Você já ouviu falar sobre “Controle Social”? Conhece suas funções? Sabe de que meios utiliza? Controle Social significa ação e reação sobre indivíduos e grupos de modo à fazê-los deixar de agir nessa ou naquela direção. Em outras palavras, é uma forma de dirigir a sociedade de modo a alienar o pensamento e a ação.
A primeira forma de controle social era a força. Pela natureza, observa-se que o mais forte mantém o domínio sobre o mais fraco. Essa é a lei natural! Mas, com o passar do tempo, e com os imperativos de “Ordem e Progresso” foi preciso reformular essa teoria. Quando se tem um poder coercitivo mais forte do que a força, esta não aparece como necessária. Isso acontece quando, depois de tanto tempo ouvir sempre a mesma ideia, mesmo não sendo convencionada pelo grupo, ou seja, imposta por alguém interessado na coerção, nos acostumamos ao controle social.
Temos hoje, uma nova configuração de controle social. Com o abandono da “lei da força”, foi preciso elaborar leis para que houvesse harmonia na vida social. A legislação pode mudar, mas sempre vai predominar o interesse do mais forte. Nesse sentido, as leis que são estabelecidas buscam determinar os objetivos daqueles que detém as chaves do sistema e o manipulam conforme lhes convém.
Diante disso, implantam-se os meios de controle social: o costume, a opinião pública, as ideias e padrões morais, a religião, o governo e a lei, a educação, etc. Este último meio, a educação, parece ser o mais eficiente e de maior impacto.
Desde os primeiros anos de nossa existência vamos sendo inseridos em um sistema funcionalista. A família nos dá coordenadas morais pelas quais buscamos dar os primeiros passos na convivência social. Depois é a vez da escola que nos submete ao crivo da ciência. Junto com ela, a Igreja e posterior o Estado. Se somados os anos em que passamos na escola, percebemos que, durante a fase de nossa formação identidária, ali se dão os primeiros passos.
É nesse cenário que são incutidos por meio dos programas escolares e do trabalho daquele professor que ainda se deixa manipular, os primeiros preceitos da ordem e do progresso. Toda orientação sem o critério da criticidade corre o risco de manipulação.
É interessante observar que toda a estrutura educacional se encontra subordinada à lei. Isso não quer dizer que a lei produza pessoas manipuladas por si mesma, mas se observado à quem se destina, ou mesmo, quem está interessado na proposta da lei, se verificará que o sistema é muito bem estruturado em favor dos dominantes sociais.
Controlar toda a ação que surge das massas é imperativo e sinônimo de ordem. A organização das massas surge da espontaneidade e da liberdade das pessoas que sonham com dias melhores. Esse sonho pode se tornar irrealizável quando, por força do capital se coloque os interesses de determinada classe social na frente dos outros. Pergunta-se: quem faz esse processo de seleção? A Educação.
Fomentar a critica, a participação e a formação cultural é a saída para um sistema pobre que constrói a cada dia o seu coveiro. Dizia Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade mudará”.
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