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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

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MAQUIAVÉLICO OU DEMONÍACO!


Costumeiramente empregamos o termo “maquiavélico” àquilo que nos é sedutor, poderoso, enganador, perverso e diabólico. No entanto, será que foi essa conotação que Maquiavel emprega para o termo maquiavélico? Temos percebido que Maquiavel é mal compreendido pelo mau uso do termo maquiavélico. Para explicar e fundamentar o mau entendimento ocorrido não apenas pela literatura mas também nas abordagens teóricas que se faz sobre Maquiavel, precisamos recorrer ao “O Príncipe” – obra desse tão engenhoso pensador político.
Antes de tudo é importante ressaltar que Maquiavel escreveu “O Príncipe” em um momento que a Itália passava por crises políticas e econômicas profundas e estava sob o domínio dos bárbaros. Então, Maquiavel resolve criar o príncipe como uma figura necessária ao Estado Absoluto. Mas não só, ele denomina o príncipe como alguém munido de fortuna e virtú, que reunisse em si boas e más virtudes e que fossem utilizadas conforme a necessidade. Essa caracterização tem gerado a partir dos comentadores, um príncipe dotado do “simples desejo do poder pelo poder”, pois o mesmo pretendia em suas ações designar as ações aos fins que se procura atingir, ou seja, construir uma Instituição (Estado) no qual a vontade do povo fosse respeitada.
Assim, Maquiavel é estratégico: define o objetivo, enxerga a realidade, pensa na situação desejada, vê quais táticas podem concretizar seu objeto de desejo (separar a Política da Moral e da Religião), e funda o seu principio político: uma sociedade de conflitos políticos. Nesse sentido, a maldade empregada do príncipe é justificada pela oposição que existe entre os opressores e os oprimidos, pois essa é, segundo Maquiavel a energia criadora da sociedade. Cabe então ao príncipe aproveitar essa oposição para se consolidar. Interessante observar que, a oposição do oprimido com o opressor, gera um estereótipo diabólico do príncipe, pois esse se consolida nessa tensão.Enquanto Aristóteles dizia que o Estado deveria assegurar a felicidade do povo, Santo Agostinho e Santo Tomas de Aquino afirmam que o Estado é a preparação do homem para o Reino de Deus, Maquiavel diz que o Estado tem sua dinâmica, suas técnicas, estratégias e leis. E, mesmo que se possa imaginar um Estado perfeito, ele não existe. Portanto, é apenas utópico o pensamento de que em política deveria se fazer o que é certo, pelo contrário, em política deve-se ver o que se pode fazer e não aquilo que seria o certo de fazer.Essa negação do sonho, da utopia, da esperança e da perspectiva da mudança caracteriza o príncipe maquiavélico como uma figura extremamente horrorosa, carregada de rancor e de maldade.
No entanto, alerta o próprio Maquiavel, deve-se ter cuidado com a Moral Religiosa, pois a mesma não sustenta a moral do cidadão e sim da religião. Contrapondo a moral religiosa de seu tempo, Maquiavel sustenta que é o homem que edifica o Estado e, no entanto, nada mais fundamental do que ser a moral do cidadão a premissa básica para a construção dos espaços de poder.
No entanto, concluímos que o termo maquiavélico, carregado do caráter demoníaco se assenta na perspectiva da resistência moral. De qualquer forma, colocar a responsabilidade moral no cidadão exige uma postura de identidade fundada sob o livre-arbítrio, o que faz pensar que a aceitação de uma moral religiosa não se possível de assegurar. Assim, essa má caracterização é necessária se pensado o Estado Absoluto, a época de Maquiavel, e a questão do Estado como uma Instituição dotada de técnicas, estratégias e leis. ((•)) Ouça este post

domingo, 25 de agosto de 2013

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DIMENSÕES DA FORMAÇÃO DO PROFESSOR

 

livroTodos nós recebemos pela formação um perfil, uma identidade. Basicamente esse processo acontece por meio de três âmbitos: o Profissional, o Social, e o Pessoal.

O Profissional:

Quando iniciamos nosso processo de formação docente profissional, ou seja nos cursos de magistério, o Ensino Superior, nos cursos de educação, iniciamos a nossa formação profissional; ou seja, a docente.

Para a formação profissional docente, é importante considerar quatro aspectos:

- A formação que recebo antes de entrar nas salas (magistério, faculdades, licenciatura): Esta formação é muito importante, pois é a partir dela que recebemos os elementos epistemológicos que compõem a nossa formação. Não é apenas uma formação restrita às teorias dos diversos pensadores em educação, mas é também por meio dela que adquirimos a mais diversas metodologias de ensino.

- Por meio dos professores, com os quais compartilho meu trabalho: Nas escolas, diariamente, nos encontramos com nossos pares, ou seja, a professores formados nas mais diversas áreas do conhecimento. São os nossos colegas, pessoas que além de compartilhar conhecimento pedagógico, também compartilham o que sentem.

- Pelo perfil profissional que a direção das escolas e as equipes educativas prestigiam e valorizam: Nesse sentido, é muito importante que a direção da escola não seja apenas um espaço de onde se encaminham ordens para as equipes educativas, mas também direcionam um olhar de gestão que prestigia e valoriza o trabalho docente. Embasado nesse princípio, é o trabalho docente que dá sustentação à gestão escolar, uma vez que dela brotam os reflexos para toda a comunidade educativa.

- Mediante os cursos realizados em diversos momentos antes da formação: Após concluída a formação inicial, é importante que seja perseguida uma formação complementar. Hoje, muitos professores buscam a pós-graduação como um espaço de formação complementar. Além dos cursos de pós-graduação, também alguns professores realizam cursos de curta duração, seja na semana pedagógica promovida pela escola, seja em outros espaços buscados pelos mesmos.

O Social:

- O que os outros procuram e esperam de nós: O professor além de desenvolver sua metodologia de ensino, ensinar aquilo que está nos currículos e nos planos nacionais de educação, também responsável pela formação da opinião pública. Na verdade ele é um profissional que além de ensinar a teoria também é responsável pela formação moral dos indivíduos.

- A visão que recebemos da sala de reunião, nas entrevistas com pais: além do corpo discente, os professores também entram em contato com os pais. A partir desse contato os pais formam uma visão profissional do professor, o que repercute diretamente na comunidade estudantil.

- Pelos meios de comunicação: Os meios de comunicação são hoje uma ferramenta muito utilizada enquanto a transmissão de informações que mantém o professor atualizado e, seja em sua rotina pedagógica, seja em sua vida comunitária. Por isso também, ao receber as informações o professor deve passá-las pelo crivo da verdade.

O Pessoal:

- Pela reflexão e análise do modelo educativo: Como sou, o que procuro, quanto estou disposto a arriscar nisto. Nesse sentido, é muito importante que o professor sempre coloque os conhecimentos considerados como verdadeiros em dúvida.

- Pela escuta e diálogo com meus alunos sobre a vida e aprendizagem na aula: o espaço da sala de aula não é apenas um espaço onde se ensina e se aprende. É também um espaço onde deve ocorrer a transposição didática, ou seja, onde o conhecimento seja atualizado em relação às informações que se passa no dia a dia.

Finalizando...

Ao que se percebe, o processo de formação docente está sempre em busca de um perfil de identidade, que reside no âmbito profissional, social, pessoal da formação. Além desses três pontos, também é necessário evidenciar de que a formação do professor é um processo contínuo que acontece em todas as etapas da vida. ((•)) Ouça este post

sábado, 18 de maio de 2013

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VERDADE, CIÊNCIA E CONHECIMENTO: EM BUSCA DA CONCEITUAÇÃO DAS PALAVRAS

 

Antes mesmo de adentrar na tentativa de refletir sobre três palavras-conceitos que são propostos aqui, dizer de que a reflexão dessas é de extrema importância, uma vez que, quando não se tem um referêncial, as possibilidades assertivas acerca dos temas abordados, sugerem outro entendimento. Assim, segue:

1. VERDADE:

OLHOA verdade é uma possibilidade, não um dogma. Mesmo que, sendo ela aceite pela maioria das pessoas, o conceito de verdade nunca pode se dar por encerrado enquanto for possível uma investigação. Atribuímos, no senso comum, o conceito de verdade às questões que são, pelo menos, por enquanto, sem uma resposta. É o caso da origem da vida e a questão da morte. Existe também a questão da essência, a qual não é mutável e pode ser considerada verdade. Diria assim, “A verdade é!”. O verbo ser expresso nessa afirmação remete a pensar sobre a essência. No entanto, devemos lembrar que, o mundo, as coisas, e tudo o que nos cerca não são apenas essências, muito mais, além de essência são também existência. E é aí que as coisas começam a ficar complicadas, porque elaboramos a pergunta: “Como a essência existe?”. No entanto, coloca-se sempre a verdade como uma possibilidade e não como uma questão dogmática, fechada e absoluta.

2. CONHECIMENTO:

Conhecimento é a transposição conceitual do Saber. Partindo do desenvolvimento humano e o percebendo como uma questão dual (pelo menos dentro da tradição ocidental), entendemos o homem como alguém que pensa e faz. Além de desenvolvermos o nosso homo fabers, também somos homo sapiens, ou seja, somos os únicos animais que têm a capacidade de transpor o que sabemos elaborando projetos para fazer. Assim, o conhecimento é um estágio não-temporal (porque não se dilui no tempo) que transpõe e fundamenta o que faz. E essa questão do conhecer (pensar) e do saber (elaborar e fazer), admite uma partição: as competências e habilidades. A primeira relacionada ao conhecimento da coisa, a segunda, à capacidade motora do desenvolvimento do anteriormente projetado.

3. CIÊNCIA:

A Ciência é resultado de uma elaboração lúcida do nosso intelecto, no entanto, falseável. Sabemos que durante tempos, as premissas científica estavam à mercê de qualquer interrogação, eram inquestionáveis. Hoje buscamos a verdade (como dito acima) na falseabilidade de um argumento. A ciência é “por enquanto”, uma possibilidade, uma tentativa acertada de se ter um parâmetro comum, socialmente aceito, um conhecimento que venha a mobilizar o desenvolvimento de novas formas de interação do homem no mundo. A ciência hoje, vai além do conceito duro de epistemologia, não fica presa aos moldes filosóficos, a ciência é e pode ser compreendida em todas as áreas do saber. Cientista não é apenas aquele sujeito com jaleco branco, óculos, cabelo arrepiado, em um laboratório com tubos de ensaio, etc; essa é uma concepção de ciência do século XVI. Hoje temos um cientista social, com uma prancheta, alguém disposto à discussão, à coleta de dados, à análise, e por fim, disposto à transformação social. ((•)) Ouça este post

segunda-feira, 22 de abril de 2013

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A HERMENÊUTICA, O MÉTODO E A OBRA LITERÁRIA

A discussão decorrente desta produção, aborda de forma descritiva a hermenêutica teológica entendida como a produção de relação e sentido entre a tradição cristã e a experiência humana; o método, como uma abertura à experiência, um deixar-se guiar pelo fenômeno, ou mesmo, um deslocamento entre o intérprete e a obra; e, a leitura de uma obra como tentativa de libertar-se da objetividade científica com vistas à recuperar o sentido da historicidade e da existência. Situar a hermenêutica dentro do campo da reflexão humana, é ultrapassar a generalização de que todo entendimento produzido sobre as coisas temporais e atemporais passam apenas pela subjetividade humana ou pela objetividade científica. A hermenêutica no campo teológico se situa como empreendimento não apenas no ato de conhecer, mas ao campo da linguagem, da interpretação, da desmitificação, do sentido do texto, ou mesmo no próprio texto. Assim, pode-se questionar sobre os pressupostos conscientes de nossa interpretação diante do que vamos interpretar. Quanto ao interpretar à luz da Teologia, compreende-se que a melhor forma é uma reinterpretação do cristianismo baseado na não oposição argumentativa da criatividade e da lucidez crítica . O que se observa no método de leitura contemporânea da literatura teológica, é que esta se desenvolve contemporaneamente a partir de uma compreensão do tipo hermenêutico, desvencilhado do modelo clássico-dogmático. À essa forma se percebe que a prática teológica dos cristãos já está permeada de uma reinterpretação criativa da fé; ou seja, é a presença de uma relação crítica entre a tradição da cristandade com a experiência humana vivencial. Nesse sentido, é importante entender que a hermenêutica teológica produz uma verdade apoiada na própria historicidade da verdade. Essa, só é possível quando a hermenêutica teológica opera na passagem do saber para a interpretação, que garante ao homem ser um sujeito interpretante. Essa premissa se sustenta quando se compreende de que, ao passo que há uma intepretação viva (do momento presente), se pode também reconstituir o passado, a alteridade histórica. Abandona-se, dessa forma, a hermenêutica psicologizante , o modo de pensar metafísico e, produz-se sentido à medida que se toma consciência de uma hermenêutica interrogativa. A partir dessa prerrogativa, nasce o debate entre a autoridade da fé e a razão científica. “O que me interessa é a ‘interpretação’ enquanto dá à palavra uma vida que ultrapassa o instante e o lugar nos quais ela foi pronunciada ou transcrita. O termo ‘interpretação’ reúne todas as nuanças adequadas” (STEINER apud GEFFRÉ, 1989, p. 5) Assim, é importante situar a compreensão que é produzida hermeneuticamente. A consciência, pelo viés da relação moderna ‘sujeito-objeto’ oriunda dessa processo se localiza no encontro com o objeto, nem no sujeito, nem no objeto, mas sim, no encontro. Esse encontro é mediatizado pela linguagem comunicativa, ou seja, uma compreensão capaz de ser comunicada. Além dessa falha da objetividade científica moderna, apoiada no padrão da subjetividade antropológica do paradigma moderno, há a interpretação de que um evento linguístico está mais no objeto do que na transformação do intérprete; ou seja, para que uma obra literária seja interpretada é necessário que ela transforme o intérprete. Dessa forma, a hermenêutica é um meio de revelação ontológica, uma vez que se media a relação do homem com o mundo. Um mundo que é partilhado pelo homem através da linguagem, que por conseguinte, o insere em um espaço histórico-material que a sua compreensão o permite. Nessa existência ontológica é que produzimos significados. Nessa perspectiva, a linguagem não é apenas um instrumento utilizado pelo homem para sua inserção social, mas é uma experiência. Quando abordada a nível da hermenêutica teológica, ela ganha significado pois acontece na vida e na história dos homens. Pode-se compreender a história humana, dentro desse ínterim, como sendo uma experiência permeada de limitações, não apenas sobre a finitude do conhecimento mas também da pobreza do mesmo em relação ao campo experiencial teológico. “[…] ler uma obra não é adquirir conhecimento conceptual por meio da observação ou da reflexão; é uma ‘experiência’, uma ruptura e um alargamento do nosso antigo modo de ver as coisas. Não foi o intérprete que manipulou a obra, pois esta mantém-se fixa; foi antes a obra que o marcou, mudando-o de tal modo que ele nunca mais pode recuperar a inocência que perdeu com a experiência” (PALMER, 1989, p.250) Tudo o que fazemos se dá pelo viés da linguagem. Existimos por ela, e ela constitui o nosso próprio ser. Então, o momento da intepretação não é apenas um momento de aplicação de significado, mas diante da obra literária constrói-se um mundo de significados maior do que o próprio mundo que dá significado à obra. Portanto, em todo processo de interpretação hermenêutica, somos possuídos por aquilo que é dito na obra. Nos situamos na compreensão da mesma, mesmo que esta esteja no horizonte de sua própria compreensão e significado. Essa guinada linguística requer que renunciemos a subjetividade humana como ponto de referência (relação sujeito-objeto). Assim, quando desenvolvemos a percepção de que a leitura de uma obra não é a apropriação conceitual da mesma, inferimos um alargamento de nosso antigo modo de ver as coisas. Isto requer um método construído a partir da hermenêutica, distanciado da objetividade científica, da subjetividade moderna, do psicologismo teológico e da compreensão dominante do dogmatismo cristão. O método consiste na dinâmica de desenvolver um autoquestionamento de nossas incertezas, buscando compreender questões ocultas das obras literárias, ou mesmo questões que deram origem ao texto. É preciso, portanto, atentar para a dinamicidade do processo de abertura à arte de ouvir a partir de uma compreensão histórica e da crítica fenomenológica à visão científica. Em outros termos, situar-se na ordem da temporalidade e do significado dinâmico e experiencial da obra literária. No entanto, o método não se basta a restrição dogmática da compreensão da obra. Este caminho pode também alterar ou impedir a experiência acima supracitada. Isto requer uma nova compreensão da estrutural de linguagem. “O método é uma tentativa de avaliação de controle por parte do intérprete; é o oposto de nos deixarmos guiar pelo fenômeno. A ‘abertura’ da experiência – que altera o próprio intérprete em favor do texto – é a antítese do método. Assim o método é de fato uma forma de dogmatismo, separando o intérprete da obra, colocando-se entre esta e ele, e impedindo-o de experimentar a obra em toda sua plenitude. A visão analítica é cega à experiência; é uma cegueira analítica” (PALMER, 1989, p.248) A partir dessas discussões acerca da hermenêutica teológica na busca de relação e sentido entre a tradição cristã e a experiência humana, o método e a libertação da objetividade científica como garantia da historicidade e da experiência, temos hoje a tarefa de recuperar o sentido da historicidade da existência. Em outras palavras, isto significa, repor culturalmente um novo modo de ver, interpretar e significar a interpretação das obras literárias. ((•)) Ouça este post

quinta-feira, 19 de julho de 2012

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AVALIAÇÃO VERSUS EXAME ESCOLAR!

 

memes - acabou tempo da provaVivemos um momento de transição de paradigma. A crise do modelo moderno de avaliação, o exame, possibilita pensarmos em uma alternativa: a Avaliação.

Dentro da lógica da escola tradicional, o exame ocupa lugar determinante. Ele é responsável pela seleção daqueles que são considerado aptos à dar continuidade ao processo de ensino-aprendizagem. Mas, será esse o melhor caminho?

Vejamos: A prática do exame, no Brasil, surge com a Educação Jesuítica, uma educação voltada ao modelo disciplinar. Este modelo buscava o controle dos corpos e das mentes segundo os interesses da política e da economia dominante.

O desenvolvimento do exame entre os jesuítas buscava desenvolver nos seus alunos uma espécie de testagem. Para tal, basta observar o funcionamento das escolas jesuíticas: Estudar de manhã, retomar à tarde, discutir à noite. No sábado, a chamada Sabatina, um exame de testagem que busca conhecer a quantidade de conhecimento acumulado ao longo da semana. Esse roteiro obedecia as indicações do Ratio Studiorum (ordenamento dos estudos), uma espécie de manual que ditava o funcionamento do ensino jesuítico.

De outro lado, temos a pedagogia comeniana (protestante), onde a premissa básica que tem maior impacto é “estudar para valer”. Essa filosofia escolástica está presente na “Didática Magna” de Comênius.

Assim, entramos no Séc. XXI reproduzindo um modelo de avaliação escolar embasado no Séc. XVI. Há que se questionar sobre os processos, os métodos, e principalmente, sobre as concepções.

Existe hoje a necessidade do acompanhamento pedagógico, ou seja, a avaliação sendo realizada por pareceres descritivos se faz fundamental. É nele que interagem o ser e o estar do aluno no espaço escolar. No parecer, está desenvolvido, em ideias gerais, além do funcionamento da estrutura escolar, também a inclusão do sujeito aprendente.

De outro lado, a avaliação por pareceres descritivos, emite ao conhecimento sistemático dos pais sobre os filhos. Toda essa demanda é significativa quando descobrimos o sentido da relação Pais e Filhos na escola.

Assim, sugiro várias interrogações no teu cotidiano escolar, uma vez que para mudar, é preciso conhecer!

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NOTÍCIA DA HORA!

http://iraiaguasdomel.wordpress.com/2012/07/19/noticia-da-hora/

No último dia 17/07/12, terça-feira,os professores do Colégio Estadual Antonio de Souza Neto participaram de uma palestra ,no turno da manhã, convidados pelo Instituto Estadual de Educação Visconde de Taunay,onde mais uma vez,aprimoraram sua formação pedagógiga.

     O palestrante foi o Profº  Rudinei B. Augusti ,mestrado em Filosofia, catedrático da FAISA(Faculdades de Santo Augusto/RS) e  blogueiro – possui um site com o nome “Filosofando” – onde abordou  o tema “Criança, Escola e Família por uma Pedagogia do Relacionamento”.

    Dentro dessa temática,Rudinei fez um panorama desde a criação da família,como instituição até a criação da escola,como a vemos hoje em dia,passando pelo uso da internet na vida das pessoas (o antes e depois da internet).

    Para ele, ” a música, a educação e a  aprendizagem devem caminhar juntas,pois a música está e faz parte da vida do homem.”

    Já sobre as relações humanas, o palestrante comenta que hoje a família não tem paciencia com os filhos e a escola não tem paciencia com seus alunos. A familia x escola geraram um certo “teocentrismo” . Porém,a família deve estar com a escola,sempre , porque Educação=educar + ação.

    Além disso, citou várias vezes, o pensador Aristóteles,com o pensamento de que “o essencial na vida é ser feliz”.Não se compra felicidade,pois criança feliz em casa é criança feliz na escola ,tem uma melhor aprendizagem.

    No final da palestra, interagiu com os professores e ficou na promessa de enviar por email material de apoio, comentado nesta manhã.

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domingo, 10 de junho de 2012

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A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA NAS ESCOLAS

 

Historia na sala de aula CANAL DO EDUCADORPesquisar é a base da construção do conhecimento. Pesquisar é ir além do que se ensina e se aprende em sala de aula. A pesquisa deve ou, pelo menos, deveria fazer parte do cotidiano profissional dos professores. A pesquisa é resultado da tamanha curiosidade do aluno. A pesquisa é, enfim, a realização do desejo humano de aprender.

Aristóteles já dizia: “Todo homem nasce com o desejo de conhecer!”. Não há quem negue essa premissa. Quando nascemos somos curiosos, pesquisamos em todas as partes respostas, mesmo que ingênuas, prematuras, para as nossas dúvidas. Os pequenos problemas formam as nossas grandes questões quando somos crianças. Construímos nosso conhecimento pelas dúvidas, mas não somente por elas, mas também pelas respostas que vamos calando.

Quando iniciamos nossa carreira escolar, a sala de aula começa a fazer parte de um universo desconhecido, algo a ser descoberto. Em muitos casos, esse espaço fica apenas no ensino e na aprendizagem. Apenas, porque ela deveria ser constituída de muitas janelas para podermos alargar o nosso horizonte do saber.

Aluno de um lado, professor de outro. A pesquisa deveria fazer parte contínua, reflexão do ensinar. Para muitos professores, doutrinados pelas verdades da Modernidade enquanto um Projeto seguro, ensinar significa passar verdades cientificamente comprovadas. A pesquisa desestabiliza essa certeza, pois ela é contínua.

Existem também, escolas que matam a curiosidade dos alunos. Essas escolas desenvolvem pesquisas que ficam restritas ao copiar e colar textos da internet. E o pior: muitas vezes, sem uma leitura prévia do que se está copiando. Plágio irredutível de ignorância!

A morte do desejo aristotélico de conhecer significa o assassinato do gênero humano! Devemos concordar que, o desejo quando reprimido, produz insuficiências criativas, aceitação do imposto/pré-determinado.

A Pesquisa deve sim, fazer parte da vida escolar, assim como a mesma faz parte da vida cotidiana das pessoas.

Bem, agora que já dei alguns indicativos, vou continuar pesquisando formas de pesquisar. E você, vai pesquisar ou copiar e colar? ((•)) Ouça este post

terça-feira, 24 de abril de 2012

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TEMPOS VELOZES

(Mario Sérgio Cortela)

Quando o jogo e a estratégia mudam rapidamente, não basta se contentar com o possível. É preciso fazer o melhor.

aristo-plato-gifO mundo está mudando. Mas a novidade não é a mudança do mundo, porque o mundo sempre mudou. A novidade é a velocidade da mudança. Nunca em toda a história humana se mudou com tanta velocidade. Aliás, a velocidade é tamanha que mudou a nossa noção de tempo. Cada dia você levanta mais cedo e vai deitar-se mais tarde. Sempre com a sensação de que deveria estar mais tempo acordado. Parece que é preciso estar o tempo todo em estado de vigília.

Velocidade, mudança, alteração – tudo é fast. Fast-food, drive-thru, lava-rápido. Você lavaria seu carro em um lava-lerdo? Por que não? Onde está aquele ditado que “a pressa é inimiga da perfeição?” E aquele que diz que “devagar se vai ao longe?”.

A velocidade é tanta que mudou a ideia de geração. Há vinte anos, choque de gerações era entre pais e filhos. Aliás, considerava-se geração um tempo de 25 anos, porque supostamente por volta dessa idade a pessoa teria um descendente e aí viria uma outra geração. Hoje, choque de gerações é imediato. Um jovem de 28 anos é considerado ultrapassado pela moça de 26 anos e ambos são vistos como ultrapassados pelo rapaz de 22. Eles não cortam o cabelo do mesmo jeito, não apreciam o mesmo gênero musical e não usam o mesmo tipo de roupa.

Quando criança, eu usava o termo “antigamente” para me referir a gregos e romanos. Já esses jovens falam “antigamente” em relação a fatos que não ultrapassam duas décadas. E nos inquirem:

- É verdade que antigamente não tinha controle remoto?

- É verdade.

- Então antigamente era preciso levantar para mudar de canal?

- Sim.

Até a maneira de disputar uma partida de futebol mudou. Nos anos 1970, um jogador corria por partida, seis quilômetros em média. Hoje, estatística refeita, um jogador percorre, em média, o equivalente a 13 quilômetros por jogo. Não mudou o tamanho do campo, nem a duração da partida e tampouco o número de jogadores. O que mudou? A velocidade do jogo, o ritmo e a estratégia.

Algo similar ocorre no mundo das empresas. Mudou o jogo, mudou a estratégia. E tem gente que acha que dá para fazer do mesmo jeito que já fazia antes. Os cenários são turbulentos, as condições se alteram e as mudanças são muito velozes. A coisa mais perigosa num mundo que muda velozmente é achar que já se chegou aonde podia. Ou seja, sossegar. A pior coisa para construir futuro é achar que o passado já sustenta. Sabe qual é o maior pecado para quem quer criar futuro? Achar que já está pronto, achar que já sabe, achar que já ficou bom. Cuidado!!! O seu cliente, o seu consumidor tem de ficar satisfeito, mas você jamais pode ficar satisfeito.

Nós brasileiros, temos um vício, que é muito perigoso, de nos contentar muitas vezes com o possível, em vez de procurarmos o melhor. Por exemplo, você chega ao mecânico: “o meu carro está com um problema, estou ouvindo um barulho”. Ele fala: “Vou fazer o possível”. Você fica desanimado, mas aceita.

Nessas horas, temos de aprender com os norte-americanos. Não devemos aprender tudo com eles, nem devemos rejeitar tudo o que vem deles. Mas quando se pede algo a um norte-americano, ele diz: I will do may best, ou, “Vou fazer o meu melhor”. Não é uma diferença de idioma, é uma diferença de atitude. Há uma diferença estupenda entre o possível e o melhor. Num mundo competitivo, para caminhar para a excelência é preciso fazer o melhor, em vez de contentar-se com o possível. Fazer o possível é o obvio. Agora, fazer o melhor é exatamente aquilo que cria a diferença. Se o mecânico responde: “Vou fazer o meu melhor”, você já se anima, confia.

Imagine você, submetido a uma cirurgia de extirpação do apêndice, e deitado, olhando para o médico a caminho do centro cirúrgico:

- Doutor, vai dar certo minha cirurgia?

- Vou fazer o possível.

Nessa hora você quase falece. Agora pense em como se sentiria se a resposta fosse ligeiramente diferente:

- Doutor, vai dar tudo certo?

- Vou fazer o meu melhor.

Já imaginou? E essa busca pelo melhor exige humildade e exige que coloquemos em dúvida as práticas que nós já tínhamos.

Porque se as práticas que tínhamos e temos no dia a dia fossem suficientes, já estaríamos melhor. ((•)) Ouça este post

domingo, 23 de outubro de 2011

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EDUCAÇÃO PARA OVELHAS

 

lobo_ovelha013Longe de mim uma educação voltada para domesticação! Não quero ver gentes de almas brilhantes se alimentado de pequenas migalhas de pasto político. Não posso permitir que, sendo professor, desenvolva meu trabalho em nome de ideologias dominantes! Falo de uma educação para seres humanos e não para ovelhas.

Nos currais domesticam animais; nas escolas, crianças. Há que se entender de que, conforme Kant (no livro “Sobre a Pedagogia), o homem é o único animal que pode ser educado. Se é o único, ele não apenas pode, como também deve ser educado. Aí que mora um grande problema: Educação ele recebe, mas que tipo de educação? Em nome de quem?

Será que o espírito ovelhistico não está presente na estrutura burocrática da escola? Ou ainda, pensemos que esse mesmo espírito não está detalhadamente pautado no perfil final de nossos alunos?

Toda educação tem um objetivo. A educação para ovelhas prima pela segurança na ordem e no progresso, uma vez que, a aceitação é a palavra chave dessa educação.

As ovelhas à noite são presas fáceis! Na escuridão é que elas são passadas para trás. Me faz pensar uma educação que deixa as pessoas sem norte, na escuridão, sem clareza em suas ideias, tomadas de posição, ideologia. Se ela se vê em perigo, prefere ser presa que ir para o mato! Como dizem aqui no Sul: “Mato não é lugar de ovelha!”. Será que também não somos presas fáceis em virtude do tipo de educação que recebemos?

Em contrapartida, temos a educação da coruja. Espécie inteligente de bicho. Gira a cabeça e tem um olhar vasto para todas as dimensões. É muito observadora. Mas parece que a coruja também abriga um sentimento de fuga: quando a coisa aperta, ela vai pra toca!

A Educação esclarecida faz pessoas conscientes, livres…A Filosofia no passado nos ajudava a interpretar a realidade. Agora, um novo desafio: Interpretar e Agir! Agir com proposta!

É louvável, entre tantos movimentos, a organização das passeatas por meio das redes sociais. Gostaria de ver as “ovelhas” se reunindo, as “corujas” dialogando sobre seu ponto de vista, as gentes de todo o Brasil dizendo um “NÃO!” à corrupção!

É intolerável a vida precarizada de um povo pobre politicamente. A produção de cultura passa por ai. Quem pode admitir que, escolarizado, um brasileiro tenha atitudes de ovelha?

Dessa iniciativa não podemos nos esquivar. A questão é organizar as escolas, os grêmios estudantis, as universidades, os sindicatos e todo e qualquer movimento social. Um movimento forte se faz unido!

Bom...quem sabe, isso seja apenas o gemido de mais uma ovelha! Afinal, até quando teremos pastores políticos travestidos de lobos?

Você acha isso importante? Compartilhe!

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

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O VALOR DO PROFESSOR OU O PROFESSOR DE VALOR?

Aos professores cabe o intuito de serem os representantes intelectuais de uma sociedade que prioriza o conhecimento nos seus mais diversos âmbitos. Os professores são herdeiros de uma tradição que caminha lado à lado com o poder político, econômico, religioso, científico e social. Em seu aspecto profissional, a luta por uma sociedade melhor se configura a partir de sua intelectualidade, de sua formação, de sua compreensão da realidade e do seu amor em ensinar e sua disposição em aprender.
No entanto, o que vemos não é consoante com as premissas acima. Visualizar o professor na atualidade é tomar consciência de que os representantes intelectuais de nossa sociedade se esvaziaram de sua essencialidade, de seu caráter e, principalmente de sua construção intelectual. Em parte, isso se deve à sua formação, em outra, a mudança cultural trazida pela mudança de paradigma moderno para o pós-moderno.
A superficialidade do saber foi acrescida em nossos currículos escolares em detrimento da construção do conhecimento, da leitura, da produção escolar. As escolas se tornaram paredes obscuras de tempos em que não se permite mais observar o mundo assim como ele é, permite-se apenas observar os “quadros pintados” pelos artistas ideológicos que nos aprisionam em suas cores, tintas e vontades. É isso! A escola reproduz uma realidade que nem mesmo interessa à ela.
A formação é uma questão interessante que faz pensar nos seus tempos e espaços. Algumas universidades, em especial as particulares, entendem seus acadêmicos como códigos de barras. O acadêmico tem valor de mercado e não valor epistemológico. Como formar caráter priorizando pela vida mercadológica das pessoas?
Estamos professores! Deveríamos ser mais e estar menos! O tempo de sala de aula é um tempo que se espera o tempo passar. Você iria à um lugar sem saber o que irá acontecer lá? Se tentou responder essa pergunta, lembre que, essa é a rotina de bilhões de estudantes em todo Brasil que, desde o café matinal até a noite carregam lições tradicionais em suas mochilas.
Por último, o amor em ensinar se converte no amor à aprendizagem. Aprender é uma palavra que não deve ficar presa ao outro, mas principalmente à nós. Amar o ensino é apaixonar-se pelo aprendizado. Como pode alguém ensinar com amor se não amar o aprender?
É isso!
Abraço, ((•)) Ouça este post

terça-feira, 2 de agosto de 2011

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PERGUNTAS DE UM TRABALHADOR QUE LÊ (Bertold Brecht)

 

Quem construiu a Tebas de sete portas?

Nos livros estão nomes de reis.

Arrastaram eles os blocos de pedra?

E a Babilônia várias vezes destruídas

Quem a reconstruiu tanta vezes?

Em que casas Da Lima dourada moravam os construtores?

Para onde foram os pedreiros, na noite em que

A muralha da china ficou pronta?

A grande Roma está cheia de arcos do triunfo

Quem os ergueu?

Sobre quem triunfaram os Césares?

A decadência Bizâncio

Tinha somente palácio para os seus habitantes?

Mesmo na lendária Atlântida

Os que se afogaram gritavam por seus escravos

Na noite em que o mar a tragou.

O jovem Alexandre conquistou a Índia.

Sozinho?

César bateu os gauleses.

Filipe da Espanha chorou, quando sua Armada

Naufragou. Ninguém mais chorou?

Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.

Quem venceu além dele?

Cada pagina uma vitória.

Quem cozinhava o banquete?

A cada dez anos um grande Homem.

Quem pagava a conta?

Tantas histórias.

Tantas questões.

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

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O PROFESSOR PRECISA DE TEMPO PARA SER EDUCADOR

 

ProfessorPara que o professor seja educador, ele necessita de tempo; caso contrário, continuará sendo ele, um mero professor. Esta ideia hoje tem sentido quando pensamos na profissão do professor e, de que forma o mesmo, executa suas funções pedagógicas.

Ser professor é fácil! Não há necessidade de aprender! Apenas ensinar, é uma tarefa que não exige muito preparo, basta ter disposição física e mental. No entanto, quando se coloca em uma postura de aprendente, o professor se transforma em educador. Esse processo é simples de compreender: basta visualizarmos nas escolas àqueles educadores que partem da dúvida, curiosidade e da pesquisa junto e com seus alunos. Esses educadores são de fato educadores; não são professores! Estão dispostos ao aprendizado constante.

Mas, me fiz pensar, o que hoje significaria aprender? Aprender nos dias de hoje, é um processo que necessita de muita leitura, entendimento, discussão e busca de um acervo bibliográfico que permita a reflexão. Tudo isso acaba afunilando para uma questão: o tempo que temos enquanto educadores!

A vida familiar de um profissional da educação não é, basicamente, a rotina de famílias que tem ou que trabalham para empresas. O professor não é professor apenas em sala de aula. Diria que esse tempo de sala de aula é apenas uma parcela pequena do tempo de ser professor.

Mas o resgate do tempo de ser professor acaba por levantar outra questão: O valor do profissional da educação está em seu tempo!

Em suma, vivemos um tempo que não permite a existência do tempo da reflexão. Dessa forma, o professor acaba por reproduzir a vida escolar pautado apenas na estrutura burocrática, enquanto esquece que, para ser educador, precisa do tempo livre.

Muitos governos pensam que os professores não precisam de lazer, esporte, cuidados com a saúde, cultura, etc. Alguns governos entendem que o professor é mão-de-obra, que “não precisa ser educador”.

Recuso-me à pertencer à uma classe de profissionais que perderam o senso da crítica em favor da sobrevivência! Recuso-me à dizer “Sim, senhor!” à um sistema hipócrita que aprisiona as consciências do tempo de viver. Se for para ser professor assim, que seja, mas assim, não se pode ser educador. O tempo vai medir esse “acefalismo simbólico”.

O professor então, precisa de tempo para ser educador!

O dia que teu filho (a) for de fato educado por um educador, poderá ter certeza que ele deixará de ser mais um aluno.

Boas reflexões!

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terça-feira, 19 de julho de 2011

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JOVEM BRASILEIRO: UM PERFIL

logo_tema2A juventude é uma fase bonita da vida. É nela que acontece as descobertas mais significativas para nossa fase adulta e, onde, por conseguinte, abandonamos crenças infantis amadurecendo nossos valores. Uma pesquisa realizada pelo Portal Educacional, com mais de seis mil jovens, abordou temas como violência, preconceito, honestidade, princípios, individualismo e meio ambiente.

Vejamos alguns resultados:

- Sou ou não violento? 86% responderam não; mas, 50% assumiram que já bateram em alguém. 94% já chingaram uma pessoa, enquanto 30% sofreram agressão física. Esses índices são mais altos entre os meninos (64%).

- Sou uma pessoa preconceituosa? 82% dos jovens não se consideram preconceituosos e 50% acham que o preconceito não atrapalha o desenvolvimento social do Brasil. 40% dos jovens entrevistados revela que já foi vítima de preconceito.

- Estou preocupado com o meio ambiente? 80% afirmam que se preocupam como meio ambiente, e mais de 90% acham que as pessoas poderiam se envolver mais, mudando seus hábitos, etc. Quando percebem alguém jogando lixo na rua, 80% disseram não reparar, enquanto que, apenas 20% tem uma postura mais ativa. Dos entrevistados, 87% já jogaram lixo na rua, embora mais de 75% afirmem que preferem guarda-lo na mochila ou no bolso ou, ainda, procurar uma lixeira. Só 31% sentem-se culpados quando jogam lixo na rua, e 11% chegam a voltar para recolhê-lo. Na economia de água, 64% assumem que tomam banhos demorados, mas 76% dizem fechar a torneira enquanto escovam os dentes.

- Honestidade e Princípios: mais de 90% se consideram honestos. No entanto, 42% passariam por cima de princípios para se chegar ao objetivo; 35% não devolveriam o troco que recebessem a mais; 29% não devolveriam uma carteira achada na rua.

- Política: 70% acreditam no valor de seu voto.

- Outros: 80% apontam a violência como principal problema no Brasil.45% já foram vítimas de roubos. 86% acham que sua vida vai melhorar daqui 10 anos. Apenas 16% acreditam que a política vai melhorar.

Dessa forma, os dados acima apontam para uma reflexão profunda quanto à forma que, a velocidade das informações, TV, internet, família, é formadora de identidade. Isso nos faz entender de que é preciso cada vez mais buscar novos entendimentos acerca da conduta dos jovens. Ou nos preocupamos com isso, ou acabamos os deixando sem direção.

Visite www.educacional.com.br/projetos/estejovembrasileiro2/ e saiba mais sobre a pesquisa!

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sábado, 9 de julho de 2011

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COLAR NA PORTA DA VERGONHA!

escolaNo início de junho os deputados federais Edmar Arruda (PSC -PR), Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Fernando Torres (DEM-BA) apresentaram três projetos de lei que obrigam escolas públicas a expor na entrada do estabelecimento uma placa com seu IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), calculado a cada dois anos pelo MEC. Essas proposições tem gerado debate entre educadores, políticos, intelectuais, etc. O argumento de colar na porta das escolas, por parte do proponentes do projeto, é de que essas informações estando ali, viabilizem o acesso e o debate dos índices de tal escola.

Existem alguns argumentos que nos fazem pensar sobre essa proposição:

a) Entre os motivos (e porque não dizer o principal) que leva os pais a escolherem a escola para seu filho é a sua acessibilidade; em outras palavras, a escola da sua vizinhança. Então, mesmo sabendo dos resultados do IDEB, dificilmente um pai mudaria o seu filho de escola.

b) Outro argumento é que existe uma correlação muito forte entre capital cultural e aprendizagem. No entanto, não existe um padrão para classificar algumas escolas diante de outras sem considerar o perfil do aluno.

c) Devido à segregação de renda que ainda existe (de forma cruel), onde alunos pobres estudam com alunos pobres e alunos de classe média com seus pares, não se pode buscar aproximação de padrões educacionais, quando e, cada vez mais, acentuam-se as diferenças sociais. Desse fator, poderá o IDEB cometer injustiças, uma vez que, não se pode comparar determinada escola (se considerada a localização), com outra mais vulnerável social.]

d) Outro fator que está em voga é a pressão por parte dos usuários. As escolas que tem as piores IDEBs, não tem um sistema competente de análise e aperfeiçoamento da condição de educar. O pior, é que esse sistema, uma vez caracterizado pela qualidade a ser almejada, venha a forjar um processo de exclusão daqueles que desqualificam o padrão das médias.

Assim, não há motivo para evidenciar tamanha desarmonia do sistema educacional para pessoas que, muitas vezes, nem estão interessadas na qualidade de educação, sejam professores, sejam pais.

Mas, depois da crítica, sugiro:

- Por que não colocar placas com os altos índices de corrupção estampados, nas portas dos estabelecimentos públicos? Por que não evidenciar os gastos exorbitantes das diárias para todo o povo? Por que não mostrar os altíssimos índices de violência social que demonstram a fragilidade e a falência do Estado?

E por último: Por que não se fazem pesquisas para medir a qualificação profissional de nossos políticos? Ou, isso não interessa mais? Quem sabe…

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domingo, 3 de julho de 2011

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FAMÍLIA E ESCOLA? OU FAMÍLIA VERSUS ESCOLA?

 

paisJá dizia o ditado popular: “Quem não está à meu favor, está contra mim!”. Quando discutimos a relação que se estabelece entre família e escola, muitas pessoas tem por base esse ditado. No fundo, enquanto muitos buscam uma relação harmoniosa, transparente e de complementaridade, outros, buscam criar e acentuar o conflito.

Não é novidade que, tanto a família quanto a escola são instituições sociais que estão em constante mudança. Só não percebe quem ainda acredita que, mesmo que a vida social mude, essas instituições não devem abrir mão dos valores tradicionais. Essa é a questão: os valores aprendidos na família e na escola dão conta das mudanças sociais?

Em busca de uma possível resposta, deveríamos buscar um consenso, e não acentuar o conflito!

Se sabe bem que a instituição família é sim, no momento atual, um espaço que concentra muitas formas de pensar. Passou-se de um modelo paternalista para um modelo pluralista de ideias. Tanto a mulher quanto os filhos ganharam espaço de fala e participação na economia familiar. Fora isto, percebe-se a construção de novos modelos familiares, como por exemplo, as famílias homoafetivas.

De outro lado, a escola enquanto uma instituição educativa que reproduz a ideologia do Estado, portanto, interesses da classe dominante. A escola, no momento atual, se encontra perdida entre muitas ideologias. De um lado a responsabilidade de um ensino mais crítico, de outro, a necessidade da profissionalização e preparação para o mercado de trabalho.

O que está acontecendo é que, nessas mudanças, tanto na escola quanto na família (pensando numa relação de complementaridade), cada instituição deveria assumir o seu papel quanto ao ensino dos valores. À família, valores disciplinares; à escola, valores científicos. Isso é nítido! Também fica claro que, quando uma das instituições não cumpre efetivamente o seu papel, cria um conflito com a outra. Até quando isso irá acontecer?

Será que não está na hora de as duas instituições buscarem alternativas do cultivo de valores desenvolvendo uma parceria? Pensar isolado, não estará produzindo um sujeito (seu filho, por exemplo) com crise de identidade? Ou pior, a falta de harmonia entre essas duas instituições, não estará produzindo tanto um modelo de família, quanto um modelo de escola desprovido de valores fundamentais? Enquanto isso não se resolve, cada um faz o que pensa ser o certo, às vezes, numa relação de complementaridade, outras, de conflito.

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

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POR QUE AS CRIANÇAS MENTEM?

imagesOs pais estão preocupados com a mentira de seus filhos. Isto acontece, pois nos ensinaram que mentir é uma atitude má. Quando nos encontramos nessa situação, a primeira atitude é averiguar qual é a mentira de nosso filho e, por que o mesmo está mentindo. O segundo passo, é buscar estratégias adequadas que estimulem o desenvolvimento de uma personalidade sã com equilíbrio emocional.

A criança, desde o momento mais prematuro de seu desenvolvimento mente pois cria fantasias. A mentira infantil não é premeditada. A mentira infantil é apenas uma forma de associar o mundo interior com o mundo exterior, seus desejos e sonhos com a realidade.

Os pequenos trocam muito rapidamente suas compreensões de realidade, pois são grandes produtores de imaginação. Quando a criança cria a fantasia, ela não tem a pretensão de enganar ninguém; ela apenas busca, distinguir claramente entre o real e a imaginação.

A criança muda rapidamente do lugar onde fala, pois permite assegurar suas fantasias e seus desejos a partir do que está falando. Não satisfeito, cria outra realidade, portanto, com outra explicação. Assim, ela se sente feliz, porque abandona o que não gosta e coloca em seu lugar, o objeto de seu desejo. Suas representações imaginárias tem tanta força como aquilo que percebem.

A fantasia criada pela criança está intimamente ligada com o seu desejo. Ela cria a fantasia para simular, por exemplo, a vida adulta. Por esse motivo, toda brincadeira de criança reproduz, por assim dizer, modelos da vida adulta.

Até os quatro anos de vida, a criança considera como verdade àquilo que experimenta. Toda sua percepção é fruto de suas experiências sensíveis. Conforme vai crescendo, vai aprendendo a diferenciar a realidade da imaginação. Quando aos cinco anos, a criança começa a expressar o sentido de sua imaginação como produto real de seu entorno. É nesse momento que a criança começa a distinguir o verdadeiro do fantástico, vindo a necessitar da capacidade de mentir como um recurso de afirmação. Em etapa anterior, não é assim.

A criança mente quando, de forma premeditada, afirma algo que busca a partir dali, ganhar ou perder. A mentira é uma ideia em desacordo com a verdade, omitindo para os demais a própria verdade. Para ser considerada mentira, deve haver intenção no ato e no fato a ser publicado como uma mentira.

No entanto, a mentira infantil faz parte do desenvolvimento humano. Não é uma fase má; muito pelo contrário, é o momento em que a criança desperta para a criatividade.

Diálogo e ajuda mútua devem constituir a base da relação da criança com o adulto. No entanto, como essa fase é passageira, não há necessidade de maiores preocupações. A história do Pinóquio, como recurso pedagógico, poderá colaborar.

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domingo, 19 de junho de 2011

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A DIVERSIDADE DOS VALORES NO MUNDO DA DIVERSIDADE

Vivemos em um mundo plural no que se refere aos valores. Por mais que, há sempre resistência de uma geração passada em relação à geração futura no quesito mudança de valores, jamais se pode negar que eles mudam. Os tempos mudaram! E com eles, também mudamos! A pluralidade de valores não é negativa, pelo contrário é fonte de criatividade, pois remete à busca de pontos em comum para nossa convivência, bem como a descoberta de valores fundamentais que dão razão ao existir e fazer humanos.

Diante dessa pluralidade de valores, percebe-se de forma evidente, o enfraquecimento da solidariedade. Com isso, perdem-se os vínculos entre as pessoas, a liberdade de estar atento a toda e qualquer realidade na qual a solidariedade não se faz presente.

A pluralidade é positiva quando analisada no todo. No entanto, devido aos avanços tecnológicos, independência prematura do sentimento de “poder” econômico de alguns países, está cada vez mais difícil prever as reações sociais. O desafio agora é compreender a condição humana, condição do mundo, mas, principalmente a condição planetária.

Os valores podem ser positivos (valores) e negativos (contravalores). Isso dependerá dos critérios que temos e que escolhermos.

A escolha de um valor terá consequências em nossa vida, independente de ser positivo ou negativo. O certo é que a escolha determina nosso modo de ser, de agir e pensar.

Ter consciência dos valores e sua importância é decisivo para o ser humano, pois, como ele não é um ser que nasce pronto, se faz; a escolha dos valores, como critério é fundamental para sua realização e satisfação.

Os valores são edificantes quando resulta de um encontro das possibilidades. Promovem crescimento, maturidade e especialmente a reciprocidade entre os seres humanos.

Vivemos um mundo onde não carecemos de realidades valiosas. Nossa grande dificuldade é escolher os valores que nos são apresentados. No entanto, quanto mais os valores forem duradouros, menos divisíveis, mais servem de fundamento para outros valores.

Concluindo, sem os valores, não somos o que podemos ser. Muito menos, podemos nos desenvolver como seres humanos. Por isso, é fundamental que as instituições sociais primem por uma educação baseada muito mais em valores do que propriamente na tradição. Precisamos escolher como valor àquilo que nos toca e nos possibilita ser diferentes.

Ninguém é dono de valores. Todos estamos em busca do mesmo. Mas só podemos falar do valioso quando estivermos vivenciando. Bons valores à todos!

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domingo, 12 de junho de 2011

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PORQUE VIVER NÃO É APENAS DINHEIRO!

libanoDentro de tão pouco tempo, não pelo efeito de armas nucleares, mas pelo descontrole da produção e pela busca exagerada do lucro, podemos destruir toda a vida no planeta. Passamos de um modelo de produção, para um modelo de destruição. Hoje, na Amazônia, 8.600 áreas do tamanho do Maracanã são destruídas a cada dia. São em média 154.000 árvores por hora. A partir desse dado, calcula-se que em 2050, mais de 45% da população mundial não contará com a porção mínima individual de água. Lembre-se, estamos em 2011. A água que temos e bebemos, no entanto, a água fresca, corresponde apenas a 2,4% da água do mundo; dessa, apenas 0,02% está disponível em rios e lagos para o consumo humano.

Outro fator preocupante é o derretimento das geleiras em virtude do aquecimento global. Esse derretimento ocorre três vezes mais rápido que, por exemplo, nos anos de 1980. Com o derretimento, ocorre a elevação do nível do mar em aproximadamente um metro o que expõe cerca de 145 milhões de pessoas à enchentes. Diante desse cenário, fica a pergunta: O que estamos fazendo? Não podemos comprometer as futuras gerações, elas não tem culpa se fomos ou estamos sendo irresponsáveis com nossa própria casa! Precisamos colaborar com o mundo, até mesmo com ações simples. Cito:

- Diga não ao cigarro! Além de fazer mal à sua saúde, as pontas do mesmo levam em até 10 anos para se decompor. Muitos animais que as comem acidentalmente morrem. Já não está na hora de parar de fumar?

- Use os dois lados de uma folha e recicle. O papel exige um surpreendente quantidade de madeira e energia para ser produzido.

- Use menos o grampeador. Se 10 milhões de funcionários de escritórios usassem um grampo a menos por dia, seria economizado quase 100 toneladas de aço por ano.

- Tire o carregador da tomada quando a bateria estiver carregada. Se 10% dos donos de celulares do mundo fizessem isso, o consumo de energia seria equivalente à utilizada por 60 mil residências europeias.

- Plante árvores. Uma árvore absorve até 360 quilos de CO2 por ano.

- Evite sair de carro. Usar um litro da gasolina produz 2,4 quilos de CO2. Desligue o motor quando estiver esperando alguém. O ar e seu bolso agradecem.

- Recicle latas de refrigerante. Um televisor pode funcionar 3 horas com a energia economizada com a reciclagem de apenas uma lata.

- E por último, leia esse texto, reflita e converse com seus filhos sobre o mesmo! Eles perceberão que você está fazendo algo mais importante do que o sustento econômico pela vida deles.

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domingo, 5 de junho de 2011

sábado, 4 de junho de 2011

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ENQUANTO “NÓS PEGA O PEIXE”, “VOCÊIS PAGA O PATO!”

 

Pagando-o-patoO Livro didático adotado pelo MEC (Ministério da Educação) ensina o aluno do Ensino Fundamental a usar a “norma popular da língua portuguesa”. O volume Por uma vida melhor, da coleção Viver, aprender, mostra ao aluno que não há necessidade de seguir a norma culta para a regra de concordância. Algumas frases utilizadas nos livros nos causam alguns desencantamentos com a escrita formal. Frases como “os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”, “nós pega o peixe”, “os menino pega o peixe”, deixam escancarados àqueles que, tomam as regras estabelecidas para norma culta como padrão de correção das formas linguísticas.

Diante do exposto acima, alguns se colocam à favor dos “abusos” pois dizem que, na variedade popular não há lugar para a elitização do conhecimento. No entanto, essa premissa merece algumas críticas.

Em primeiro lugar, não se pode dizer que, ao ser crítico o sujeito abandona a escrita formal, dedicando-se somente aos regionalismos linguísticos. A crítica também é um processo formal, onde a noção clara das palavras contribui para a formulação de teorias. Estas, quanto mais claras forem, mais evidentes serão suas possíveis interpretações.

Em segundo lugar, não se pode afirmar que a escrita formal e culta é sinônimo de pensamento elitizado. A massa crítica também forma uma elite. Então, quando escreve-se, mesmo utilizando os regionalismos, tem-se o culto à uma outra forma de pensar e a produção de outra elite.

Em terceiro lugar, a importância de um padrão linguístico faz com que as pessoas estejam organizadas, entendidas e comunicadas pelo processo do significado das palavras. Fundamentalmente, escrever correto é também comunicar-se de forma compreensível.

Se o MEC produziu este livro com a intenção de errar em suas frases, justificando agora os regionalismos presentes no mesmo, tudo bem…o que ninguém está levantando é a possibilidade de, junto com a suspensão do kit contra homofobia, estarem sendo apontadas a falta de controle de qualidade e a displicência do próprio Ministério.

Não nos assusta! Lembram-se das provas do ENEM? Será que também é uma questão de regionalismo? Ou será uma postura elitista? Enquanto não sabemos as respostas para estas perguntas, o dinheiro sujo corre solto entre as veias abertas da corrupção que, para aumentar a nossa indignação, chegou até o coração da vida social: a educação. Enquanto isso, “eles pegam o peixe” e “nós pagamos o pato!”

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domingo, 29 de maio de 2011

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A ANGÚSTIA DE NUNCA SABER O BASTANTE!

 

Vivemos em tempos de excesso de informações. A globalização e a revolução tecnológica nos trouxeram o legado que disponibiliza à toda humanidade o acesso ao conhecimento, cada veze produzido com maior velocidade. Para alguns, essa velocidade é espantosa. A mesma, vale-se da informática que tem em seu cerne a extraordinária capacidade do armazenamento de informações e a facilidade de transmissão das mesmas. No entanto, trago algumas questões importantes para discussão:

1. Conhecimento é poder. Frase de Francis Bacon que tem muita validade nos dias de hoje. Conhecer no mundo de hoje é, saber pensar e agir com mais qualidade. Quanto mais se sabe, tanto mais se compreende. Necessidade de compreender as relações complexas.

2. Aprender com o Erro. Do erro nascem os acertos. Muitas vezes errar não é permitido. Mas, aprende-se errando. Só erra quem está tentando acertar, está buscando melhorar, buscando descobertas.

3. Mais conhecimento, mais segurança. Quanto mais sabemos, mais vamos percebendo como o nosso conhecimento é limitado, e quanto mais precisamos conhecer. Isso gera determinada insegurança, e a necessidade de buscar cada vez mais. No entanto, quanto mais sabemos, tanto mais nos tornamos seguros para pensar e agir.

4. Era do conhecimento. Em tempos de muitas informações, percebemos que a “era da informação” não deixa de ser apenas um apelido. A atualidade está marcada pela busca frenética e a necessidade de construir conhecimentos. Embora, o conhecimento sempre fez parte de nossa vida.

5. Informação e Conhecimento. Informação e conhecimento são questões ligeiramente diferentes. Informação é tudo que está e se pode comunicar no mundo. O conhecimento é o significado que adquirimos desse movimento de informações. Quando você dá significado às informações, está produzindo conhecimento.

6. Conhecimento e Preconceito. É inaceitável que alguém que esteja em constante busca de conhecer mais, assuma o preconceito como ponto de partida. Quanto mais conhecemos mais nos colocamos à serviço do multiculturalismo e da multiplicidade de ideias. Possibilidade é a palavra mais indicada para quem está angustiado na busca do conhecer.

O legal desse processo é que todos estamos no mesmo barco, portanto, lembre-se: conhecimento não ocupa lugar. Por mais que, ainda hoje existam unidades de armazenamento de dados, o significado do conhecimento humano é cada vez maior. Angustie-se em saber mais! Quanto mais conhecimento, mais humanos nos tornamos.

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terça-feira, 24 de maio de 2011

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A EDUCAÇÃO DO SÉCULO XXI

o_pensador_do_seculo_xxi_474185No mundo contemporâneo globalizado, os modelos de produção, as trocas socioculturais, assim como o acontecer diário, exige um modelo de educação que forme indivíduos com habilidades e competências para uma sociedade competitiva.

O que temos feito para realizar esse modelo educacional? Dizemos que a sociedade industrial buscar formar indivíduos unicamente preparados para produzir, para desempenhar um emprego ou uma profissão. Baseando-se na transmissão de conhecimentos, pois somos racionais, e convencionamos que foi necessariamente esse modelo que foi desenvolvido pela educação durante anos, e que vem sendo levado à cabo nos dias de hoje.

Na década de 70, com os avanços tecnológicos, a sociedade da informação buscou criar modelos de pessoas capacitadas para desenvolver um emprego, no que priorize o domínio das habilidades.

Através desse ideal, a educação apoiada pela era da informação, deve facilitar o acesso aos conhecimentos e o desenvolvimento das habilidades necessárias da sociedade da informação. Habilidades como: informação e processamento da informação, a autonomia (capacidade para tomar decisões), o trabalho em grupo, a polivalência e a flexibilidade são imprescindíveis nos diferentes contextos sociais, mercados de trabalho, atividades culturais e vida social em geral.

A sociedade da informação requer um educação intercultural, integral para dar as mesmas oportunidades às todos os estudantes, assim como valores para enfrentar a vida cotidiana. Também deve valorizar a capacidade comunicativa para ser mais partícipe, democrático e crítico. Diante disso, podemos nos perguntar: os professores estão preparados para esse tipo de desafio? A escola, contempla em seu propósito estas premissas?

A educação deve, ou deveria, se assentar em quatro pilares: Aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos e aprender a Ser. Cada uma dessas ideias, serve de pressuposto para a vida social e cultural de cada indivíduo. A partir disso, se pretende formar as competências, entendidas como alternativas de resolução de problemas gerados a partir das situações questionáveis. Assim, a educação se pretende realizar uma formação em competências.

Está em nossas mãos a educação, o futuro do país, o bem-estar e a convivência social, a liberdade de pensamento, a autonomia do ser humano e, a responsabilidade de viver dia-a-dia.

E tu, estás preparado?

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

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RECORDAÇÕES…

professor-e-aluno-thumb59231921Recordo das manhãs frias em que acordar cedo e ir para a escola, à pé, de bicicleta, cavalo, era um momento de prazer. Recordo com saudade, mesmo que de tempo longínquo, em que o professor era respeitado pela sua contribuição para nossa aprendizagem. A recordação viva dos deveres de casa, o popular tema, em que nos debruçávamos sobre a cama e inquietos fazíamos antes de ouvir o som da TV ou o noticiário do rádio. O tempo passou, mas mesmo que hoje as mãos não se juntam para orar, recordo da reza do terço, em que a mãe “puxava” a dezena, e toda família repetia uníssona. Recordo que, ao chegar na escola, a felicidade enchia nossa alma de prazer, pois o mesmo se refletia no olhar dos colegas cheios de histórias para contar.

Recordo das paredes da escola, dos cartazes pendurados, cobertos de ilustrações felizes que nos ensinavam regras básicas da escrita: uma pomba em seu ninho que dizia “usa-se ‘m’ somente antes do ‘p’ e do ‘b’. Na frente da turma, a professora, com suas mãos expressivas, seu olhar atento, sua postura ética e profissional que sabia equilibrar amor e ciência.

Não recordo de ouvir os gritos da professora pedindo “Silêncio! Pelo amor de Deus!”, mas sim, recordo do canto dos pássaras, da brisa suave, dos gritos do trabalhador com o arado de bois próximo ao colégio. No mesmo, não tenho recordações de brigas por causa de futilidades como o celular na sala de aula, patricices como “a minha roupa é mais bonita que a tua!”, “meu pai é mais rico que o teu!”.

Nas minhas recordações, não tenho lembranças de uma escola perfeita! A minha não era! Mas as dificuldades que tínhamos, resolvíamos no diálogo e no respeito! Tínhamos moral e não lei! Os colegas tinham respeito, e a professora, ética!

Recordações…Não passam de recordações! Mas as recordações deixaram saudades, em outros marcas. Fico me perguntando, será que alguém vai recordar sua escola daqui à alguns tempos? Afinal, só recordamos aquilo que nos tem significado.

Me desculpe se falei de recordações…mas elas não são vagas…são recordações que me foram importantes! Gostaria muito que elas viessem a ser de novo o existir de nossas escolas e de nossas famílias. Gostaria muito que os pais e professores de hoje recordassem sua escola para seus filhos e alunos. Ao invés de recordar, dizer “filho (a), vive comigo a escola!”.

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terça-feira, 10 de maio de 2011

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A HOMOSEXUALIDADE NO ESPAÇO ESCOLAR

homossexualidadeEnsinar e aprender são processos que, em se tratando de escola, envolvem uma constante interação entre professores e alunos. Esta interação é possível e se torna mais rica quando os professores conhecem melhor seus alunos, sabem como vivem, estimulam sua lógica de aprendizagem, entendem como se relacionam com os princípios da escola e, de toda forma, como querem e merecem ser respeitados nesse ambiente.

No entanto, percebe-se dentro das escolas espaços de discussão sobre a diversidade e o multiculturalismo. A escola busca se libertar das uniformidades buscando acentuar de forma não discriminatória as questões como etnia, religião, posturas políticas, orientação sexual, entre outras.

Uma questão relevante, apontada por pesquisas no âmbito de pós-graduação, mostra que, mesmo que os jovens homossexuais mantenham o interesse pelo estudo, o modelo escolar ainda apresenta dificuldades de convivência, socialização e, em alguns casos, pela falta de oportunidade de expressão, o sujeito passa a ser alvo de bullying homofóbico. Esse bullying existe na forma de “brincadeirinhas de mau gosto” tanto por parte dos colegas, bem como de professores.

A escola que estiver aberta à discussão da diversidade tem o dever de reverter essa concepção preconceituosa. Nesse sentido, o Ministério da Educação, através dos Parâmetros que norteiam o currículo escolar (PCNs – 1997), oferece a possibilidade de trabalhar a orientação sexual como um tema interdisciplinar, onde se incluem informações sobre a homossexualidade, entre outros.

Mas a questão da homossexualidade ainda permanece oculta/sem visibilidade no ambiente escolar. A UNESCO realizou uma pesquisa mostrando que, a homossexualidade permanece oculta pelo silenciamento dos professores. E como se não bastasse, os mesmos são orientados pelos pais para silenciar frente à discriminação. Assim, percebe-se uma reprodução ativa da violência contra os homossexuais na escola.

Percebe-se, no entanto, nas conversas com os jovens que a sexualidade é um tema de extrema importância e prioridade para os mesmos. Quando discutida, causa debate, provoca polêmicas, interesse e atenção. Para eles, a sexualidade é mais que ato sexual, é um todo entrelaçado com a afetividade que envolve sociabilidade nas relações sociais de diferentes ordens culturais, étnicas e religiosas. Assim, a discussão sobre a homossexualidade na escola, assume uma possibilidade e formação de caráter, identidade e responsabilidade.

A omissão à discussão sobre temas como a homossexualidade na escola é, por conseguinte, neutralizante de questões emergentes e produtora de preconceitos homofóbicos cada vez mais acirrados. Boa discussão!

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