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domingo, 20 de março de 2011

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É POSSÍVEL UMA SOCIEDADE SEM ESCOLAS?

 

"Boas intenções não têm muito a ver com o que estamos discutindo aqui.
Para o inferno com boas intenções. [...] Boas intenções não ajudam ninguém."
(Ivan Illich, trecho do discurso To Hell With Goog Intentions, na conferência para jovens americanos voluntários, 1968)

Temos um velho modelo de Escola. Na escola, o professor decide o que o aluno deve aprender. Ele está ai para ensinar. Alunos, pais e sociedade, veem a escola como a chave que abre portas para o mercado de trabalho. Nos anos 60, o filósofo e educador austríaco Ivan Illich criticou a institucionalização da sociedade e também a da educação. Para ele, a escola apresenta problemas sérios que prejudicam seu importante papel social. A escola está inserida em uma comunidade, numa sociedade, inserida num país, inserida no mundo cada vez mais interligado e globalizado.

Para Illich, na Escola Institucionalizada, o professor, considerado o único dono da verdade limita outras trocas de informações entre os alunos, monopolizando o aprendizado. O sistema se torna burocrático, limitando a liberdade de pensamento. Illich criticava todas as Instituições.

A solução para esse problema, segundo Illich, está no título de sua obra mais famosa: “Sociedade sem Escolas”. Ele explica que, a Escola funciona como ferramenta de domínio de uma sociedade hierarquizada e desigual.

Para ele, o conhecimento não deve ser monopolizado por uma Instituição social, mas sim, deve ser compartilhado por todos, de uma forma democrática e livre.

Para demonstrar a ineficiência do sistema educacional monopolizado, Illich usa o exemplo de como os enormes gastos em educação nos Estados Unidos são insuficientes para resolver o problema. Ele escreve que não é um certificado ou um diploma que capacita o profissional, mas seu interesse e conhecimento construído. Conhecimento trocado com a família, comunidade, com profissionais capacitados formando redes de aprendizagem.

O livro de Illich, gerou vários debates entre educadores, a maior parte não concorda com ele. No entanto, algumas ideias presentes no livro, como as redes de aprendizagem, tornaram-se realidade no século XXI. A televisão e a Internet são formas de informação e conhecimento acessíveis e abertas. Ficou mais fácil buscar informação por conta própria. Os caminhos do aprender ficaram mais interessantes. A partir deles, quem sabe, podemos chegar à um modelo de educação menos escolar,.

Para discutir: Como será a escola do Século XXI? Essa é uma questão que continua em aberto.

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sábado, 12 de março de 2011

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EDUCAÇÃO E AS CATÁSTROFES

catastrofeParece inevitável que, nos últimos tempos, a discussão em torno das catástrofes humanas, ambientais, políticas, econômicas, etc., ocupem os espaços de discussão e debate onde nos encontramos. Não é à toa! Não poderia ser diferente, todos os dias os meios de comunicação nos bombardeiam de notícias carregadas de conteúdo preocupante.

Existe por parte dos estudiosos das mais diversas áreas, a preocupação de estimular pesquisas que fomentem soluções para os problemas que temos. No entanto, não é o suficiente! Percebemos que existe uma cultura disposta a dar continuidade para essas catástrofes. Essa cultura não é nova, foi inventada, construída e, para nossa infelicidade, disseminada.

Quando em pleno Século XIX se falava em melhorar a vida nos seus mais diversos âmbitos, pensadores se dispuseram a discutir de que forma isso deveria acontecer.

Auguste Comte (1798-1857), foi um dos pensadores mais influentes no que diz respeito ao desenvolvimento social, político, econômico, científico, do século XIX. Ele, estudioso das ciências naturais previa que o funcionamento da vida em sociedade se desenvolveria semelhante ao mundo físico, da natureza. Auguste Comte, introduz uma visão positiva de ciência, ou seja, as leis já estão prontas, não há o que discutir. A base para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e político passaria, antes de mais nada, pelo domínio do homem sobre a natureza e, consequentemente, sobre o outro.

Como desenvolver a sociedade? Comte responderia que, inserindo na educação dos indivíduos os pressupostos de ORDEM e PROGRESSO. A Família educaria moralmente os indivíduos para a cultura do silêncio, do aceite. A Escola, dando continuidade, deveria desenvolver os indivíduos cientificamente, pressupondo de que, conhecendo a natureza também se poderia conhecer a ação humana e dominá-la.

Dessa forma, percebemos que o século XIX colaborou para as catástrofes que existem hoje. Fugir dessa discussão é fingir que não construímos história. O grande problema que temos é que, o projeto de Comte foi aceito porque interessava à classe dominante da época e, simultaneamente, continua a interessar para a mesma hoje.

Continuamos a educar para essa mentalidade! Inverter esse paradigma seria o ponto de partida para humanizar as relações tensas entre países, pobres e ricos, catástrofes naturais. É necessário pensar que outro projeto sustentável é possível. É preciso, digo, urgente, renunciar à uma mentalidade conservadora e que, até agora, só tem produzido mutilações humanas em todos os aspectos da vida social.

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domingo, 6 de março de 2011

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A MULHER NO PROJETO POLÍTICO DE PLATÃO

Platão foi um filósofo antigo (Séc. VIII a. C.), conhecido especialmente por sua obra “A República”. Nesta obra, Platão descreve os traços de um modelo de cidade ideal, onde todos os cidadãos, cumprindo seu papel também seriam felizes. Platão pensou quem seriam os governantes, os trabalhadores, os guardiões, etc., todos conforme as inclinações naturais. Platão também pensou as mulheres em seu Projeto Político.

Conforme ele, as mulheres não sofreriam qualquer tipo de discriminação. Elas realizariam trabalhos junto aos homens, inclusive prestariam serviço militar. Também acreditava que a presença das mulheres nos campos de batalha aumentaria a valentia dos soldados, pois eles não desejariam passar por covardes frente aos olhos femininos. Ela adquire os mesmos direitos dos homens, inclusive no exercício da ginástica.

Observa-se, porém, que naquela época, a educação da mulher era centrada e fechada ao lar. Platão admite a mulher na Acadêmica, mesmo que trajasse vestes curtas que, naquele tempo, era prática comum entre os homens.

Do ponto de vista da inserção social, as mulheres poderiam participar de qualquer uma das três classes fundamentais da sociedade por ele planejada, ou seja, a dos governantes, dos guerreiros e dos trabalhadores.

Diz também, que tal como acontece com os homens, e sem discriminar, há mulheres dotadas para filosofar, exercer trabalhos militares, desempenhar profissões econômicas, etc.

Mas a identidade social dos direitos da mulher, implica diretamente em identidade pela educação. E Platão, no entanto, procurou resolver.

Essas eram, na época de Platão algumas preocupações com a questão da mulher. Hoje, percebemos outras tantas. O mundo mudou, e junto com as mudanças vieram outros desafios. De certa forma, a mulher vem conquistando espaço na sociedade, basta por hora, criar um espaço novo, mais feminino, sem com o tempo precisar ocupar os postos criados ‘masculinos’.

No dia da mulher, refletir sobre os espaços políticos de sua inserção, é um desafio. Sabemos que hoje, mesmo que se busque uma inserção também há interesses econômicos camuflados nesse processo.

Mulheres, reflitam com Platão a necessidade de uma sociedade política melhor organizada, que permita a inserção da mulher não como uma obrigatoriedade, mas como uma necessidade, para que, juntos, homens e mulheres, possam construir um mundo novo!

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sábado, 26 de fevereiro de 2011

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SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E CULTURA RECOMENDA NÃO REPROVAR ATÉ O 3º ANO

 

reprovadosA Secretaria de Educação e Cultura, na pessoa do Secretário José Clovis de Azevedo recomenda aos colégios para que não reprovem nas etapas iniciais do Ensino Fundamental. Essa recomendação foi homologada pelo Ministério da Educação/Conselho Nacional de Educação com a intenção de acabar com a reprovação nos três primeiros anos do Ensino Fundamental. No entanto, essas medidas mudam as orientações para um novo sistema, onde se cria o Ciclo de Alfabetização e Letramento e elimina as séries iniciais.

Apesar de polêmico, o sistema funcionará da seguinte forma:

- Os alunos dos três primeiros anos do Ensino Fundamental não serão mais reprovados;

- Os três primeiros anos do Ensino Fundamental passariam a ser considerados só um ciclo para garantir que o aluno seja alfabetizado até os oito anos, considerada a idade ideal pelo MEC;

- Em vez de aprovação ou repetência, seriam determinadas metas de aprendizagem para cada fase;

- O sistema deverá reorganizar os currículos das escolas, hoje focadas em avaliações como a Prova Brasil.

Diante dessas mudanças, algumas críticas são evidentemente uma quebra de paradigmas, como por exemplo, admitir que essa mudança não ajuda a superar o desafio da fase inicial escolar. De certa forma, se protela em tempo o que se pode fazer em planejamento. Deixar de reprovar, inicialmente parece ser uma ótima ideia, mas quando se pensa que esse sistema apenas adia a reprovação que virá nos anos seguintes, passa para um momento constrangedor.

De toda forma, a Secretaria apenas recomenda, e não torna obrigatório. No entanto, é um processo de amadurecimento que vai aos poucos culminando na discussão com professores, coordenadorias de educação, direção escolar, etc.

Por fim, cabe dizer que, enquanto educador, aposto na mudança de sistema de avaliação e não na tomada de posição a partir de extremos! Não podemos dizer, “reprova” ou “não reprova”, cada professor é um profissional habilitado para, juntamente com critérios claros de avaliação, considerar os avanços e retrocessos no processo de ensino-aprendizagem. Negar essa postura seria oferecer uma condição minimizada aos professores que trabalham nesse ciclo de estudos.

Assim, afirmar a reprovação ou aprovação de um aluno é desmerecer as horas de formação profissional do professor e todo processo de ensino aprendizagem. Ainda bem, que é apenas recomendação!

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

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ESCOLA: NOSSA CASA!

escolaho1Sempre me senti bem na escola. Desde os tempos mais primários de minha formação, sempre gostei de ir e estar na escola. Muitas das vezes, mesmo enfrentando dificuldades para ter acesso, sempre lutei arduamente para acessar e fazer bom uso daquilo que meus mestres ofereciam em termos de conhecimento, de saberes. No entanto, sabemos que a escola é vista por muitos como um lugar perverso, desestimulante, sem prazer. Para outros, no entanto, a escola é apenas um ponto de encontro de amigos, de paquera, de qualquer outra coisa, menos estudar.

A escola é nossa casa, pois é nela que se concentra boa parte de nossa vida! Nela enfrentamos crises, pautamos momentos felizes, conhecemos novos jeitos de pensar, articular e assumir a cidadania. Na escola, somos guiados por uma pedagogia relevante, preocupada com o nosso desenvolvimento integral.

Mas o cenário não é tão meigo assim. Existe hoje, uma discussão acirrada sobre os distúrbios comportamentais desenvolvidos por alguns alunos: são bons filhos, mas péssimos alunos ou, são bons alunos e péssimos filhos em termos de comportamento. No entanto, enquanto a discussão vai ocorrendo, a sociedade cria conclusões interessantes, por vezes, precipitadas. Uns colocam a culpa na escola, afirmando que a mesma está atrasada, tem uma pedagogia capenga, etc.; outros, dizem que o modelo familiar atual fragmentou-se a ponto de não permitir mais um determinado controle dos pais sobre os filhos.

No entanto, qual casa não teria seus problemas? O mais interessante é que, embora não se saiba ao certo onde está o ponto falho, a discussão continua, e isso é bom! Na prática cotidiana da sala de aula, visualizamos uma determinada rotina estabelecida hierarquicamente. De outra forma, essa rotina é flexível. Não temos hoje, escolas tradicionais a ponto de não ter espaço para a expressão, as vivências, etc., temos sim, famílias que saíram da tradição em rumo à uma libertinagem.

Mas mesmo assim, a escola continua sendo nossa casa! Uma casa que não é do professor, nem do aluno! É de todos que por ela passam. Ela dá continuidade à nossa maneira de ser, viver e sentir. Temos problemas? Temos, mas sem eles não teríamos as mudanças tão necessárias, seja na escola, seja na família.

“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado”. (Rubem Alves)

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

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AS COMPETÊNCIAS DO SER PROFESSOR

 

Na maioria das vezes, quando lembramos dos professores, fixamos nosso olhar em seu trabalho. Não nos cabe apontar julgamentos sobre eles. Falar que existem professores que se dedicam ou não é perca de tempo, pois a profissão professor é mais que marcar tempo em uma sala de aula, é desenvolver seu trabalho com competência.

Quando questionadas sobre quais seriam as competências docentes, as pessoas logo apontam para uma avaliação final do trabalho do professor: “o professor fez um bom trabalho”, “o professor fez um péssimo trabalho”, etc. No entanto, ser professor hoje é muito mais que estar preocupado apenas com o resultado final; é, na verdade, buscar uma correspondência eficaz entre o que se tem como conhecimento e o mundo da vida prática. Para tanto, é necessário algumas (entre tantas) competências:

O agir ético: nós professores somos alvo de nossas próprias palavras. No entendimento infantil, não há uma dissociação da profissão professor com a identidade de quem a exerce. No entanto, algum tipo de ação do professor em espaços não escolares, poderá vir a ocasionar profundos reflexos.

Conhecimento flexível: Diante de leis em educação que não permitem flexibilidade, buscamos a flexibilidade como ponto de entendimento, pois sabemos que ninguém sabe mais do que ninguém. No entanto, é na troca efetiva daquilo que consideramos como conhecimento que vamos aprendendo. Não temos verdades absolutas, individuáveis, mas possibilidades diante da resolução de problemas da vida, e para isso, precisamos ser flexíveis, mesmo que em muitas vezes os pais não compreendam, pois querem respostas prontas – “produto final”.

Formação Constante: Ser professor é uma profissão que requer aperfeiçoamento constante, seja no âmbito do entendimento e reflexão, seja na perspectiva do domínio técnico da profissão. Antes era fácil ser professor, hoje vivemos dia após dia um turbilhão de informações e conhecimentos processados à cada segundo.

Trouxe para nossa reflexão apenas três competências. São competências importantes. Podemos somar à elas as habilidades e teremos um professor atual, pedagógico e acima de tudo estudioso. No entanto, há uma dimensão política do trabalho do professor que não pode ser esquecida: a missão de transformar a sociedade.

Paulo Freire já dizia que se “a educação não muda a sociedade, tão pouco, a sociedade sem ela mudará!”. Está implícita nessa frase a missão de cada dia de nossos mestres, nossos dedicados professores de todos os níveis de Ensino. Não há nível que se sobressai à outrem, pelo contrário, é na continuidade interdisciplinar dos mesmos que seguimos desejosos de formar um ser humano mais humano, com olhar para si e para o outro.

Esses são alguns desafios que exigem as Competências da Profissão Professor! Pense nisso!

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

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BBB 11 E A PRECARIZAÇÃO DOS VALORES MORAIS

 

bbb11-perfilA história de um povo entra em decadência quando o mesmo perde o senso sobre os valores morais. Valor moral é a medida equilibrada do certo e do errado. No entanto, com a perca dos valores morais, uma sociedade torna-se incapaz de decidir sobre aquilo que lhe parece ser bom ou mau para sua existência. Nesse sentido, recebi essa semana (acredito que muitos dos leitores também) um email em que colocava a postura do escritor Luiz Fernando Veríssimo sobre o Big Brother Brasil 11, reality show apresentado pela Globo e na interlocução Pedro Bial.

Luiz Fernando Veríssimo aponta, entre outros aspectos, a precarização dos valores morais como ponto que define o BBB 11 como uma síntese do que há de pior na televisão brasileira. A exposição desmedida de uma linguagem chula, desenhada em um cenário de sexo ‘quase’ explícito, e por cima, uma nomenclatura fajuta de “heróis” para àqueles que vivem na casa são pontos a serem discutidos.

Como educador, me vejo na obrigação de refletir sobre a necessidade da retomada de alguns valores morais que, no passado foram, e continuam sendo importantes para a convivência social sadia. Não quero repreender a visão liberal daqueles que pensam que deve-se falar sobre sexo, não…não é isso. Falar sobre sexo em uma conjuntura mais global, envolve falar de sexualidade; ou seja, apontar para a questão como um todo e não apenas referenciar o ato genital, que muitas vezes falado no reality show, é extremamente momentâneo.

A exposição de uma linguagem vulnerável e insignificante, pode remeter à população à uma vulnerabilidade de leitura, informação, criticidade, etc., retomando assim, cada vez mais, um estado de vida selvagem, animalesco.

Educar-se é o que precisamos! A televisão deveria ser mais um meio de transmissão da cultura sadia e dos bons costumes que ainda temos. A televisão deveria auxiliar na solução de conflitos sociais, na luta por condições mais dignas de saúde, educação, política, cultura, etc., mas o que faz? Vende! Custe o que custar, o interessante é vender! Mesmo que para isso, seja necessário idolatrar alguns valores em detrimento de outros.

Valorizar a vida na sua plenitude é mais que apontar questões como ‘sexo’ como centro de um jogo. Valorizar a vida é, segundo a história nos mostra, o cultivo de valores como a participação na política, nas discussões de assuntos que são da comunidade, que beneficiam acima de qualquer ideologia a vida de seu filho, seu neto, ou mesmo, a sua.

Procure na internet sobre a ‘Ótica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o BBB 11’, imprima, leia com seus filhos, seus alunos, amigos; discuta! Deixe a postura cômoda de lado! Priorize valores que são válidos para toda nossa comunidade. A Educação vai além da Escola! Pense nisso!

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

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EDUCAÇÃO NO ATENDIMENTO AO PÚBLICO

HOSPIT~1Recentemente acompanhei o caso de um senhor agricultor, morador de um município próximo, que estava requerendo junto ao serviço de saúde pública de seu município uma cirurgia de menisco. Por algum tipo de avaria em seu trabalho, acabou por romper o menisco. No entanto, a partir daquele dia sua vida não foi mais a mesma: muita dor constante, dificuldade para se locomover e o pior, descaso em seu atendimento de saúde por parte do setor público. Não dá para admitir!

Seu atendimento médico começou no início de novembro de 2010 e até então, não havia sido chamado para uma cirurgia que os médicos diziam ser de urgência.

Apesar das demoras, o caso foi me intrigando. Liguei para a secretaria de saúde de tal município pedindo informações sobre o caso. Ao atender o telefone, a pessoa ‘responsável’ começou a me xingar, visto que apenas estava pedindo informações. No entanto, me encaminhou um número de telefone para a Coordenadoria de Saúde à qual, também fui surpreendido com muitas falácias e rusgas. Fiquei chateado com essa situação, uma vez que apenas estava pedindo informação.

No entanto, escrevo aqui pensando na dor daquele senhor, uma pessoa trabalhadora, contribuinte, que paga diariamente seus tributos para ter pelo menos, um atendimento digno de ser humano. Não se pode admitir tal despreparo, incapacidade e acima de tudo, insensibilidade de quem trabalha no setor público.

Algumas pessoas buscam os cargos de confiança apenas para ganhar seu sustento dentro de um tempo. Não posso concluir outra coisa! Concluo apenas que, se fui mal atendido ao pedir informação, a pessoa que estava do outro lado da linha não tem nem formação, muito menos conhecimento de seu papel diante do seu trabalho.

Esse é apenas um caso! Você leitor, deve conhecer muitos e muitos casos pelos quais, inclusive já tenha passado. É um descaso total com a vida das pessoas simples!

Por fim, fui conhecer de perto como funciona esse serviço: vi, segundo fui informado que existe um descaso maior por parte do Estado. Essa coordenadoria atende 25 municípios, apenas com um médico cirurgião para esse tipo de cirurgia. É triste, mas é a realidade!

Observe você, o que faz a falta de educação para nosso povo! Muitas pessoas diante de uma situação como essa se acomodam, embriagam seu espírito de “se é assim, tá bom!”, e fica por isso. Não podemos deixar tal situação se repetir.

Cada uma fazendo sua parte, tendo espírito crítico, investigar as leis, se informar, buscar conhecer, estaremos melhorando não apenas a saúde, mas a economia, educação, cultura, somantizando, construiremos um município melhor para nós.

Quem sabe, essa mania de conhecer as coisas, vá aos poucos contaminando os brasileiros e construindo uma sociedade melhor, onde pelo menos, seremos atendidos/tratados como pessoas com dignidade.

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

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O USO DA INTERNET: CONHECIMENTO E CONSCIÊNCIA!

 

classmate_professorUm filósofo do Séc. XVII, chamado Francis Bacon, escreveu assim: “Saber é Poder!”. Diante dessa premissa, nossas melhores intenções de ensinar e aprender se repetem dia após dia em sala de aula. Os professores estão empenhados em melhor ensinar, utilizando métodos que, às vezes, nem tanto modernos como deveriam ser, mas, com métodos que aproximam os estudantes de seu objeto de investigação: o Conhecimento! Nesse emaranhado de possibilidades, está inserido o uso da internet.

A internet, por assim ser popularizada, não passa de uma rede de trocas. Nela circulam negócios, relacionamentos, informações, etc. Mas a grande questão é: Como transformar essas informações em conhecimento? Esse é o maior desafio enfrentado pelos professores, pais e alunos quando da inserção do uso da internet em sala de aula.

A vontade de inserir às vezes, é superada pelo medo do que poderá produzir. De toda forma, ainda não se tem um modelo que forme professores voltados para a utilização dessa ferramenta de apoio pedagógico que é a internet.

Em muitas escolas, os recursos pedagógicos relacionados com a área da informação e tecnologia, são deixados de lado. Falta profissionais da educação formados na ótica do uso consciente da internet.

Para agravar ainda mais essa situação, temos professores “analógicos” trabalhando com uma geração de crianças “digitais”; ou seja, ensinar apenas com o quadro e o giz é tarefa superada. Ah! É tarefa para país de terceiro mundo! Se queremos continuar a fazer do Brasil um deles, precisamos continuar a insistir na metodologia do quadro e do giz.

Alguns professores já estão dispostos à inserção das tecnologias, mas ainda mantém um sentimento de recusa quanto às redes de relacionamentos, aos comunicadores instantâneos, até mesmo à jogos que desenvolvem a criatividade das crianças e jovens.

Em algumas Universidades o uso da internet é bloqueado durante as aulas. Será que resolve o problema da falta de leitura? Ou será que estamos bloqueando uma nova forma de leitura? No entanto, sem o acesso ao conhecimento fica fácil “engolir” algumas “verdades” sempre contadas (mesmo que hoje já não se sustentam mais).

Em todo caso, precisamos aprender a ser livres. O uso da internet consciente não vem por meio de imposição de regras, bloqueio de sites, etc., mas do uso livre, pesquisando, debatendo, discernindo sobre o que é bom e o que é malfazejo em questão de conteúdo de internet. A liberdade é a condição!

Assim, te convido à acessar blogs, redes sociais, utilizar comunicadores instantâneos, participar de fóruns, etc., para que, quando voltares para o ano letivo (que está logo alí!) ao poucos vá introduzindo em seu fazer pedagógico as novas tecnologias, em especial, o uso da internet com consciência e gerando conhecimento!

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

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OS DESAFIOS DOS JOVENS NA UNIVERSIDADE

 

Existe uma relação muito oportuna entre o Jovem e a Universidade: a Universidade é o local, por assim dizer, de gente jovem! Não apenas jovens de idade, mas jovens que estão lá (ou logo, alguns vão estar) em busca do conhecimento – mola propulsora do mundo e da humanidade. Nesse ano não poderia ser diferente. Muitos jovens após os processos seletivos universitários vão migrar para outras cidades em busca de formação nas universidades.

Ir para uma Universidade não é apenas migrar para estudar. Naturalmente outros processos vão acontecendo e deixando-se acontecer, enquanto se estuda e se prepara profissionalmente. Entre alguns, podemos citar: o namoro, as baladas, as crises emocionais (distante de casa), a escassez de recursos financeiros, novos relacionamentos, etc., quando, em alguns casos, até a droga é apresentada.

É um mundo diferente de tudo o que foi vivido até o momento. Cito, por exemplo, um certo “paternalismo” dos professores e pais quanto às atividades desenvolvidas nas escolas. Agora, na Universidade terminou! É momento de ser autônomo, de ler, de pesquisar, de fomentar o espírito crítico e as criações tecnológicas, humanas, científicas. O contato com outros se passa mais pelo que se faz do que, necessariamente, pelo que se está sentindo.

Mas, um grupo de bons amigos sempre é um ponto fundamental de apoio. Por mais que, muitos jovens, por causa do grupo de amigos, acaba se desvinculando de valores fundamentais, que agora não lhe são mais importantes. Amigos na Universidade se faz pelo processo de conhecimento ou pelas carências de afetividade (algo em comum entre muitos que saem de casa para estudar).

E os pais que ficam? Necessariamente podem incentivar os filhos a se desenvolverem, a ter o seu próprio “bater de assas”. Nunca os pais devem deixar que a falta dos filhos para si, seja mais forte do que o desejo dos filhos em estudar. Os pais não podem limitar os sonhos de seus filhos!

Enquanto isso, para quem ainda não foi para a Universidade, é importante desde os primeiros anos de Ensino Médio ir se preparando para a conquista do espaço e, principalmente, para as mudanças citadas acima.

Fui professor de muitos que nesse 2011 estarão espalhados pelo Brasil. Desejo à todos estudantes e estendo meus votos de sucesso para àqueles que serão meus alunos.

O desafio está lançado! Pais, apoiem seus filhos! Filhos, agora acadêmicos, tragam da Universidade um conhecimento socialmente válido, útil, e de extrema importância para a vida de vocês, sua família e para toda sociedade!

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domingo, 9 de janeiro de 2011

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ESCOLAS CORPORATIVAS

 

the_corporationAtualmente, uma das formas encontradas para a sobrevivência econômica de educandários é estar aliados à corporações. Uma corporação é uma grande ‘empresa’ que, formada por outras pequenas ‘filiais’ supre significativa parcela de mercado naquele segmento. Na verdade, o que está por trás das corporações é a soma de forças econômicas, mesmo que for, em muitos casos, à qualquer custo.

Essas corporações utilizam estratégias de marketing e mercado. Não basta vender, é preciso convencer o cliente que seu produto é o melhor. E no campo dos educandários corporativos não é diferente. As corporações utilizam-se de estratégias até mesmo culturais, religiosas, políticas, entre outras, que buscam orientar significativa parcela da população à consumir seu produto.

A religião pode ser uma boa estratégia; a tecnologia, outra. No momento em que vivemos, representado por uma crise de valores humanos, utilizar o chavão “valores humanos” é tido como um marketing disfarçado por algumas instituições sociais.

O que importa para as corporações é vender. A venda representa o lucro. Com ele, é possível a sobrevivência e o sucesso na concorrência.

O que essas construções corporativas não percebem é que, ao desenvolverem-se criam seu próprio coveiro. Uma vez que utilizam a ‘satisfação’ como tentativa de venda, originam a insatisfação interna, pois é necessário explorar a qualquer custo seus funcionários. A sobrecarga de trabalho, a falta de harmonia quanto aos momentos de crise, medidas paliativas que não convencem, falta de negociação com o trabalhador, ocasionam sua crise. Pergunta-se: de que forma um cliente satisfeito se o colaborador está insatisfeito?

No entanto, como o mercado de trabalho é volátil, a transição da insatisfação não se sustenta, pois o funcionário prefere se demitir do que insistir na mudança.

Nesses meses de férias, é importante ficar ligado em questões e propagandas que podem vir a ocasionar o fracasso ou o sucesso do ano letivo.

Sugiro um documentário “The Corporation” – para fomentar a conversa com os filhos e comunidade.

Vamos nos orientar por verdadeiros valores educacionais, apostando em um sistema educacional que proporcione a crítica, a política, o meio ambiente, valores humanos, e acima de tudo, a discussão sobre a vida assim como ela acontece, sem disfarce, sem máscara.

À todos, boas discussões!

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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

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FÉRIAS: POR UMA LEITURA DE QUALIDADE!

 

foto_de_cr_lendoA leitura é uma boa oportunidade de viajar e conhecer mundo ainda não imaginados. Desde pequenos, somos incentivados pelas nossas professoras à ler. “Ler é preciso!” – dizia minha professora de 1ª Série do Ensino Fundamental. A leitura abre novos horizontes, faz-nos criar mundos diferentes, imaginar novas possibilidades, nos enreda em situações que até então nem tínhamos ideia de um dia poder se envolver. Enfim, a leitura é maravilhosa!

Existem àqueles que leem em qualquer canto, seja na sala de estar, no quarto, nas rodoviárias (inclusive enquanto esperam), nas praças, tomando chimarrão…não existe lugar para leitura. Todo lugar é um bom lugar; todo momento, é um bom momento!

Com a inserção das tecnologias no mundo dos leitores, criou-se outro tipo de leitura: a digital. O mundo digitalizado criou inúmeras possibilidades de ler: são blogs, sites, notícias, livros digitalizados, enfim, mundos nem antes imaginado. Alguns professores criticam essa inserção da tecnologia afirmando que a mesma criou a mentalidade do “ctrl + c” e do “ctrl + v”, ou seja “copiar” e “colar”. Nesse sentido, é preciso pensar até que ponto as práticas pedagógicas tradicionais são de fato, efetivas.

Mas em um mundo de interesses diferentes, ler parte do interesse e da cultura de cada um. E em época de férias, cabe também a cada um visitar sites, comprar livros, participar de blogs, levar à beira do rio, no acampamento o seu melhor amigo: o livro (seja ele impresso ou digital). O que não pode é ficar sem ler!

Outra dica, é cuidar da qualidade do que se lê. Não é tudo que lemos que contribui com nosso conhecimento. Existem vícios na leitura que nos condicionam a ler o superficial, também formando uma concepção superficial de mundo. O que quero dizer, é que uma leitura para ignorantes também cria uma massa de ignorantes políticos. A leitura é uma forma de comunicação que também merece ser filtrada e extraída sua essência: a verdade! Sabemos que muito se usa de leituras para controle da inteligência das pessoas, no entanto, podemos também utilizar a leitura como forma de problematizar o mundo em que vivemos, criando novas formas de melhorá-lo.

Assim, te desejo boas leituras! Visite uma biblioteca. Se tiver condições, compre livros.

Boas férias e ótimas leituras!

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

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FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO!!!!

Rudi_Natal_2010

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UM NATAL PARA TODOS!

 

PAZA tradição do Natal está presente à milênios entre os Cristãos o nascimento de Jesus Cristo é uma marca emocionante e traduzida para a espiritualidade do povo. Aos poucos, esse real sentido do Natal, que quer dizer “Nascimento”, foi sendo substituído por algumas ações que, ao contrário do ensinamento do menino Jesus, traduzem-se em morte.

Basta observarmos minunciosamente o que tem acontecido nos últimos tempos de Natal. O Cristo que nasce, ou pelo menos deveria nascer no coração de todos nós, muitas vezes é substituído por bebedeiras, velocidade excessiva nas estradas, uso de drogas, assaltos…enfim, nem vou continuar a lista, porque você já a conhece. Mas, acredite! Poderia ser bem diferente!

O Natal deveria ser um tempo onde renasce em nós a vontade de viver. Renascer, significa refletir sobre as coisas que foram boas durante o ano que passou. Natal é tempo de criticar as práticas políticas medíocres, os discursos religiosos demagógicos, os interesses econômicos que empobrecem a maioria em nome do bem-estar de uma minoria, tempo de rever as pequenas ações que praticamos e quais os seus impactos. Enfim, Natal é tempo de Renascer!

Hoje, o Natal configura-se como momento de grandes “promoções” no mercado de compra e venda de todos os produtos que instigam cada vez mais nosso prazer de consumir. Natal não é tempo de aumentar o consumo, e sim, intensificar a nossa espiritualidade! As pessoas estão preocupadas em presentear com “plásticos” e não com sentimentos!

Lembro-me do tempo de criança…a melhor imagem do Natal pode ser vista a partir da criança. As crianças refletem o que os adultos lhes mostram. Se meus pais tivessem mostrado um natal colorido de mercadorias, meu espirito capitalista teria formado minha concepção natalina. Mas, veja com uma criança desprovida de ambições capitais, qual é o real significado do Natal para ela; você vai se surpreender!

Portanto, me parece que devemos considerar o verdadeiro sentido do Natal. Rever nossas concepções acerca da fé e das limitações quanto ao incentivo ao consumo. Fazer um Natal mais feliz, depende de cada um de nós. Educar as crianças para um Natal com base na vivência cristã também é relevante. Natal é tempo de Paz! Mas, não uma paz construída apenas nesse tempo, mas a celebração da vida que construímos durante o ano todo.

Vamos viver o Natal 2010 de forma sadia, harmoniosa, sem bebedeiras, sem acidentes de transito, sem loucuras…Vamos fazer desse Natal o mais lindo de todos os tempos! FELIZ NATAL!

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sábado, 11 de dezembro de 2010

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HOMO CONSUMENS: IDENTIDADE DE CÓDIGO DE BARRAS

 

homem_consumidor_jpgDesde os tempos mais remotos, o homem sempre foi um animal consumidor. Consumir é uma prática milenar. Os primeiros homens utilizavam a máxima da natureza para justificar o seu consumo: “o maior consome o menor!”. Fato é que, essa cadeia de consumo milenar se estende até os dias de hoje. Mas, até ai nenhum problema. O problema maior é que o consumo foi sendo mediado pela necessidade da obtenção do lucro. O dinheiro foi introduzido como motivo principal para se incentivar o consumo. Consumir dinheiro pode não ser a melhor forma de viver para quem pensa em economizar; mas, quem economiza, consegue a melhor forma de viver?

Essa é uma pergunta que esconde em si o significado mais inteligente do consumir, pelo menos, segundo a intenção de quem dita o que socialmente é aceito para o consumo. Basta você observar em sua casa, vestuário, alimentação, etc., o que é socialmente padronizado para o consumo? Desde as formas mais rudimentares e mesquinhas de se comportar socialmente, há alguém introduzindo no hábito das pessoas novos produtos à serem consumidos. Entre eles, encontramos os produtos alimentícios. Quanto químico introduzimos em nosso corpo! E o pior, ainda achamos natural ensinar as crianças à consumirem plástico, entre outros.

Ainda quando professor de Educação Infantil, fitado diante dos potinhos de lanche, ficava a pensar se os pais não tinham tempo para preparar algo mais natural, quem sabe, um simples sanduiche para seus filhos. Cansei de ver crianças com as lancheiras amarelas de tanto salgadinho químico. Será que não existe outra proposta? Pobre saúde…

Ainda para agravar, vemos que o nosso consumo não é nem responsável, nem sustentável. Todo produto que consumimos, devido à velocidade e rapidez de seu consumo, acaba por ser sempre um amontoado de descartáveis.

Nessa época, esses descartáveis ficam pendurados nas árvores como se fossem um “vejam, estamos consumindo esta marca”. Que disfarce irresponsável é esse de pendurar os códigos de barras nas árvores para imitar o natal! Alguém saberia dizer para onde vai essa identidade plastificada após o passar desse momento? Mais lixo...

Optar pelo consumo consciente, é não se deixar condenar nas amarras de código de barras. Consumir é próprio do ser humano, mas um consumo menos agressivo, menos malvado e acima de tudo, menos irresponsável. São atos de sustentabilidade que garantem a minha, a tua e a sobrevivência de nosso planeta. Afinal, a vida vale mais!

Se esse texto não lhe fez pensar, não vou insistir, apenas desculpe por consumir seu tempo!

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

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APROVAÇÃO OU REPROVAÇÃO?

 

05365Chegando à mais um final de ano escolar, muitos estudantes se veem no dilema dos exames – a chamada recuperação. É um bom momento para os mesmos refletirem se de fato o ano foi produtivo em termos de aprendizado, ou se, como para muitos, foi perca de tempo. Evidentemente, acentua-se o caráter de avaliar o que se sabe, se aprendeu, o que se ensinou. Não é momento de “acertar contas” entre alunos e professores, é sim, momento de repensar a forma de estudar, ensinar e aprender.

Nenhum pai deseja ver seu filho reprovado. Alguns, àqueles que menos se importam com a vida escolar de seu filho, pensam que o mesmo deve sempre ser aprovado, independente se durante todo o ano estudou ou apenas frequentou a escola. Esse comportamento é típico de pais que não acompanham a vida escolar de seus filhos.

Mas, reprovar é um ato que ninguém quer! Ninguém, independente daqueles que não estudaram! Nesse caso, deveria ser inevitável! Afinal, quando se fala em recuperação não se pensa em estudar para obter nota, mas sim, os possíveis conhecimentos que, por um motivo ou outro, durante o ano não foram possíveis. Assim, a recuperação deveria acontecer a cada novo período de aula. Mas, e a nota?

Obviamente que o conhecimento não é tido como uma medida que pode ser quantificado em números. Seria interessante se nos nossos regimentos pudéssemos avaliar por competências e habilidades. Sim, porque não posso saber o que o outro sabe, pois sou um ser diferente, capaz de aprender diferente, tenho uma história de vida diferente, etc. Ninguém aprende igual, então, ninguém deveria também ser avaliado igual.

O currículo escolar contempla várias competências e habilidades e, se pensa que, ao ser avaliado o aluno está demonstrando que aprendeu um pouco de cada coisa. Não vamos discutir currículo, pois o mesmo requer um estudo aprofundado, dado que ainda temos currículos fragmentados como no Século XVII.

Por fim, dizer que chegar ao final do ano com o sentimento de dever cumprido é muito gratificante, especialmente para o aluno que se dedicou, para o pai que apostou, a mãe que deu especial atenção e, para o professor que o acompanhou. Mas, em se tratando de reprovação, a história muda.

Desejo que todos estudantes tenham consciência de que a escola é lugar para aprender, estudar, ensinar e compartilhar o que temos de mais importante: a vida!

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sábado, 27 de novembro de 2010

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INVASÃO DE PRIVACIDADE!

 

invasao_privacidade_cortadaRestou-me a perturbação, o stress, a falta de sossego! Como a maioria dos brasileiros, sou uma pessoa que trabalho, que tenho direitos e deveres diante da Constituição e pelo amor à nossa nação! Vamos fazer uma simulação?

Imagine o dia que você acorda e nas proximidades de sua casa já tem movimento de pessoas, carros, música, pessoas gritando, e em alguns casos até se xingando. Tudo bem, você acorda e vai encarar a vida! A maioria da população faz isso! Todos acordamos para um dia cheio de trabalho. Não seria tão ruim se fosse apenas no início da manhã…mas, o infortúnio continua.

Continue imaginando então, que ao voltar do seu trabalho para um almoço com a família, de repente, nas proximidades de sua casa, novamente, música, gritaria, barulheira de carros, etc. É quase inevitável conversar com as pessoas com as quais convive! A tolerância já vai diminuindo, e você começa a pensar, “minha saúde não precisa disso, portanto, acalme-se!”. Mas…continue imaginando…

Imagine que em sua família tem pessoas que estudam, que precisam se concentrar e, para quem estuda, sabe que existe alguns momentos que é mais difícil concentrar do que fazer qualquer outra atividade laboriosa. Imagine também que, como garante a Constituição Brasileira (Cap. III, Art.205) “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a COLABORAÇÃO da Sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa […]” estivesse em vigor…Mas, será que assim, está existindo a colaboração social? E ainda, se restassem os finais de semana para descansar, lazer ou estudo. O que está acontecendo?

Imagine se, conforme o Art. 5º, parágrafo XI da Constituição, onde diz “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador […]”, os grupos e pessoas respeitassem, ou, em ultima instância, conhecessem este artigo. Será falta de conhecimento ou de sensibilidade?

Imagine que você mora em uma cidade onde o som que os jovens colocam no final se semana em seus carros é questionado, mas outras faixas etárias não. O que você diria?

Imagine agora, que tudo o que você imaginou até aqui é real. Seja bem vindo ao mundo de quem mora próximo de um Centro de Convivência! Seja bem vindo ao mundo da Invasão de Privacidade!

Diante disso, sabemos também que existe o Art. 37 que reza sobre a responsabilidade da Administração Pública, obedecendo aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, entre outros. Mas, à quem compete o controle da perturbação do sossego alheio? À quem compete a invasão de privacidade?

Se olharmos com profundidade, veremos que se trata de um caso de Saúde Social. Afinal, ninguém deseja uma sociedade patológica, esfacelada…ou será que é interesse de alguém?

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sábado, 20 de novembro de 2010

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EU APOSTO NA EDUCAÇÃO, E VOCÊ?

 

brasileiroSe fosse pelos nossos representantes, deveríamos sentir vergonha de sermos brasileiros! Nem a educação não escapa mais da grande alçada da falta de caráter e ética de nossos representantes. O ENEM foi um exemplo disso. Mas, desde que o nosso estranho país foi colonizado, o brasileiro foi se acostumando a aceitar as mazelas geradas pela ignorância política dos políticos. E, conforme foram introduzindo a anestesia da corrupção no cérebro do brasileiro, destruindo sua capacidade crítica, o povo foi se massificando, até que o rótulo “odeio política” foi aceito por todos.

Em nome da democracia, nos ensinaram que participar é coisa para gente grande! Ao respeito e à honra do coronelismo capital, destinou-se aos pobres as migalhas de pão, trabalho e saúde, que o mantém no vácuo de qualquer posicionamento ou crítica.

Quanto às crianças, ah! - deixe que a mídia cuide delas! Não se preocupe: a educação de seus filhos está sendo construída por um programa de tv, um jogo de computador, um slogan estampado na música de cantores e dançarinas que são sarados; sararam tanto, que até inibiram as letras das músicas de carregarem sentido.

Os idosos! Será que eles ainda mantém o espírito de mudança vivo? Qual nada! Restou-lhes os bailes aos fins de semana! Durante a semana, representam uma massa que tem poder de consumo.

As mulheres! A indústria voltou-lhes os olhos. Mulheres compram mais quando impulsionadas pela beleza que determinado produto fantástico lhes pode oferecer. Portanto, elas são o alvo do mercado.

Os jovens, trabalhadores, estudantes…Até os estudantes que, dia após dia, ouvem de seus mestres lições de ética, estão à mercê de um processo de ingresso no Ensino Superior que promete ser o mais democrático, mas no entanto, parece ser o mais confuso. Alguém sabe o motivo?

Eu e você! Bom, somos brasileiros! Indignados ou acomodados, somos brasileiros! Brasileiros que ao acordar, tem a pretensão de visualizar dias melhores para todos. Quem sabe, o pouco que fazemos se transforme em muito e, o muito seja a base para a mudança de tudo que não está legal em nosso país! Muitas esferas precisam ser mudadas. Está na hora de começar.

Deixar a vergonha de ser brasileiro de lado, ter a verdadeira ousadia da mudança social são lições que não se aprendem apenas na escola. Essas lições aprendemos no dia-a-dia, na família, escola, Igreja, comunidade. Precisamos mudar! Eu aposto na educação, e você?

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sábado, 13 de novembro de 2010

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VIOLÊNCIA ESCOLAR: CENAS DE TERROR!

 

FERIMENTOSOntem era o filho do fulano. Hoje é de Ciclano. Amanhã poderá ser o seu! Todos os dias, na rotina da vida escolar, nos deparamos com cenas de violência. O mais estranho é que, as mesmas acontecem em um lugar que deveria ser de educação. Meninas e meninos, adolescentes e jovens, promovem rinhas e brigas programadas nas escolas, gravam as disputas com celulares e câmeras e as imagens vão parar em sites da internet. São brigas e provocações contra colegas, professores, prática de bullying, e até o uso de material escolar como armas para ferir. As dúvidas são muitas…Será falta de uma política educacional clara? Será que o espaço escolar não é mais atrativo e as brigas são motivo de manifestação? Será a denúncia de um sistema complexo que permite a cada dia inserir no cardápio dos jovens que é “legal” brigar? Ou será falta de medidas socio-jurídicas efetivas? Em todos os casos, nos cabe uma reflexão.

No programa “Mais Você” da Rede Globo, quarta-feira (10/11), a apresentadora Ana Maria Braga conversou com uma menina de 14 anos que foi atingida no rosto por lâmina de apontador, causando profundas marcas que, com certeza, não carregam apenas dor física, mas um retalhamento emocional. Ana Maria questionou o fato do por quê alguém coloca vídeos de tanta violência na internet, ao qual a menina respondeu: “Querem mostrar que ninguém manda na escola, que aqui é perigoso”; ao qual, a mãe da menina acrescentou: “Você deixa sua filha na escola e, quando volta, vê a mesma com o rosto cheio de sangue – é uma cena de terror!”.

Na entrevista, também foi questionado um desembargador, o qual afirmou: “A Justiça vai pensar que medida socioeducativas vão ser tomadas”. Diante de uma situação que se repete todos os dias, será que já não deveria ser tomada alguma iniciativa? Quem sabe não só de punição efetiva, mas um trabalho que envolvesse a discussão de tema como esse com os jovens, crianças e até os pais de agressores e vítimas.

Além disso, precisamos também de um trabalho restaurativo, ou seja, as escolas precisam de uma equipe técnica efetiva, atuante e profissional. Falo de atendimento ao aluno qualificado. Não apenas um atendimento que venha a tomar medidas paliativas, mas que coloque o aluno agressor sob pena de sua responsabilidade, que o faça conhecedor do mal que causou e incentive sua mudança.

Pode ser que em nosso município ainda não se tenha casos como esse. Não vamos esperar acontecer um primeiro para agirmos. A violência escolar acontece de forma mascarada, sem deixar pistas, muitas vezes escondida por quem à sofreu e, com medo de uma futura agressão, passe sem denúncia.

Converse com seus filhos sobre essas questões. Você professor, converse com sua turma sobre isso. Proponha trabalhos coletivos, pesquisas, representações, músicas. Pesquise em sua comunidade o que as lideranças pensam sobre o proposto.

Vamos acabar com a violência escolar, antes mesmo de sermos vítimas dela!

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sábado, 6 de novembro de 2010

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O QUE É IMPORTANTE NA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS?

sauvage_3A Educação dada às crianças não foi sempre como a concebemos hoje. Em especial, a partir do Século XVIII, com um pensador chamado Jean Jacques Rousseau, é que a educação das crianças começa a ganhar um novo enfoque. Portanto, para entender o novo, vamos à algumas questões do modelo anterior à Rousseau.

A Educação é um processo que está permanentemente ligado às questões políticas. Anterior ao século XVIII, o modelo político era chamado de Absolutismo, que quer significar “alguém com poder sobre todas as coisas”. Este alguém, é chamado de Rei. O Rei era também um déspota, ou seja, alguém que faz uso do poder político em nome de suas próprias vontades. A organização social não estava baseada no bem-estar de todos, mas sim, apenas de uma determinada classe.

A classe mais elevada socialmente era também chamada de “Burguesia” – que vem de burgos – comerciantes da Idade Média. Era à essa classe que dirigia-se os princípios da educação e do desenvolvimento. Apenas estes tinham acesso à educação. Apenas esses eram educados. Eram, por assim dizer, os privilegiados!

Rousseau percebe que o bem-estar e os direitos naturais (vida, liberdade, dignidade) são grudados em todos desde o momento em que nascemos. No entanto, não pertencem à apenas uma classe socialmente elevada. Rousseau afirma que a educação, juntamente com a organização social, existe para a garantia desses direitos naturais.

Nesse sentido é que Rousseau pensa a educação da criança:

- A Educação é um processo natural e não artificial; deve ocorrer conforme o desenvolvimento da criança.

- A Educação é um processo contínuo; ou seja, dura toda a vida. Portanto, não se deve apurar o que mais tarde, conforme o ritmo, ela terá melhores condições de aprender.

- A Educação deve ser tão simples, como simples é a natureza. Nunca substituir as coisas reais pela sua representação. Em outras palavras, o contato com o real permite um melhor aprendizado à criança.

- A criança não deve ser tratada por padrões adultos, aprendendo coisas de adultos. Não se pode vestir crianças com roupas de adultos, é preferível roupas leves que facilitem o movimento e o desenvolvimento infantil.

Assim, Rousseau considera a criança importante. Dá liberdade à criança para a garantia de uma sociedade livre. É a partir dele que a educação começa a ser vista a partir da criança.

Muitas ideias discutidas por Rousseau são discutidas até hoje. Entre outros aspectos, ainda muitos elementos de sua proposta pedagógica ainda não foram implantados. Podemos melhorar a educação! Muitas questões dependem de cada um de nós!

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

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HARVARD X STANFORD

Recebi essa mensagem por email. Gostei muito. Publico porque faz sentido.

Eis um exemplo do risco que representa a antecipação de conceitos a partir da aparência das pessoas ...

Malcolm Forbes conta que uma senhora, usando um vestido de algodão j ádesbotado, e seu marido trajando um velho terno feito à mão, desceram do trem em Boston, EUA, e se dirigiram timidamente ao escritório do presidente da Universidade Harvard. Eles vinham de Palo Alto, Califórnia e não haviam marcado entrevista.
A secretária, num relance, achou que aqueles dois com aparência de caipiras do interior, nada tinham a fazer em Harvard.
" Queremos falar com o presidente" disse o homem em voz baixa.
" Ele vai estar ocupado o dia todo" respondeu rispidamente a secretária.
" Nós vamos esperar".
A secretária os ignorou por horas a fio, esperando que o casal finalmente desistisse e fosse embora. Mas eles ficaram ali, e a secretária, um tanto frustrada, decidiu incomodar o presidente, embora detestasse fazer isso.
" Se o senhor falar com eles apenas por alguns minutos, talvez resolvam ir embora" disse ela. O presidente suspirou com irritação, mas concordou. Alguém da sua importância não tinha tempo para atender gente desse tipo, mas ele detestava vestidos desbotados e ternos puídos em seu escritório.
Com o rosto fechado, ele foi até o casal.
" Tivemos um filho que estudou em Harvard durante um ano " disse a mulher. Ele amava Harvard e foi muito feliz aqui, mas, um ano atrás ele morreu num acidente e gostaríamos de erigir um monumento em honra a ele em algum lugar do campus.
" Minha senhora" disse rudemente o presidente " não podemos erigir uma estátua para cada pessoa que estudou em Harvard e morreu, se o fizéssemos, este lugar pareceria um cemitério.
" Oh, não " respondeu rapidamente a senhora. Não queremos erigir uma estátua. Gostaríamos de doar um edifício à Harvard.
O presidente olhou para o vestido desbotado da mulher e para o velho terno do marido, e exclamou:
" Um edifício! Os senhores têm sequer uma pálida ideia de quanto custa um edifício? Temos mais de sete milhões e meio de dólares em prédios aqui em Harvard. A senhora ficou em silêncio por um momento, e então disse ao marido:
" Se é só isso que custa para fundar uma universidade, por que não termos a nossa própria?"
O marido concordou.
O casal Leland Stanford levantou-se e saiu, deixando o presidente confuso.
Viajando de volta para Palo Alto, na Califórnia, eles estabeleceram ali a Universidade Stanford, em homenagem a seu filho, ex-aluno da Harvard.
"A única instituição que se confunde com o Homem, é seu caráter!"
Por isso não generalize, nem emita pareceres e conceitos precipitados
sem conhecer toda a verdade, mas acima de tudo, jamais confunda um
homem com a Instituição que ele pretende representar, ainda que ele
considere esta possibilidade.

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

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O DIREITO DE MUDAR!

Para muitos, o ideal é permanecer como está! Quando visualizamos a vida em sociedade, percebemos que a mudança faz parte da vida das pessoas. Para algumas, mudar é difícil; para outras, a vida sem mudanças constantes não teria a menor simpatia. De toda forma, o indicativo que temos é que a mudança é algo tão natural e mudarnecessário do qual, todos fazemos parte e, necessariamente, precisamos para viver. A mudança é um direito! Não está escrito na Constituição ou qualquer outro código, mas, todos temos o direito de mudar.

Não escrevo aqui sobre mudança de apartamento, casa, carro, etc. Falo da necessidade de mudança de opinião. Sem ela, nos tornaríamos rígidos em nossas posturas políticas e sociais a ponto de sermos totalmente inflexíveis. No entanto, a mudança provoca uma ruptura: a do antigo para com o novo.

O novo tem sabor de sonho, perspectiva, esperança…a visão antiga, tão carregada de certezas nos congrega ainda a ideia de que, tudo permanecendo como está, está bem. Assim somos, pessoas carregadas de vontade de mudança, ora, vontade de acomodar-se. A acomodação é a primeira inimiga de quem quer mudar. O que nos dá a certeza de que o sentimento de acomodação que está bom do jeito que está, permaneça como está? As certezas também são transitórias…

Imediatamente, me vem em mente um livro que muitas pessoas já leram – “Quem mexeu no meu queijo?” – que apresenta a necessidade da mudança, da abertura ao novo.

Se queremos ver nossa cidade crescer, devemos sonhar com o novo e empreender. Empreender não é construir prédios e outros artifícios naturais, empreender é ter novas ideias, novos projetos.

Entre nós, muitos são os que tem a capacidade de fazer, mas…será que são muitos também que tem a audácia de pensar projetos para a sociedade, política, educação? Assim, entramos então em uma crise de criatividade que só será resolvida quando de fato, descobrirmos que temos o direito de mudar. E, mudar para melhor!

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domingo, 24 de outubro de 2010

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TRAPAÇAS PARA CONQUISTA DE PODER: MEDO OU IGNORÂNCIA POLÍTICA

 

maladinheiroDomingo, 31 de outubro é dia de Segundo Turno das Eleições Presidenciais. Observamos a conduta dos candidatos, colocando a campanha em nível baixo em relação à qualidade política, produz a seguinte reflexão: Será que a mesma é explicável pelas deficiências deles ou pela ignorância política do eleitorado? Não é por outro motivo que, em campanhas políticas a assessoria de marketing é mais importante que a assessoria política na hora de conquistar o voto.

O eleitor sem formação política e sem convicções políticas precisa ser convencido a votar numa pessoa e não ser convencido de que o Projeto político e ideológico daquele partido é o que se apresenta mais necessário e coerente. O mais importante para os candidatos, é consolidar um sistema baseado na opinião publica que deixe camuflado as trapaças demagógicas presentes nos discursos aleatórios à sua vontade de governo.

Para a garantia do voto, baseiam suas campanhas e falas nas necessidades mais presentes da grande maioria empobrecida economicamente, culturalmente e politicamente.

Quanto ao posicionamento ideológico, fica difícil caracterizar a disputa entre Direita e Esquerda, uma vez que os discursos não mantém um ordenamento ideológico e sim buscam responder os ataques, ora de um, ora de outro lado.

Somos em maioria, ignorantes em política! A grande maioria do eleitorado só participa nas definições do poder através do ato de votar (o que alguns ainda justificam) e, entendem esse gesto como decisivo e definitivo. O poder político, sem trapaças, não se sustenta apenas com base em ideologias de um partido, ideias de uma só pessoa, mas é um somatório de forças e representação popular.

O pior é que isso se intensifica com o segundo turno: ele é disputado sempre por dois grandes blocos, heterogêneos e mal-alinhavados, de forças políticas grandes e pequenas, com um só propósito: a conquista do poder, nem que para isso seja necessário a Trapaça que gera o medo e a ignorância política.

Conscientemente, podemos assumir uma nova postura política, basta acreditarmos mais em educação e menos em ataques retóricos que, enquanto emocionam a disputa pelo poder, ludibriam os dias daqueles que, foram e continuam sendo, manipulados por àqueles que representam a força dominante.

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sábado, 23 de outubro de 2010

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RESPONSABILIDADE POLÍTICA: “É tão cômodo ser menor” (Kant)

 

ignorância_políticaEm tempos políticos como o de agora, se vive exuberantemente um período de transição. O fluxo até então fragmentado e avassalador moderno, se constitui agora, nas palavras de Marx: “Tudo o que é sólido se desmancha no ar”. Como já dizia Aristóteles, devemos nos posicionar como arché ton esomenon (origem do que será), ou seja, uma constante abertura do ser. O desafio que hora se apresenta, é chamar a historicidade à si, e diante dela se apresentar em continência.

É tempo de pensar a poíesis, e não apenas a téchne. A imposição da ciência positiva como verdade adequatio se desmanchou, restando apenas uma verdade-ato. É nesse sentido que se constrói a atividade política atual, um exercício carente de garantias, um espaço instituinte, órfão de “pai” e em profundo desacordo entre “irmãos”. As divergências, o conflito, os consensos provisórios sujeitos à disputas acirradas, caracterizam o novo tempo em política.

Diante dessa perspectiva, é que a sociedade necessita sempre do debate, do constante espaço da ação comunicativa, livre de coerções, dogmas e sectarismos – sem características finalistas.

Diante da superprodução dos “mestres dos ismos”, não podemos deixar prevalecer o dilema do “ser papagaio”, muito menos do “ser mudo”. É preciso compreender que ninguém detém a verdade ou está sentado em lugar privilegiado. Portanto, a análise de um discurso tendencioso, doxal e avarento, pode constituir o antônimo da máxima de Nietzsche: “Não é pro ser coxo que não se vá caminhar”.

Por outro lado, é preciso que os sujeitos sociais, políticos por natureza, constituam seus projetos sem reproduzir experiências ou expectativas totalitárias. Tudo isso serve, em primeira instância, para apontar de que não se deve esperar por soluções que advenham da ordem natural dos acontecimentos, ou ainda, apostar em “mágicos” em política, que tiram de sua “cartola” soluções que nos orientem para uma ontoteologia da “boa sociedade”, “terra prometida” ou “paraíso do laissez-faire”.

Assim, assumir-se enquanto sujeito político, de ação comprometida é estar alheio às vontades de um sistema fechado, absoluto. No dizer de Cirne Lima, “Assumir-se enquanto sujeito é desempenhar um papel ativo neste filme onde estamos de qualquer forma arrolados: a vida!”.

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sábado, 16 de outubro de 2010

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CIBERBULLYING: O ANONIMATO QUE GARANTE O SOFRIMENTO!

 

10-ambienteCom certeza você já deve ter se deparado com alguma notícia sobre o Bullying. O tradicional bullying é um ato de excesso de abuso de quem se julga “valentão” sobre outro mais fraco, seja em condições emocionais ou físicas. Com o avanço das redes de comunicação e, da internet de uma forma geral, o Bullying toma uma nova dimensão: O Ciberbullying. O Ciberbullying é uma modalidade de violência por meio da internet que garante o anonimato de quem sofre e, muitas vezes, o não reconhecimento de quem pratica.

Segundo uma pesquisa realizada pela SaferNet (ONG) em 2008, com 875 jovens internautas, constatou que 38% foram vítimas de ciberbullying e 44% dos amigos "reais" já sofreram esse tipo de violência ao menos uma vez.

Diante desse enorme número e cada vez mais crescente, a preocupação aumenta. Anteriormente se se falava de uma prática restrita ao ambiente escolar, portanto, a ação contra o mesmo tinha foco. Agora, com a expansão pela internet, fica mais difícil, no entanto, não impossível. Pense em algum tipo de material que difame alguém. Esse mesmo material é posto na internet e, pode ser reproduzido em questão de segundos pelo mundo inteiro. O mundo inteiro tem acesso à esse tipo de agressão. Mesmo descoberto, alguém pode guardar esse material para postar mais tarde.

Grande maioria das crianças e jovens tem acesso à internet. No entanto, algumas dicas aos pais são importantes:

- Sinais de depressão, falta de vontade de ir à escola e de brincar com os amigos bem como dificuldades para dormir, podem aparentar algum tipo de ameaça;

- O melhor, é manter um diálogo entre pais e filhos, para que a vítima se sinta à vontade para denunciar esse tipo de violência.

A ONG – SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal criou um site de denúncia contra crimes praticados na internet: www.denuncie.org.br . Para quem pretende o debate sobre o tema, proporcionando algumas discussões, poderá visitar o endereço www.netica.org.br

Enfim, o Ciberbullying pode ter fim! O melhor é conversar com seus filhos, se colocando à disposição. Observar os comportamentos e, quando perceber algum tipo de agressão via internet, denunciar!

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

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SEM ÉTICA, NÃO DÁ!

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A Ética é um dos temas transversais contidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais para a Educação. Existem outros, mas ela é um dos principais temas que perpassa toda a integridade curricular a ser ensinada nas escolas. Isto quer dizer que, qualquer ação ou projeto pedagógico que as escolas deve ser perpassado pela ética.

A Ética é um tema que quando pautada, desde o mais simples dos homens até o mais intelectual, sempre surge muitas inquietações. São perguntas, afirmações que denotam uma postura, uma escolha entre o certo e o errado. Quem poderá determinar o que é certo ou errado?

Na verdade, não podemos falar de ética sem observar o campo da moral; ou seja, as diretrizes de convivência social estabelecidas pelas normas sociais que buscam apresentar o que é considerado como bem ou mal para a sociedade.

Mas a moral muda! Conforme alteram-se os comportamentos humanos, também as diretrizes sociais são alteradas. Essas alterações ocorrem devido à ação da mídia, transformações tecnológicas, relações econômicas, políticas, etc. Em verdade, se observa que, ao passo que ocorrem essas transformações, também a moral muda.

Diante da nova moral social é que somos convidados a ser éticos. Ser ético requer uma postura diante do mundo. Ser ético, requer entender qual é o nosso papel social. Ser ético, é mais que discurso, é ação consciente.

Dessa forma, qualquer que seja a moral predominante, necessita de uma ética que aposte principalmente em valores universais (válidos para toda parte e lugar). A defesa da vida, saúde, educação e uma política sadia não podem ser esquecidas por nenhum cidadão que se diz comprometido com a sua e a vida dos outros.

Assim, sem ética não dá! Não dá pra ser feliz em um mundo onde as pessoas agem apenas pelos seus próprios interesses; onde empresas se utilizam de discursos de responsabilidade social para produzirem mais e mais lucro; onde o Estado é apenas representativo e sem eficácia em suas ações. Não dá pra dizer que ensino, enquanto apenas estou preocupado em passar o meu tempo, produzindo o lucro que vai satisfazer minhas necessidades materiais.

Enfim, não dá pra viver feliz em um mundo sem ética!

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sábado, 2 de outubro de 2010

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SORRIA! VOCÊ ESTÁ SENDO MANIPULADO!

 

manipuladoDesde as épocas mais íngremes de nossa história, sempre houve momentos em que alguns homens tiveram poder sobre outros. Desde a origem da sociedade com a invenção da propriedade privada até os dias de hoje, buscam-se ferramentas para a manutenção de poder. Nesse cenário, insere-se a educação como uma “faca de dois gumes”, ou seja, ou serve para libertar, ou serve para controlar.

Rememorando aqui o Séc. XVII e XVIII, lembramos da Revolução Industrial, àquela que diante do olhar de muitos burgueses trouxe muitas contribuições; mas, do olhar de tantos sociólogos trouxe um desesperador cenário de empobrecimento econômico. Nessa época, a educação tradicional servia de suporte para a alimentação da mão-de-obra. As escolas tinham como pretensão formar um trabalhador que se adequasse ao nível de exigência das fábricas. Eram as populares escolas de fábrica. Diante dessa narrativa, infelizmente, alguns ainda acreditam que hoje deveria ser assim!

Na verdade, essa “função social” da escola tradicional se estende até os dias de hoje, com algumas exceções. Hoje a escola é cobiçada! Ela é o ponto de encontro da ideologia dominante com a busca da sobrevivência das classes mais míseras da sociedade. Obviamente, a ideologia dominante determina as linhas do desenvolver pedagógico escolar: a manipulação!

A manipulação é inculcada inconscientemente em nossas crianças, construindo desde cedo pessoas alienadas ao consumo de produtos de corporações que estão interessadas apenas no seu crescimento. E o pior disso tudo, ainda é que, do ponto de vista administrativo utilizam a responsabilidade Social como um discurso demagógico evidente para permitir à sociedade que às veja com bons olhos. As corporações são as responsáveis pela manipulação social!

Não tendo outra saída, os governos, sejam eles populares ou elitistas, se apoiam nas demandas corporativas para delinear suas políticas, entre elas, as educacionais. Para tal, se constroem mirabolantes metas de educação pautadas em eixos transversais descritos nos documentos oficiais em educação, como por exemplo, o discurso de qualidade.

Assim, percebe-se que, ao se desenvolver na linhagem da educação como pretensão manipuladora, somos coagidos à pensar, consumir, viver a cultura, produzir, etc., da maneira que o pensamento dominante determina. No entanto, por mais que paire a crítica, surgem algumas iniciativas que “apagam” da memória política do nosso povo as preocupações, como por exemplo, as programações de TV, copa do mundo, as maravilhas do mundo moderno (tecnologia), enquanto robotizamos nossas crianças! Mas como disse: “Sorria, você está sendo manipulado!”

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

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VOTAREI PELO FIM DO ANALFABETISMO POLÍTICO!

 

VOTE CONSCIENTE!

Estou decidido: votarei pelo fim do analfabetismo político! Se tem algo que deixa o povo brasileiro, é o analfabetismo político. Por causa desse vilão é que estamos sempre nas últimas posições das pesquisas em qualidade em educação, saúde, habitação, economia, agricultura, etc. É um analfabetismo duro de roer! Foi construído historicamente e, não é da noite para o dia que vamos lhe dar um fim.

O analfabeto político não é aquele que não sabe escrever. Esse chamamos de iletrado. O analfabeto político é àquele que se deixa manipular pelos interesses da mídia, que usa das informações distorcidas para o seu benefício. Analfabeto político vai mais longe, deixa-se corromper por algumas merrecas de reais, e mesmo que fosse muito, nunca é o suficiente para pagar a dignidade de quem está votando. Afinal, será que a dignidade tem preço? O analfabeto político é aquele que faz cartaz com preço da liberdade, dignidade e do trabalho.

O analfabeto político é aquele que anda pelas nossas estradas cheias de buracos pelo desgaste do tempo, e se orgulha em dizer que essas já foram melhor à tempos atrás, e que se agora não estão, é porque é assim mesmo. A maior justificativa do analfabeto político é a falácia “sempre foi assim, não é agora que vai mudar!”.

O analfabeto político vai mais longe, olha para a escola e a entende como um depósito de crianças. E, para as mesmas, dá a seguinte explicação: “A escola? É um tempo necessário…Para quê? Não sei, mas é…”.

Bertold Brecht escreveu sobre o Analfabeto Político, vejamos:

O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Por isso, nessas eleições vou votar contra o analfabetismo político. Não quero que meus filhos, netos e porque não dizer eu mesmo, tenha e viva em um futuro vergonhoso. Nossas decisões de hoje, implicam diretamente no dia de amanhã. Assim, teremos, como diz Jota Quest, “Dias Melhores”: Vivemos esperando, dias melhores,dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás!”

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

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APRENDI A VOTAR NA ESCOLA!

 

adolescentes-escola-mesaNa Antiguidade Clássica, época da política grega, um filósofo chamado Platão, andava pelas ruas de Atenas e quando lhe interrogavam sobre quem votar, ele apenas dizia: “Nem sempre o mais votado é o que realmente tem condições de governar!”. Infelizmente não foi isso que aprendi na escola. Na escola nos ensinam que votar é exercer democracia! Esse é o discurso que muitos políticos de carteirinha alimentam.

Na tentativa de discutir uma nova ideia sobre a democracia e o voto, que elaboro as premissas abaixo.

Vivemos em um tempo onde a complexidade é o ponto de partida da existência e da sobrevivência humana. Há, desde já, quem diga: “Ou aprendemos a viver juntos, ou morreremos todos juntos!” Essa é a diretiva que nos orienta. Questões como política, educação, saúde, meio ambiente, agricultura, etc., são questões que não estão desligadas da vida das pessoas. No entanto, percebe-se que para se ter saúde, necessitamos de uma alimentação sadia e, para se ter política sadia, precisamos de uma educação cada vez mais pautada em discursos que priorizem o consenso.

O consenso prevê o bom senso e o entendimento! E em matéria de política e voto, precisamos de bom senso e entendimento.

Não precisamos de pessoas que substituem o direito de exercer sua liberdade diante das questões políticas por merrecas de reais. Vontade do povo não se vende nem se compra! Os representantes políticos serão aqueles à quem se dará legitimidade popular.

Na escola aprendemos a eleger os corruptos. Votamos nos mais populares. Votamos sem responsabilidade naqueles que não tem responsabilidade. Líderes de turma geralmente são resultado do espírito de bando, assim como alguns políticos também o são.

Eleger pela fama, graça ou dinheiro, é apaixonar-se pela ignorância. Entrar em um consenso sobre política não é utopia: é uma necessidade! Discutir política para votar certo.

Assim, aprendi a votar na escola. Hoje quero reaprender a votar. Preciso votar com dignidade, justiça e acima de tudo, responsabilidade. Meus filhos e netos não precisam sentir o gosto amargo de uma política corrupta e de um país naufragado à beira da falência; eles precisam saber que um Brasil com dignidade e que priorize a vida se faz com competência e justiça e não com os votos da maioria. Votar não é disputar “quem ganha, quem perde”, mas sim é participar de um processo de entendimento, diferente do que fazíamos na escola.

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sábado, 11 de setembro de 2010

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POVO QUE NÃO TEM VIRTUDE, ACABA POR SER ESCRAVO!

 

votoNo cenário atual, existem questões que são debatidas desde a antiguidade. No século VI antes de Cristo, o filósofo Sócrates debatia com seus interlocutores sobre quais virtudes o homem deveria ter para ser considerado cidadão. Sócrates, homem humilde, reconhecia que a maior virtude que um homem pode ter é o bem. Viver o bem não é querer algo em um momento, mas é um hábito. Sócrates já afirmava que a bondade deve ser praticada todos os dias e que, dela emanam a justiça, a igualdade, etc.

A Virtude, com o passar do tempo foi ganhando outros significados. O bem continuou por base, tanto é que para um sujeito ser ético ele precisa fazer uma escolha pelo bem; se assim não o fizer, será antiético.

Com essa pretensão, na Idade Média, em função do domínio da Igreja nos âmbitos políticos, econômicos e sociais, as virtudes ficam restritas aos princípios da teologia e, portanto, da interpretação que os religiosos davam ao Evangelho.

Já na Modernidade, com o nascimento do Capitalismo e as grandes revoluções das indústrias, não existe virtude maior que o Trabalho. Com um discurso mascarado, a burguesia sempre mais emergente acentuava o imperativo de que “quanto mais se trabalha, tanto mais se enriquece”. Enquanto isso, o mercado se desenvolvia em potencia e competição na perspectiva liberal e dava aos mais ricos hegemonia e poder na economia, política e em todos os aspectos sociais.

Hoje vemos com muita evidência algumas dessas premissas bem vivas: Alguns políticos “de carteirinha” fazem o que bem entendem com o poder que o povo lhes confere.

Diz-nos o Hino Rio-grandense: “Mas não basta pra ser livre ser forte, aguerrido e bravo; Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo” e, diante de um tempo eleitoral, apontamos para as virtudes como “princípios” que todos e qualquer um deveria ter. Exemplo disso é não vender o voto! Cada vez que alguém destitui os princípios virtuosos de um povo, o condena, o escraviza!

Se quisermos liberdade, povo forte, aguerrido e bravo, precisamos também colaborar sendo virtuosos! Como? Primando pela verdade, dignidade e pela justiça como hábito. Não basta cantarmos com patriotismo as palavras de nosso hino, mas fazermos ecoar em nosso cotidiano ações que demonstrem nosso compromisso virtuoso com a política, educação, saúde, trabalho, valores humanos, dignidade, respeito ao idoso, jovem e criança, entre outros. Vamos pautar nosso vinte de setembro com as letras da Liberdade!

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

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OS LIMITES HUMANOS!

 

liberdade011Estou convencido: o limite de uma pessoa é medido pelo seu grau de conhecimento. Esse limite não se restringe apenas às pessoas que cotidianamente vivem a vida sem desafios, mas àquelas que, juntas formam o que chamamos de senso comum. Aplicar o conhecimento no mundo da vida é mais que importante, é essencial!

Desde os tempos mais remotos de nossa existência, o conhecimento tem sido elemento balizador na vida individual e coletiva das pessoas. Individual porque na esfera da autonomia, dos problemas particulares e das decisões que são unas, precisamos apontar criatividade. Já na questão coletiva, o conhecimento é o molde do entendimento entre as pessoas. Sem ele, há que se dizer que vivemos um tempo de bestialidade, ou ainda, de brutalidade animalesca. O conhecimento é mediador das relações de saber entre os homens.

Por meio do conhecimento, as pessoas demonstram o quanto são ou, àquilo que forma sua essência, seu eu. Nesse sentido, hoje vivemos uma série crise no processo de conhecer. Vivemos encadeados em um mundo de muitas informações e pouco conhecimento.

O acesso ao mundo das redes nos permitiu que pudéssemos estabelecer alguns tentativas de superação da frustração pela falta do acesso. Mas hoje, em especial, nos encontramos limitados ao conhecimento.

Armazenamos milhares de músicas em um aparelho, mas sequer sabemos cantar uma música por inteiro. Armazenamos milhares de dados e cálculos em planilhas eletrônicas e sequer sabemos a data de aniversário de nossos pais, avós. No entanto, nos encontramos nesse cenário perturbado pela lei do menor esforço.

Isso quer dizer, então, que o conhecimento não é mais possível? Pelo contrário, há uma forte tendência a assumirmos relações complexas como ponto de partida para nosso bem-estar. De toda forma, quando buscamos nos aproximar do meio ambiente, por exemplo, estabelecemos uma relação de cumplicidade e complexidade. Estamos inseridos em um espaço em que tudo se liga à tudo.

Nesse sentido, ver um pouco da natureza em cada um, é reconhecer que de fato, ainda existe um sentimento que no fundo prevê a vida coletiva dos indivíduos.

Então, conhecimento ou informação? Os dois. Numa relação de complexidade e cumplicidade, não há conhecimento pautado sobre as certezas, mas também não há conhecimento que não mereça ser corroborado. Assim, é nessa relação que vamos apresentando dados sobre nossos limites.

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