, para alguns, diferentemente, mais enfraquecida.

 

O que aprendemos no ano escolar de 2020, serviu para a construção de uma nova proposta educativa para 2021: a Educação Híbrida. O hibridismo na educação é um tema que já vem sendo debatido há um bom tempo; no entanto, pouco vivenciado. No ano de 2020 tivemos aulas através do ensino remoto. No Ensino Remoto, talvez em processo de adaptação, muitos professores faziam em casa e, por vezes até mesmo na escola, através de uma transmissão online de áudio e vídeo, o que estavam acostumados a fazer no ensino presencial.

 

Próximo do final do ano letivo, a retomada das aulas de forma presencial e semipresencial abriram espaços e diferentes possibilidades para “misturar” o remoto com o ensino presencial. Diante disso, a grande questão que fica é: como será a educação escolar em 2021? Por todos os lados já se fala de uma educação escolar híbrida. Mas, no que ela consiste? Apresento alguns tópicos. 

 

a) Contexto da educação híbrida: 

Não se pode pensar a educação híbrida em um contexto homogêneo. No entanto, é no contexto da diversidade, do heterogêneo, que se criam, experimentam e misturam-se as possibilidades do mundo virtual com o mundo offline. o contexto da educação híbrida é rico de possibilidades! 

 

bFlexibilidade é o ponto de partida: 

A escola estava acostumada com planejamentos pontuais e fixos. Na educação híbrida, o planejamento inicial é construído, mas no decorrer do processo, vai sendo constantemente transformado, adaptado, refletido e reconfigurado. Assim, programa-se uma parte, e a outra passa a ser construída posteriormente. 

 

cPlanejamento: 

Na educação escolar híbrida, o planejamento considera o professor, o aluno, a instituição escolar, cabendo a cada um alguns desafios conectados e compartilhados: 

Ao professor: é necessário que o professor faça o planejamento do tempo e o percurso do ensino e aprendizagem. No tempo, o planejamento deve respeitar os diferentes níveis de cognição; enquanto que no percurso, é que se encontra os objetos de aprendizagem que vão dando o sentido às diferentes construções do aluno. 

Ao aluno: a educação híbrida convida o aluno a aprender sozinho, gerando autonomia e, em grupo, sendo possível conectar-se e compartilhar os saberes com os outros. A competência da comunicação é essencial para a aprendizagem. 

A instituição: a escola diante da educação híbrida, abre-se as metodologias ativas, em especial, flexibilizando o currículo através de metodologias baseadas em projetos, conteúdos e competências.

 

dConteúdos: 

Os conteúdos estão selecionados a partir de alguns critérios: 

Escolha do mais relevante; 

Relacionado com a vida cotidiana do aluno; 

Que se expressa em projetos 

Produzidos de forma digital  

Dão suporte a reflexão 

 

eMetodologia de trabalho no ensino híbrido - algumas indicações: 

Diante de todos os desafios apresentados até aqui, apresento algumas indicações que podem colaborar no planejamento das atividades escolares e letivas do ensino híbrido para 2021: 

Aprender com as experiências daqueles que já fazem.  

- Tentar ir para o simples online, mesclando com a dinâmica do ensino presencial. ou seja, não reproduzir no online aquilo que se fazia no presencial. 

- Aprender o complexo: misturar técnicas, ferramentas e métodos. 

Dispor materiais compartilhados, onde os alunos possam ter acesso, não importando se esse material é digital ou físico, permitindo que os mesmos possam trabalhar a partir deles. 

Fazer desafios transpondo o conhecimento teórico para a sua aplicação em situações do cotidiano. 

Ampliar as discussões teóricas, sugerindo uma abordagem de redes. 

Trabalhar com projetos investigativos, para resolver problemas comuns. 

Trabalhar em grupos virtuais, através de comunidades, para desenhar o projeto. 

Propor socialização e compartilhamento. 

Convidar os colegas a avaliarem os colegas, utilizando-se para isso de ferramentas democráticas como fóruns, murais e outros. 

 

O desafio porém, em 2021, está em desenvolver uma educação híbrida. Em 2020 aprendemos bastante! 2021 irá nós trazer novas possibilidades de aprendizagem! Precisamos ser gratos por isso e, ao mesmo tempo, estudantes. Nossa profissão exige leituras, reflexão, escrita, discussão, conexão e compartilhamento. Compartilhe! Reflita!

 

Boas leituras e Reflexões!

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

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É PRECISO MOVIMENTAR O QUE ESTÁ EM SEU ENTORNO!

 

Há muito tempo atrás, os primeiros filósofos já refletiam sobre a necessidade de compreender o movimento como fundamental na vida das pessoas. Heráclito de Éfeso dizia que nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio, pois tudo muda. Para ele, a mudança é a lei da vida. É preciso mudar sempre! E, mesmo que você não queira mudar, a sua decisão já é sinônimo de mudança. Toda mudança, acarreta movimento.


Outro filósofo importante no campo do movimento, que buscou a origem do movimento, foi Aristóteles. Aristóteles propõe compreender o primeiro movimento a partir da ideia de um motor que move, sem se mover. Assim, dizia Aristóteles, o Motor Imóvel é Deus. Tudo se movimenta a partir dele, sem com que, ele mesmo movimente-se.


Quem sabe, depois de termos a oportunidade de vivenciar o ano que passou e seus desafios, possamos aprender a importância de movimentar o que está em nosso entorno. Marx nos sugere que ao transformar o que está ao nosso entorno, também nos transformamos. O resultado do movimento de transformação é a cultura. Sem o movimento de transformação não há produção cultural.


Os filósofos pós-socráticos (Séc. II a.C), ao viverem uma crise moral originada pela descrença política na vida social e coletiva, buscaram desenvolver filosofias de vida que mesclavam a cultura racional da Filosofia Ocidental, com princípios religiosos do Oriente, produzindo com isso, orientações sobre como ser feliz em tempos de crise. Sugeriram que cada um buscasse uma vida sem perturbações através de constantes estágios de tranquilidade da alma. Sugeriram, porém, o individualismo.


Ao iniciar esse novo ano, percebemos que muitas das nossas expectativas em relação à Pandemia, foram frustradas. Ainda, diante disso, iniciamos o ano acompanhando situações de total irresponsabilidade ética sobre a vida coletiva. E então, agir como o descrito acima, buscando viver um individualismo, sem se preocupar com as questões éticas e coletivas? Ou, como sugerido pelos filósofos já citados no início, movimentar para transformar? Reflita e verá que a melhor resposta é movimentar o que está em seu entorno!


Para movimentar o que está em nosso entorno e toda sua complexidade, a experiênica e o diálogo em sua dinâmica de produzir entendimento, parece ser o melhor caminho. Precisamos chegar à alguns consensos necessários. Esses consensos estão voltados aos comportamentos e decisões individuais que implicam na vida coletiva; ou seja, uma nova postura moral e ética. Não posso agir, pressumindo que minhas atitudes e comportamentos não impactem  na vida dos outros! Não posso ignorar o outro e sua condição existencial. Preciso movimentar-me em direção ao cuidado do e com o outro.


Para movimentar, é necessário diálogo reflexivo e crítico. Um diálogo bem informado - não elaborado a partir de cabeça cheia, mas de cabeça bem feita. Movimentar pode ser um momento muito significativo de ensino e aprendizagem, mas também de reconhecimento político da nossa função cidadã, tão necessária ao ano que se inicia.


Não podemos nos aglomerar! Mas há outras maneiras de movimentar: Comece movimentando seus vizinhos, a comunidade, o bairro, a vila, a cidade, enfim, seu entorno, para atitudes do bem e que façam bem. É preciso movimentar para ampliar a responsabilidade e os cuidados  com as pessoas. Não basta informar à todos, é preciso também ampliar o entendimento, sem julgamentos, intrigas ou qualquer forma de violência.


Ficar em uma postura estática diante do que está acontecendo, é ignorar a necessidade de preocupar-se com a vida, nosso maior bem. Considere a preciosidade de cada um de seus pais, filhos, amigos, avós...é preciso cuidar deles! Você não pode lhes impor o movimento da mudança, mas pode, ao movimentar-se nesse sentido, dar o bom exemplo. Mas, e se não puder os movimentar? Deixe-os que se movimentem a partir de seu exemplo ético. Seja coerente com as recomendações. Não crie abismos entre o saber e a necessidade. Não insira crenças infundadas em informações que salvam vidas.


Mostre, a partir de sua família, de seu comportamento, de suas atitudes, que você é coerente com o cuidar do outro. Nesse movimento do entorno, do outro, é que o ano se torna novo! Enquanto isso não acontecer, não há ano novo. A partir do momento em que você movimentar o que está em seu entorno, estará movimentando-se à si, cuidando de si, do outro e, consequentemente, de todos! 

No Movimento, Feliz Ano Novo!

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sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

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ENTRE TEMPOS...HÁ O PRESENTE!


Há um tempo que separa todas as coisas. Não é o limite, mas é um tempo-ponte. Muito bem lembrado pelo livro de Eclesiastes (3, 1-2), o espaço que há entre os tempos, nos proporciona ocasiões, propósitos, significados e decisões: “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou”.

 

O tempo que lembra Eclesiastes, é o tempo presente. O tempo presente é o espaço que há entre todas as transições que temos na vida. Para muitos, as transições são marcadas por angústias, medos e frustrações. Para outros, a transição é oportunidade, crescimento, aprendizagem, esperança. Esse é o presente! O presente é como fazemos a transição. Não há um ponto estático na vida em que alguém possa permanecer durante toda sua existência.

 

O Natal marca um presente para todos nós: O nascimento de Jesus. Nele nos presenteamos, agradecendo uns aos outros pela presença do ano que passou. Lembramos da presença de Jesus, do seu significado. O Natal é oportunidade, é nascimento. Quando alguém nasce, com ele nasce muitas possibilidades. Há uma aposta que todos fazemos em cada nascimento: cada um que nasce, é um presente!

 

Logo teremos o Ano Novo. Ele também é presente. Ele chega como um presente embrulhado, e por ser assim, como todo presente que ganhamos de alguém, não sabemos o que tem dentro. É preciso tirar o envólucro para chegar ao presente!

 

Em todas as transições que realizamos entre os tempos, no presente, precisamos tirar o envólucro que nos envolve. O tempo presente é sempre possibilidade de desenvolver, mas para isso, é necessário tirar o envólucro. O envólucro é “casca”, “rótulo”.

 

É na “casca” que está todas as marcas do tempo - em seu sentido temporal - ela é aparência. Na “casca” está os nosso preconceitos, nossas diferenças, egoísmo, injustiças, desigualdades. Por baixo da “casca”, é que está a seiva da vida. A vida não pode ser só “casca”, assim como o presente não é só envólucro.

 

O presente, dentro do envólucro, dentro da casca é a seiva da vida. Ninguém vive só de “casca”. Vive-se de seiva, de essência, de presente. A “casca” não pode sufocar a essência. Também, o tempo passado e a ânsia do tempo futuro não podem sufocar o presente. Qual então é a função da “casca” ou do envólucro? Proteger, deixar crescer, expandir, sem sufocar.

 

Por isso, o presente que está entre o Natal e o Ano Novo, é tempo de refletir sobre a seiva da vida. Não se pode humanizar, servindo-se de concepções opressoras. São as concepções que são pra cada um de nós crenças, que orientam nossas práticas, nosso cotidiano. Essas concepções não estão inscritas no vazio existencial de cada um, mas na forma que cada um se identifica com elas. Por isso, ninguém é, por seiva, passado ou futuro, mas é presente, construído por suas concepções.

 

Assim, entre tempos há sempre a possibilidade de revermos nossas concepções sobre educação, religião, política, economia, etc. Cabe na reflexão do entre tempos, o que estamos fazendo com o nosso presente. Nesse sentido, qual é o seu presente no presente? Boa reflexão!

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sábado, 19 de dezembro de 2020

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2021: DESAFIOS ÉTICOS PARA UMA VIDA MELHOR!

Ninguém sabe ao certo como será 2021. Afinal, falar em certezas é reconhecer que a única certeza que temos é viver na incerteza. Sempre foi assim. Quem sabe, nunca tivemos tempo para pensar que, a vida é uma constante de incertezas. Basta observarmos que, desde o dia que nascemos, a incógnita da incerteza nos acompanha. Ela está tão perto de nós que, nem ao menos sabemos, com certeza, o que seremos ou o que irá acontecer conosco no próximo lapso de tempo. Mesmo assim, projetamos os tempos. Não é diferente com o próximo ano. E, conte sempre com a vantagem de viver em tempos de incerteza: a possibilidade sempre constante de escolher o que fazer com sua vida, afinal, nada está determinado de forma absoluta.

Entre as diferentes projeções, muitas possibilidades! Nas possibilidades, a escolha! Na escolha, a Ética! 2021 necessita ser um ano onde nossas escolhas sejam orientadas pela Ética. 2021, é um ano de grandes projetos societários. Todo eles estarão voltados para a continuidade da vida planetária. É hora da humanidade dar-se em conta que, ou voltamo-nos ao cuidado uns dos outros, ou agonizaremos nossa existência e tudo que a compõe.

É preciso criar uma ética global que oriente a economia e a política para o seu real sentido: servir ao homem, e não o seu contrário. Destarte, temos vivenciado nos últimos tempos, a vida (em especial, a dos mais vulneráveis) sendo colocada em risco, em nome do desenvolvimento da economia capitalista, individualista e consumista. 

Como se não bastasse, junto das pretensões da economia, somos sufocados pelas vaidades de uma gestão política que valoriza a reprodução das próprias convicções, esquecendo-se dos saberes científicos, construídos por toda humanidade até agora. Soma-se à incompetência política, a ineficiência da gestão técnica no tratamento das questões sociais. Entre elas, as diferentes orientações dadas pelos gestores públicos, que colocam o cidadão em um cenário flutuante de posições e tomada de decisão.

Nesse sentido, entendo que é preciso construir orientações fundadas em princípios éticos globais. A esfera governamental precisa compreender que, na essência da democracia representativa está o serviço e não o servir-se. Cada um de nós, ao cumprir seu papel de cidadão, deve ter em vista que, o seu ato de liberdade implica, necessariamente, na liberdade do outro.

Agir livremente, portanto, não se trata de fazer o que bem se quer, mas orientar-se e decidir dentro de uma moral (conjunto de normas) sobre o que é melhor para si e para o outro. Dessa forma, a melhor decisão a ser tomada, considera que o problema é global e que, da mesma forma, exige soluções globais. Uma ética global é necessária!

O cenário nos convoca para essa postura! Necessitamos ser assertivos em direção à nossa experiência existêncial. E para isso, a Educação pode colaborar como construtora de cultura. É urgente substituir a compreensão da vida fragmentada e radicalizada, por uma visão mais holística (do grego holos: “todo” - visão de totalidade).

Essa construção não se dá pela imposição de medidas salvacionistas por um governo ou outro, mas na corresponsabilidade do público e do privado. Alinhar as perspectivas, sonhos e aspirações individuais ao plano social, político e coletivo, é a grande expectativa. Compreender que, mais importante que vencer, é conviver e, deixar viver. A chave é a busca de consensos e entendimentos através do diálogo. Flexibilizar as posturas autoritárias, substituindo-as por posturas abertas, flexíveis. Eliminar os ransos da tradição do conservadorismo, ampliando um ambiente participativo, sem substimar a força dos mais pobres e, nem ao menos, tão somente valorizar o poder dos mais privilegiados.

Com estas pistas de reflexão, e propondo que dias melhores virão, começamos a mobilizar as pessoas mais próximas, alcançando as mais distantes, disseminando relações intersubjetivas, que nos levem ao desejo de um Feliz 2021, que é possível para todos, sem distinção.
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sábado, 12 de dezembro de 2020

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O Professor e sua Família: Um espaço Privilegiado de Aprendizagem



Todos sabemos que não há lugar único para se aprender. Porém, alguns espaços onde convivemos, marcam com mais intensidade as nossas aprendizagens. Gostaria de fazer aqui, algumas memória às aprendizagens que os professores construíram e constróem nos seus espaços familiares, e a importância desse espaço para a construção de indivíduos cidadãos. Professor e família se configuram como espaços privilegiados de aprendizagem no contexto que vivemos.

2020 tem sido um ano de muitos desafios e grandes possibilidades para todos professoresNo âmbito familiar dos professores2020 tem proporcionado a reconfiguração da relação pais e filhos bem como a convivência entre os irmãos.  Não é novidade que a sala de aula foi para dentro de casa. De suas casas, professores educam um número considerável de alunos em frente a tela de um computador, ao mesmo tempo que orientam seus filhos em outros espaços da casa com aulas híbridas e/ou virtuais. Essa nova configuração constituiu relações de responsabilidade e autonomia para as crianças Como todo  processo que se inicia existem algumas mazelas, mas que aos poucos vão sendo superadas pela experiência que também vai sendo aprimorada e gerando novos conhecimentos.

Os professores vão se tornando melhores, não apenas na arte de educar na escola, mas educar enquanto pais e mães. Se tornaram mais habilidosos, didáticos e assertivos em suas práticas pedagógicas. Aprendem que avaliar é mais do que buscar produto final, é sim observar o crescimento do aprendiz no processso. Professores-pais, consideram que é mais importante a interação para aprendizagem do que a transmissão de conteúdos. 

Em suas casas, configuradas como sala de aula, seus filhos passam a compreender que o pai é professor e/ou a mãe é professora, quando observam criativamente o movimento das mãos, o uso da câmera, do fio do microfone e do cumprimento dos horários. Por isso, eles também sentem-se comprometidos com a dinâmica familiar nesses tempos, colaboram em prol do bom desenvolvimento do trabalho e da gestão familiar. Passam a ajudar a organizar a casa, separar os materiais, dialogam sobre conheecimentos antes presos nas salas de aula.

A família é um espaço privilegiado de conhecimento quando há troca, interação. Isso se deve a concretude da vida, onde acontece a tomada de decisão, bem como a construção da autonomia.

Por último, esta reorganização da dinâmica da vida e da família do professor, ressignificou definitivamente as relações humanas, materiais, econômicas, espirituais, e de formação dos filhos. O ponto alto, é a possibilidade de acompanhar o crescimento moral, físico, político, emocional, dos filhos. Em tempos idos, os professores elaborava pareceres tão completos sobre seus alunos, filhos de outrem, conhecendo-os e os acompanhando; mas poucos, de fato, acompanhavam seus filhos. 

Para pensar: quem educa uma criança retoca o mundo!

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

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MUDANÇA NA ESCOLA, IMPLICA EM MUDAR O CURRÍCULO!

Em algumas escolas, estamos chegando ao final de mais um ano letivo. Com certeza, este ano letivo foi diferente de todos os outros vivenciados até aqui. Cada ano letivo tem as suas particularidades, suas especificidades e os seus desafios. No entanto, o ano de 2020 trouxe à todos nós profundas mudanças. Assim sendo, mudamos! O movimento da mudança, implica necessariamente em mudar. As mudanças vivenciadas durante o corrente ano, configuraram um novo cenário na escola, nas famílias, e em toda a tradição educativa.  

As consequências diretas dessas mudanças, é que elas trouxeram para dentro da escola e para toda a sociedade, a necessidade de refletir sobre questões escolares que até então estavam acomodadas. Uma dessas questões, é o currículo. Assim, gostaria de tratar de forma específica, de algumas mudanças necessárias que, se ainda não aconteceram em sua escola, possivelmente irão acontecer.  

Novas reflexões sobre o currículo, foram sendo tecidas desde o início da pandemia. Essas reflexões provocam mudanças de continuidade para 2021. 


currículo, em sua visão tradicional estava reduzido  à um conjunto de conteúdos. Nada além dessa compreensão. Porém, sabemos que o currículo na escola é carregado de memórias, criação e imaginação, o que permite que ele seja sempre vivo, fenomênico. Aqui está uma mudança significativa: o Currículo desloca-se da reprodução da Tradição, para o seu sentido enquanto  Fenômeno Escolar. 


Tratá-lo como fenômeno, é compreendê-lo em sua forma mais real e concreta. Um currículo fenomênico aborda as questões do saber, do conteúdo, e do conhecimento a partir das vivências concretas dos alunos, dos professores e da comunidade escolar. Nele estão presentes os anseios, a cultura e os desejos, que justificam a sua existência e seu sentido.  


Do ponto de vista legal, currículo é composto e orientado pelas diretrizes curriculares nacionais (DCNs) que estabelecem conteúdos mínimos a serem estudados e oferecidos na escola. No entanto, seguindo o rol de mudanças, permite também que sejam inseridas propostas educativas pautadas na cultura escolar, dando especial valor à realidade e perfil de cada escola.  


Por ser intencional, sua existência está relacionada diretamente com a sua intenção. Pode-se dizer que é sua intencionalidade que o faz ser autêntico ou não. Quando autêntico, também é transformador. Assim, a autenticidade do currículo não se limita à um conjunto de conteúdos ou de proposições legais que o orientam, mas se coloca na comunidade educativa como o projeto transformador. 


O currículo também pode ser inautêntico. Assim ele o é, quando está inserido na dinâmica intencional dá existência superficial e não transformadora da escoa. Uma vez que não transforma, reproduz. 

As escolas precisam repensar seu currículo. Ele precisa estar inserido na dinâmica educativa do aluno como algo essencial, capaz de auxilia-lo a desenvolver-se enquanto sujeito em sua totalidade, competências e habilidades.  


Assim, as mudanças vividas no ano de 2020, nos dão indicativos de que precisamos também mudar a escola, seu jeito de ser e de fazer. Ressignificar-se, é o primeiro desafio. Que tal começarmos pelo currículo? Aceita essa provocação? 

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