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quinta-feira, 4 de março de 2010

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EDUCAÇÃO OU CONTROLE SOCIAL?

Você já ouviu falar sobre “Controle Social”? Conhece suas funções? Sabe dcontrolesociale que meios utiliza? Controle Social significa ação e reação sobre indivíduos e grupos de modo à fazê-los deixar de agir nessa ou naquela direção. Em outras palavras, é uma forma de dirigir a  sociedade de modo a alienar o pensamento e a ação.

A primeira forma de controle social era a força. Pela natureza, observa-se que o mais forte mantém o domínio sobre o mais fraco. Essa é a lei natural! Mas, com o passar do tempo, e com os imperativos de “Ordem e Progresso” foi preciso reformular essa teoria. Quando se tem um poder coercitivo mais forte do que a força, esta não aparece como necessária. Isso acontece quando, depois de tanto tempo ouvir sempre a mesma ideia, mesmo não sendo convencionada pelo grupo, ou seja, imposta por alguém interessado na coerção, nos acostumamos ao controle social.

Temos hoje, uma nova configuração de controle social. Com o abandono da “lei da força”, foi preciso elaborar leis para que houvesse harmonia na vida social. A legislação pode mudar, mas sempre vai predominar o interesse do mais forte. Nesse sentido, as leis que são estabelecidas buscam determinar os objetivos daqueles que detém as chaves do sistema e o manipulam conforme lhes convém.

Diante disso, implantam-se os meios de controle social: o costume, a opinião pública, as ideias e padrões morais, a religião, o governo e a lei, a educação, etc. Este último meio, a educação, parece ser o mais eficiente e de maior impacto.

Desde os primeiros anos de nossa existência vamos sendo inseridos em um sistema funcionalista. A família nos dá coordenadas morais pelas quais buscamos dar os primeiros passos na convivência social. Depois é a vez da escola que nos submete ao crivo da ciência. Junto com ela, a Igreja e posterior o Estado. Se somados os anos em que passamos na escola, percebemos que, durante a fase de nossa formação identidária, ali se dão os primeiros passos.

É nesse cenário que são incutidos por meio dos programas escolares e do trabalho daquele professor que ainda se deixa manipular, os primeiros preceitos da ordem e do progresso. Toda orientação sem o critério da criticidade corre o risco de manipulação.

É interessante observar que toda a estrutura educacional se encontra subordinada à lei. Isso não quer dizer que a lei produza pessoas manipuladas por si mesma, mas se observado à quem se destina, ou mesmo, quem está interessado na proposta da lei, se verificará que o sistema é muito bem estruturado em favor dos dominantes sociais.

Controlar toda a ação que surge das massas é imperativo e sinônimo de ordem. A organização das massas surge da espontaneidade e da liberdade das pessoas que sonham com dias melhores. Esse sonho pode se tornar irrealizável quando, por força do capital se coloque os interesses de determinada classe social na frente dos outros. Pergunta-se: quem faz esse processo de seleção? A Educação.

Fomentar a critica, a participação e a formação cultural é a saída para um sistema pobre que constrói a cada dia o seu coveiro. Dizia Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade mudará”.

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sábado, 27 de fevereiro de 2010

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TRANSIÇÃO OU CRISE NA EDUCAÇÃO?

Vivemos um momento de mudanças. Há quem entenda esse processo do ponto de vista fragmentado, elaborando um estereótipo do momento: a Crise. Por outro lado, há então àqueles que buscam tomá-lo do ponto de vista da complexidade e o assumem como um momento de transição. Consenso_69165415

Elaboramos uma nova pedagogia: a do diálogo. Estabelecer um diálogo, uma comunidade discursiva de falas é fundamental para a construção desse novo paradigma educacional. A pedagogia do diálogo carrega em sua bagagem a constituição do que é e do como está se realizando essa transição. A principal mudança reside na abordagem dos processos de ensino-aprendizagem.

No Paradigma moderno ou atual, os processos de ensino aprendizagem apontam para uma abordagem de transmissão do conhecimento. Transmitir implica em um receptor. Na escola, professores transmitem e alunos recebem. Assim, acontece uma relação de Sujeito è Objeto, onde o transmissor (Sujeito-Professor) determina o objeto a ser transmitido, bem como o seu significado. Já o Objeto (receptor-aluno) apenas o assume em uma hipótese de acúmulo de conhecimento.

Surgem diversas críticas sobre essa concepção. A maior delas vai ao encontro da Teoria da Ação Comunicativa de Jurgen Habermas. O Filósofo propõe uma guinada histórica nesse processo. Antes de mais nada, Habermas propõe como método a comunidade discursiva de fala, ou seja, é um espaço onde se considera as diferentes opiniões, culturas, entendimentos, etc., e, sob a pretensão de se chegar à um consenso, constrói-se uma nova relação: Sujeito çèSujeito. Note, que antes o que apenas ia, agora também retorna. Isso quer dizer, ensinar e aprender é um feed back constante. As trocas são fundamentais. Muito mais que elas, o confronto epistemológico no sentido de, tanto o professor quanto o aluno estarem abertos à discussão. Nesse método há a construção, desde os planos de trabalho interdisciplinares, quanto às metodologias utilizadas. A partir dessa proposta, o aluno não apenas recebe, mas dentro de sua disposição natural e desejo de conhecer, participa efetivamente da construção do professor. Sim! Para muitos um desafio: construção do professor! Vale lembrar que, a visão moderna do ensino assentado sob a premissa da autoridade se desconstrói e, no lugar dessa, nasce um novo papel docente: o neomoderno.

A Pedagogia Neomoderna quer reconstruir a Modernidade, mas de uma forma à repensar quais foram os pontos falhos, não na intenção de corrigi-los, mas de reconfigurá-los. Diante dessa urgência, reconfiguram-se os papéis políticos, pedagógicos e sociais dos professores e alunos.

Pedagogicamente, alteram-se as disposições que dão domínio de classe, ensino, postura profissional por meio da autoridade delegada ao professor. O professor é apenas, como dizia Sócrates, um “parteiro” de ideias. As ideias estão/são produzidas pelo aluno, mas sempre é necessário um “trabalho de parto” para orientar o nascimento das mesmas.

Dessa forma, a Crise, conceito exagerado e extremo, toma a dimensão da transição que, para um sistema que arruína, outro que nasce! Ao novo, delega-se a competência, habilidade, formação continuada e responsabilidade política e social, uma vez que a transição exige amadurecimento e postura profissional.

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sábado, 20 de fevereiro de 2010

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A INDISCIPLINA E A ESCOLA

indisciplina O fenômeno indisciplina tem feito professores e pais escravos de sua condição de educadores. Infelizmente contemplamos diariamente, seja à luz, seja às escondidas, focos de indisciplina. De uma maneira geral, observa-se que a indisciplina carrega em si uma bagagem social, ou seja, o indisciplinado não é fruto apenas dessa ou daquela instituição. Na maioria dos casos, observa-se que a indisciplina é fator resultante da somatização de vários processos, ou seja, por vezes do excesso de liberdade que se converge em libertinagem; por outras, carência de responsabilidades.

Muitos são os casos que cotidianamente são visualizados pela mídia com o enfoque no fator “violência”. Indisciplina gera violência! Basta observar professores e colegas de classe agredidos, seja verbal ou fisicamente, pais violentados, ameaçados, bifurgados entre a vida e a morte. Esses pais, pobres pais, não desistem de lutar pela vida de seus filhos. Muitos de seus filhos estão envolvidos com fatores externos à disciplina familiar e escolar, ou seja, o uso de drogas, pequenos delitos, imprudências sociais em seus comportamentos, entre outros.

Há um reclame exagerado pela ação dos Conselhos Tutelares, mesmo que partindo do ponto de vista da má compreensão do Estatuto da Criança e do Adolescente. Punição? Será a solução? Quais medidas adotar tendo em vista essa problemática? Uma coisa é certa: deixar como está, não dá!

Tem-se em evidência que a prerrogativa básica “empurrar” o problema de uma instituição social para outra não tem resolvido e eliminado com a ação indisciplinar. No entanto, essa medida parece ser a mais utilizada, seja pela família, seja pela escola. Outra, que não tem feito efeitos é quando uma instituição assume determinada causa buscando estudá-la e resolvê-la, de outro lado, a outra instituição cria uma “bolha” com baixa visibilidade e excessiva superproteção.

Diante dessas duas medidas, há que se congratular ainda aqueles que insistem no trabalho de “formiguinha”. Bater de frente com uma geração que se permite apenas o que lhe interessa é perda de tempo. Nesse sentido, a negociação é o melhor caminho. Não entenda negociação como “política de compensação”, ou seja, “faça isso que te dou aquilo!”. Isso nunca funcionou! E se teve efeito, foi momentâneo!

O trabalho de “formiguinha” está estruturado no método do diálogo, onde cada um faz a sua parte. A medida corretiva é o diálogo. Os agentes desse trabalho não devem prever efeitos imediatos, uma vez que o próprio trabalho também não o é.

Interagir com o sujeito a partir de seus anseios, desejos e frustrações, parece ser um bom caminho. Nunca se colocar como aquele que sabe e que está ai para dizer o que deve ou não deve fazer com sua vida. É necessário lembrar sempre que dialogar não é dizer o que se deve fazer! Dialogar é trocar com o outro experiências de vida, conhecimentos que vão além ambiente familiar ou escolar. E por último, nunca tirar qualquer conclusão ou juízo precipitado. Ninguém gosta de ser julgado; todos gostam de serem entendidos.

Esses apontamentos que coloco acima são apenas indicativos, existem outros tantos, experiências maduras que nos ajudam a refletir sobre a questão Indisciplina. Solução? Não sei. O importante é não parar de refletir, porque se isso acontecer, cada um estará fazendo sua parte para que a questão da Indisciplina fique mais aguda e mais distante de nossas possibilidades.

Não queremos controle! Queremos apenas respeito!

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

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A PRIMEIRA VEZ É FUNDAMENTAL!

amigos1Estamos iniciando mais um ano letivo de aulas. Para muitos, desejos, sonhos, perspectivas e acima de tudo, construção de um futuro feliz! Para outros, um momento nem tanto agradável. Afinal, nem todos gostam quando se fala em aulas, avaliações, etc., mas, todas essas atividades fazem parte de um processo que se julga e se entende como necessário.

No começo, o que importa? Importa começar bem! Para tanto, o planejamento é fundamental. Como ninguém gostaria de ser mal recebido na casa de um amigo que está a visitar depois de muito tempo, também na escola podemos nos sentir mal quando a nossa  primeira vez de estar inseridos nesse ambiente for desagradável. Portanto, a primeira vez é fundamental!

Mas quem acolhe a primeira vez? Com certeza, alguém que já foi acolhido alguma vez. Desenhamos em nosso trabalho docente a forma como entendemos o ambiente em que trabalhos. Assim, se o professor mal acolhido, seu desenho evidenciará o testemunho de tamanha decepção. Enfim, seja quem for, professor, alunos, funcionários, direção, pais, comunidade educacional, todos devem ser bem acolhidos. E ser bem acolhido não significa apenas um bom dia no portão de entrada da escola; ser bem acolhido significa começar bem!

Assim, quando se começa bem se tem significado ao que se vai fazer, se presume que ali seja um bom lugar para estudar, fazer amigos, compartilhar sentimentos, emoções, angustias e muitos sonhos, até quem sabe, para muitos, uma paquera.

Dessa forma, a primeira vez é fundamental! Quando entramos em contato com nossa escola, seja pela primeira vez, seja um retorno depois das férias, devemos nos acolher mutuamente para que todos quantos estejam ai, sintam-se acolhidos.

Depois da acolhida, nada melhor, mais necessário do que continuar o encantamento e os desafios com o processo de aprender. Justamente, se vai à escola para aprender e, aprendendo, ensinar! É nessa troca que vão se constituindo mutuamente os processos de acolhida nas escolhas. A maior acolhida é a descoberta de novos caminhos do saber, o enfrentamento de novas situações problemas e o contato e a troca com o outro que enquanto aprende conosco, também nos ensina.

Assim, todos os dias é o dia da primeira vez na escola! O desafio é o sabor do novo!

Desejo, desde já, ao inaugurar essa coluna sobre temas em educação, um ótimo ano letivo imerso em desafios constantes que fazem nossa vida discente e docente ser reconstruída à todo momento!

Contínuas trocas de saberes à todos!

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

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OS ADOLESCENTES E A ESCOLA

Estamos iniciando as atividades escolares 2010. Junto à essas, as reclamações dosrudineinaURIcomterceiroano adolescentes em relação ao retorno às aulas. Mas, o que fazer para que a escola se torne um espaço agradável? Será que nós, educadores, pais e professores podemos contribuir para isso? Dou algumas dicas:

Realidade: Muitas vezes, por ser cheia de normas e regras a escola acaba negando os espaços de liberdade para os adolescentes, tirando o significado de os mesmos estarem aí. Sabemos que as normas e regras servem para orientar, mas, quando exageradas podem causar danos ao aprendizado e significado da escola. Muitos tentam superar este mal estar gazeando aulas (sentam nas últimas cadeiras, escrevem bilhetes, planejam o final de semana durante as aulas, etc). Devemos então estar atentos aos desejos, sonhos, perspectivas, interesses dessa galera, buscando-os e atribuindo-lhes responsabilidade sobre a realidade da escola. Conhecemos realmente essa fase da vida?

Compreendendo: Na adolescência, muitas vezes, outras descobertas são mais importantes que o estudo. Isso se deve à fase de descobertas afetivas em que os mesmos se encontram. Nesse sentido, a escola passa a ser um ponto de encontro, ou ainda, um espaço onde as diferentes sexualidades, interesses e grupos se relacionam. Assim, a escola pode ir ao encontro dessa dinâmica, utilizando-se desse pretexto para a construção de conhecimento. Como diz o ditado “não adianta coçar a cabeça, se a coceira está no pé”. É necessário focalizar as atividades. A partir disso, surge o entendimento, ou seja, ao invés de nos incomodarmos com eles, devemos nos aproximar para potenciá-los criativamente.

Organizando: É possível começar a mudança no ambiente escolar? Se você respondeu sim, pense bem, pois é necessário seu engajamento, seja você pai, mãe, responsável, professor, ou até mesmo estudante. A mudança não depende exclusivamente dos professores! É necessária a conscientização dos pais, pois eles também fazem parte do processo educacional. Já em relação aos adolescentes, a consciência deve partir da ideia de que não se estuda somente pela “nota”, mas a compreensão de que o esforço pode ser recompensado pela construção do saber, compreensão de mundo, convivência com colegas, possibilidade de agir coletivamente…entre outros. Será possível essa ideia?

Recriando: Estudar é muito mais que frequentar aulas. Estudar é envolvente, pois coloca diante de nossos olhos os confrontos sociais, seja da escola, seja em casa. Estudar é a possibilidade de se renovar, mudar de ideia constantemente, criar, descobrir, recriar e, necessariamente é um desafio muitas vezes chato e cansativo. Recriar os espaços escolares é participar junto, ser co-responsável pelo desenvolvimento das atividades.

Transformando: À medida em que conhecemos a realidade, compreendemos quem dela convive, organizamo-nos para enfrentar os seus desafios, recriamos os espaços de aprendizagem dando-lhes o devido significado, estamos transformando a nossa maneira de ser, pensar e agir. Assim, o novo está aí. Ajude os adolescentes a se organizar, mudando atitudes com determinação e empenho, mas acima de tudo, os compreenda.

Por fim, comece a mudança por você! Você é o espelho das futuras gerações. E se o espelho não reflete bem a realidade, o mundo adolescente fica bem mais embaraçado. Lembre-se: Um gesto vale mais que mil palavras! Sucesso!

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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

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TEORIA POSITIVISTA-FUNCIONALISTA: “O IDEAL É TUDO PERMANECER SEMPRE COMO ESTÁ!”

sistema Existem basicamente duas grandes teorias no estudo da Sociologia: A Teoria Positivista-Funcionalista e Histórico-Crítica. Abordaremos a primeira, também chamada de Positivismo.
O Positivismo, corrente de pensamento assim chamado porque pressupõe que a realidade é tal e qual está ai – colocada, posta à nossa frente, assume que não há outra proposta além da que já existe. Ou seja, o que for considerado projeto alternativo à realidade, deve ser deixado de lado, pois representa uma anomalia social, uma utopia, algo que do ponto de vista positivista vem a desencadear a ruína social. Então, o ideal é tudo permanecer assim como está. Acrescenta-se ao espírito positivista a noção funcionalista. Quer dizer que, além de tudo permanecer como está, é necessário que esteja funcionando.
A teoria funcionalista assume que tudo o que existe tem sua função. A vida social é um organismo e, cada agente social é um membro desse processo orgânico. Em outras palavras, aquele que não estiver presente nesse organismo, nesse sistema, deve ser eliminado. A coisa deve funcionar, pois conforme o positivismo-funcionalista tudo o que ai está tem sua finalidade.
Nesse paradigma podemos assumir que até a pobreza tem a sua razão de ser. Um sociólogo americano disse que a pobreza é essencial para a sociedade, pois ela também tem suas funções. E não vamos longe, entre nós, já existem pessoas que buscam justificar as desigualdades sociais e a pobreza por esse argumento. Nada pode desequilibrar o funcionalismo do sistema. As pessoas que compartilham dessa visão são aquelas que pensam o mundo organizado, nada está fora das funcionalidades impostas pelo sistema.
Aqui aparece um problema ético: toda diferença quando parte a existir representa uma anomalia, não presta! Deve ser eliminada. Por isso, quando algum movimento social, ou mesmo algumas instituições buscam mexer ou mudar algo nesse sistema pré-estabelecido sua ação é julgada como antiética, uma vez que busca desagregar as funcionalidades da ordem social.
Esse sistema precisa encontrar mecanismos para sobreviver e manter sua hegemonia: se utiliza das instituições sociais, entre elas a academia. É no Ensino Superior que as teorias se explicam, se garantem e se legitimam. Compete junto à ela, todo o aparato educacional, ou seja, família, escolas, Igrejas, Clubes, partidos políticos, etc., todos esses lugares supostamente para “fazer a cabeça” das pessoas a partir dos pressupostos de um modelo que busca se manter e que, de todas as formas, interessa à poucos.
Ficam perguntas: Em que tipo sociedade você quer viver? Quer pensar igual à todos ou prefere sua força de opinião? Se você não consegue pensar diferente, você nunca irá mudar; não mudando, não pode desejar algo diferente para você e para seus filhos.
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

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A PEDAGOGIA DAS CENTOPEIAS

Vivemos um momento caracterizado pela liberdade de expressão. Em the_wallartigo recente no Jornal Zero Hora (N.º 16234 – 02/02/2010), na Seção de Artigos, encontramos afirmações sobre a questão se o professor aprende ou não com os alunos. Naquela coluna jornalística a afirmação era de que nada os professores aprendem com seus alunos. Apenas os alunos devem aprender com os professores. E por fim, ainda resta a afirmação de que aqueles que procedem considerando que a aprendizagem ocorre na troca de conhecimentos entre professores e alunos são constituintes da chamada “pedagogia das centopeias”; ou seja, tem muitas patas e vivem se arrastando.

Discordo! Sempre fui defensor de que o novo paradigma da educação a ser construído aponta para o consenso intersubjetivo, ou ainda, é a partir do entendimento entre as esferas educacionais, seja no processo de gestão escolar, seja na própria sala de aula quanto ao relacionamento de ensino-aprendizagem entre professor e aluno que se fazem relacionar o verdadeiro significado da educação.

Escola não é cinema, teatro, ou coisa do gênero! Escola é lugar de participação! Ninguém vai na escola apenas para assistir aulas. As aulas são construídas pela interação do professor e aluno e vice-versa. Como então sustentar um ponto de vista tão antiquado quanto ao da pedagogia das centopeias?

Outro aspecto importante à considerar é a possibilidade de mal compreendido o processo de construção do conhecimento pode dar a impressão de estar se “arrastando” feito centopeia. Não é morosidade no processo, apenas faz parte pois os tempos e espaços de aprendizagens são diferentes de pessoa para pessoa. Não se pode trabalhar em escola com espírito de empresa, ou seja, metas precisam ser alcançadas, mas padrões não podem ser estabelecidos. Padronizar, rotular é ao mesmo tempo voltar no tempo. Portanto,  essa interpretação feita pelo artigo de Zero Hora não merece crédito daqueles que acreditam em educação.

No entanto, afirmar que somente aluno aprende com professor é acentuar o caráter de memória. Volta-se no tempo em que aprendizagem estava ligada à capacidade que o aluno tem de decorar coisas – acumular informações em sua memória. Deus me livre! Prefiro acreditar que estamos andando no caminho certo! Se for valido o critério da memória, pobre povo brasileiro, que nota teria na escola da vida? A justificativa se dá porque se esquece em questões de semanas ou mesmo meses o que aconteceu no cenário político, econômico, social, etc.

Quem escreveu aquele artigo foi um professor, com certeza o mesmo nunca foi educador. Ser educador implica em aprender ensinando. Negar a possibilidade de aprender é se transformar em um ditador! Você não gostaria de ter um professor, um pai, um presidente, um chefe ditador? Por enquanto, prefiro a pedagogia do entendimento.

Precisamos construir uma educação baseada na aprendizagem multicultural, ou seja, o aprendizado é uma competência sendo considerada a partir do ouvir as “vozes” de todas as culturas, jeitos, religiões, tradições, etc. Jamais nos considerarmos donos do saber! Antes disso, prefiro ser uma centopeia.

Link para Artigo de Zero Hora: ZH - A Pedagogia das Centopéias

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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

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DISCUTINDO A GERAÇÃO DELIVERY

The small businessmanCompromisso e responsabilidade são palavras que atualmente não fazem muito sentido para a geração delivery. A geração delivery é o momento do já pronto, do descartável, da produção rápida e do rápido consumo, das relações rápidas. Tudo é tão rápido que nada merece reflexão, muito menos compromisso e responsabilidade sobre o que se faz nesse universo da velocidade.

Eles estão em toda parte! São os jovens filhos dessa geração. Para quem não é pertence à ela, por ela é visto como “lento” demais.

Essas pessoas assistem TV ouvindo rádio e ao mesmo tempo teclando em seus computadores. É a geração que fala com a mãe, com o amigo no Messenger e ainda com a namorada no telefone. Tudo ao mesmo tempo! Foi-se o tempo em que diziam que as mulheres podem fazer duas coisas ao mesmo tempo. Essa geração faz muitas coisas ao mesmo tempo.

Os contatos de tão rápidos, chegam a ser superficiais. Ficar é dar um beijo sem saber o nome da outra pessoa, a idade, o que faz da vida, opção sexual, etc. O tempo é tão líquido que chega a escorrer pelo ralo do esquecimento. Tudo é “momento”.

Diante de toda essa velocidade, é preciso parar. Quem é pai de um ‘delivery’ precisa saber que, aquele jovem que recebe tudo “caidinho do céu”, sem qualquer tipo de conversa, proximidade, sem ter que ouvir aquele antigo blábláblá dos pais, sente-se inseguro, solitário e, poder ficar deprimido pois visualiza-se em uma situação de desamparo – sem ninguém.

Em virtude dessas transformações sociais, como por exemplo o surgimento da delivery, os pais e professores se tornam mais compreensivos, toleram mais…agem com mais liberdade e permitem maior expressão sexual, ideológica. Enquanto o amadurecimento da geração anterior acontece, a geração delivery está angustiada, stressada, deprimida diante das escolhas profissionais e com dificuldade para desabafar.

O que fazer? Não podemos ficar insistindo em ressuscitar o passado. O que passou, passou! Mas também não podemos esquecer que aquilo que passa nem sempre é esquecido. E se não foi esquecido é porque é importante. Isso é o que devemos fazer: valorizar os aspectos positivos, repensando os negativos. Quem sabe a geração delivery não seja apenas uma rápida transição entre àquilo que é considerado antiquado e o tão sonhado novo?

Outrossim, pais e professores devem estar preparados para encarar essa mudança como um desafio. Modificar os métodos de ensino sem perder a essência daquilo que se pretende. Já a família, não pode esquecer que é uma família. No entanto, não é apenas o poder que circula os laços afetivos, mas principalmente a capacidade de amar de cada um. E a geração delivery é carente de amor.

Se você tem um delivery em casa, converse com ele. Busque entender, afinal, fomos os deliverys de nossos pais, agora nossos filhos são nossos deliverys.

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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

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A NORMOSE: A GRANDE PRAGA DE NOSSO TEMPO!

Quem é o Normótico? É aquela pessoa que não escuta, é aquela que está pensando só em si, que não se dá conta que tudo está ligado com tudo. É aquela pessoa que para diante de um semáforo e vê aquele bando de crianças perdidas e acha que isto não tem nada a ver com ele. O normótico lê jornal, vê a calamidade social e se estiver tudo bem no seu “canteirinho”, na sua “vidinha” de sempre, está tudo bem. O Normótico não está nem ai quando se fala de problemas atmosféricos, quando se fala de buraco da camada de ozônio, aquecimento global, El Niño, etc. E o pior, por nunca assumir sua responsabilidade, tem normótico muito bem sucedidos. Então, a grandefundo-mar2 praga de nosso tempo é a Normose!

A Normose é a patologia da Normalidade, e como dizia Jung, “Só aspira á normalidade o medíocre”, porque nós não estamos aqui para a normalidade, não estamos aqui, educadores e educadoras para “plantar a semente” da transformação. Estamos para liderar!

O mais interessante é que desde pequenos, somos ensinados a cultivar a Normose. Ficamos indiferentes frente às situações cotidianas; abrimos mão da responsabilidade social para cultivar a individualidade. O “Eu” assumiu o lugar do “Nós”. O “outro” é visto como uma ferramenta necessária para o nosso bem-estar. O “outro” é aquele que nos deve servir. O bem-estar, o luxo e o status social dependem exclusivamente de nossa individualidade.

Enquanto à pouco tempo teorias demonstravam que precisávamos do outro como um espelho para nossa própria existência, hoje, somos a cadeia de nossa própria consciência. Nesse sentido, o ser humano passa de uma realidade à um sonho. Aspiramos sempre melhorar, qualificar, produzir… mas, e o humanizar? Onde fica? A Normose “comeu”.

Confúcio (551 - 479 a.C), Grande Mestre autodidata, disse: “Aos 15 anos orientei meu coração para aprender. Aos 30, eu plantei meus pés firmemente no chão. Aos 40 não mais sofria perplexidade. Aos 50, eu sabia quais eram os preceitos do céu. Aos 60, eu os ouvia com ouvido dócil e aos 70, eu podia seguir as indicações do meu próprio coração, porque o que eu desejava não mais excedia as fronteiras da justiça”. Confúcio não disse apenas para seguir as próprias inclinações. Ele orientou para aprender, perceber o chão da vida, ouvir o coração e por ultimo, ser justo. Em outras palavras, é simples de aprender a ver as palavras de Confúcio, basta perceber que você “troca de roupa em dois minutos, mas pode levar uma vida inteira para aprender a ouvir seu coração”. Quando isto acontecer, estará pronto para superar a normose e dar mais sentido à vida comunitária e social.

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

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POLÍTICA COMPENSATÓRIA OU FRACASSO ESCOLAR?

bolsa É de saltar os olhos! O Governo Federal anunciou na terça-feira, dia 19/01/2010 o cancelamento de 23.592 contas do Bolsa-Família no país. Já no RS, 1.918 benefícios acabaram sendo anulados. O motivo: frequência escolar. As famílias atingidas não comprovam a presença dos filhos nas aulas, uma das exigências para receber os recursos. Adolescentes de até 15 anos precisam de 85% de presença, enquanto os jovens de 16 e 17 necessitam de 75%. No entanto, quando se percebe que os adolescentes de até 15 anos tem baixa frequência, a família recebe uma advertência. Na quinta advertência, o benefício é definitivamente cancelado. Para os jovens de 16 e 17 anos o processo é mais rápido. Bastam três descumprimentos para o benefício ser cancelado.

Para alguns, isso é motivo de louvor. Para outros, desgosto. Para nós, pessoas preocupadas com a educação, isso deve ser motivo de reflexão, pois sabemos que a baixa frequência leva consecutivamente ao fracasso escolar. Depois do fracasso escolar, seguem outras peripécias da vida, como por exemplo, o uso de drogas, a prostituição, o marginal, entre outros…, mas principalmente, o analfabeto político.

No entanto, ficamos extremamente estarrecidos com uma política compensatória como esta. Não basta que o Ensino Fundamental seja de caráter obrigatório, enquanto o Ensino Médio passa pelo mesmo processo, ainda é preciso existir “trocas de favores” entre o Governo e àqueles que não veem sentido na escola?

De outro lado, é preciso estar ciente de que uma família que não tem as mínimas condições de participar da vida social, também não vê motivo para colocar seus filhos na sociedade que à excluiu.

Várias então, são as hipóteses pelas quais um sujeito inserido na vulnerabilidade social, em espécie econômica, não frequenta as aulas. Obviamente, a família não pode perder um benefício que, humanamente é um direito seu enquanto excluída socialmente. Devem-se tomar outras medidas que venham a inserir novamente esses adolescentes e jovens na escola. Mas compensá-los o “mérito” de estar frequentando a escola com Bolsa-família, é gritante.

Ainda me recordo do tempo em que íamos à escola com vontade de estudar. Ninguém pagava nada para todos os dias acordarmos cedo, enfrentar sol ou chuva, frio ou calor, etc., apenas nos alimentávamos pelo desejo do conhecimento e da construção de um futuro com dignidade. Me parece que hoje, as políticas compensatórias estão aquém do sonho de muitos. Sabe-se lá, quem são os interessados em “domesticar” àqueles que ainda criticam o sistema! Temos que lembrar de fato, que para os “lobos”, apenas interessa que todos sejam “ovelhinhas”! Forte abraço.

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domingo, 17 de janeiro de 2010

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DUDUCA E DALVAN AINDA EXISTEM!

Diante dos tropeços políticos e da falta de "vergonha na cara" de alguns, quero lembrar hoje de uma canção que não quer calar: "Massa Falida" - Duduca e Dalvan.

Posto a Letra e o Vídeo como tema de reflexão:

Eu confesso já estou cansado de ser enganado com tanto cinismo
Não sou parte integrante do crime e o próprio regime nos leva ao abismo.
Se alcançamos as margens do incerto foram as decretos da incompetência
Falam tanto sem nada de novo e levam o povo a grande falência!
Não aborte os seus ideais
No ventre da covardia
Vá a luta empunhando a verdade
Que a liberdade não é utopia!
Os camuflados e samaritanos nos estão levando a fatalidade,
Ignorando o holocausto da fome, tirando do homem a prioridade.
O operário do lucro expoente e a parte excedente não lhe é revertida,
Se aderirmos os jogos políticos seremos síndicos da Massa falida!
Não aborte os seus ideais............

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

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APRENDEREMOS A CONVIVER OU MORREREMOS JUNTOS?

Imagem1 Estamos vivendo um momento de muitas mudanças na questão planetária. Algumas pessoas falam apenas de uma visão ambiental, mas a era planetária se justifica pelo fato de que, àquilo que acontece com o meio ambiente está intimamente ligado com todos os aspectos e processos que acontecem nas mutações do universo. Por isso, precisamos aprender a viver a nova era planetária.

Nesse momento é necessário retomarmos as primeiras perguntas: “Quem somos?”, “Onde estamos?”, “De onde viemos?”, “Para onde vamos?”. Essas perguntas são necessárias pois é a partir delas que percebemos a nossa fragilidade perante o mundo.

Pensando sobre essas perguntas, o homem reflete sobre a sua participação e inserção no mundo. Trás para si e para os que convivem consigo um fluxo enorme de necessidades. Nesse sentido podemos perceber as diversas condições humanas e suas preocupações.

Precisamos aprender que a nossa existência gira em torno de dois polos: a vida e a morte! Já em outro artigo escrevi que “ou aprenderemos a conviver todos juntos, ou vamos morrer juntos”. Infelizmente, parece que está difícil de conviver com a nossa própria condição existencial, então imagine com as diferenças dos outros. Já que não sabemos conviver, precisamos aprender. Para isso, o processo de educação das crianças precisa ser repensado. As gerações até aqui educadas, não aprenderam a identificar-se com as questões planetárias. Aprendemos que tudo quanto for externo à nós, deve ser explorado. Se precisar derrubar árvores, queimar pneus, escravizar o outro homem para o obter luxo – era permitido. Agora é hora de ensinar as crianças a reconhecerem-se como partícipes da era planetária. De que forma? É muito simples: apenas fazê-las pensar sobre aquelas perguntas acima. A partir da reflexão sobre a sua fragilidade é que surge o reconhecimento e a dependência para com todas as questões que envolvem a era planetária, em especial o meio ambiente.

Outra questão necessária a ser ensinada é o sentimento de cidadania que nasce da participação na comunidade. Quando participamos de nossa família, comunidade, sociedade, política, etc., nos sentimos mais responsáveis por elas. Aliás, não deveríamos apenas nos sentir responsáveis por elas, deveríamos ter a convicção de que somos responsáveis. Nesse sentido, as grandes decisões que dependem exclusivamente da dimensão política e que desembocam na preservação do planeta, seriam levadas mais a sério.

E para concluir, é preciso repensar as instituições sociais (família, Igreja, Estado, Partidos Políticos…). Vejo papel fundamental na Escola nessas transformações. Mas, para isso, a Escola deve mudar também…É possível?

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sábado, 2 de janeiro de 2010

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REFLEXÃO COM CHAPLIN - 1ª DE 2010

CHAPLIN1“A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o  verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar  novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara pra faculdade. Você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando….E  termina tudo com um ótimo orgasmo!!! Não seria perfeito?”

Abraços,

Prof. Rudinei

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

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EXPECTATIVAS…SEJA BEM VINDO 2010!

Feliz2010Diz minha mãe que quando estava grávida, comigo em seu ventre, ficava ansiosa aguardando o momento maravilhoso do meu nascimento. Quando eu era criança, fiquei ansioso por vários motivos: os primeiros passos, o andar de bicicleta, o primeiro dia de aula, os primeiros amigos e inimigos na escola…Aos poucos fui crescendo, me tornando jovem. Nesse momento, aparecem outras expectativas: o primeiro beijo, o sonho de concluir o Ensino Médio e ir ao Ensino Superior, a maioridade, os bailes, as namoradas, etc. Conforme fui crescendo, saindo da juventude, partindo para a fase adulta, apareceu a preocupação com a sustentação financeira: o trabalho, a nova família, os novos relacionamentos, a agressividade do mundo político, o dinheiro, formação continuada, as contas, o status social, etc., e com certeza, ao passo que vou chegando à idade mais avançada, vou vivendo novas expectativas. O que é importante saber aqui, é que cada expectativa remete à um desafio. Um desafio que não precisa ser superado se você não quiser. Se você quiser, a vida pode continuar do jeito que está. Não existe a necessidade de mudança. Mas se você quiser, é possível buscar mudanças nos modos de viver, se relacionar, questões profissionais, etc. Tudo depende da forma como você foi educado.

Para algumas pessoas, a virada de ano significa apenas momento de festa, e que bom, temos muito o que comemorar. Para mim, 2010 inicia com gostinho de reflexão. E não é à toa! Basta você lembrar do que ocorreu durante 2009. Não lembra de tudo? Nem eu! Infelizmente no Brasil somos um povo esquecido, porque muitas vezes, a nossa única lembrança deve ser com a sobrevivência! Mas, algumas questões que discuti com meus amigos (casa, escola, ônibus, faculdade, internet, finais de semana…) não esqueço.

Vamos tentar lembrar? 2009 iniciou com uma seca devastadora! Já em nível nacional, acompanhamos a queda do avião “Air France”. Após isso, tivemos no Senado o início de um escândalo com o senador José Sarney. Logo após, as tempestades em Santa Catarina e em boa parte do RS. Terminadas essas, assola a nossa saúde, em especial no RS, a Gripe H1N1. Passado o susto (dizem que ainda continua), voltam-se os olhares para as cheias no Estado do RS e SC. Ainda tem alguns movimentos que não citei e que você deve estar lembrando.

Diante de todos esses percalços que ocorreram em 2009, percebo que somos um povo lutador, trabalhador e acima de tudo, que temos virtude o suficiente para vencer os nossos desafios! Vencemos! Somos um povo vencedor! Por isso, que agora podemos criar expectativas para 2010! Essas expectativas são necessárias, pois não existe um começo, mas sim uma continuidade! A vida continua! Os desafios continuam! Nossos sucessos e insucessos continuam? Com certeza! E é nessa continuidade da vida que novamente precisamos criar expectativas para superar todas e quantas forem as dificuldades! Não desista! Sonhe! Um dia, seus sonhos se tornarão realidade!

Obrigado por ler e refletir comigo! FELIZ 2010! Muita força, coragem, determinação, Reflexão!

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

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FELIZ 2010! SUCESSO! PAZ, SAÚDE, DETERMINAÇÃO!

Amigos (as):

Imagem0002Em breve estaremos no último dia do ano de 2009... depois da meia-noite, virá o Ano Novo...
O engraçado é que - teoricamente - continua tudo igual...
Ainda seremos os mesmos.
Ainda teremos os mesmos amigos.
Alguns o mesmo emprego.
O mesmo parceiro(a).
As mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras).
Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida.
Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano...
A diferença, a sutil diferença, é que quando o relógio nos avisar que é meia-noite, do dia 31 de dezembro de 2009, teremos um ano inteiro pela frente!
Um ano novo em folha! Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.
Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé...
Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos...
365 dias para fazermos o que quisermos...
Sempre há uma escolha...
E, exatamente por isso, eu desejo que você faça as melhores escolhas que puder.
Agradeça por estar vivo e ter sempre mais uma chance para recomeçar.
Agradeça as suas escolhas, pois certas ou não, elas são suas.
E ninguém pode ou deve questioná-las.
Quero agradecer aos amigos que eu tenho.
Aos que me 'acompanham' desde muito tempo.
Aos que eu fiz este ano.
Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito.
Aos que eu escrevo muito e falo pouco.
Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria.
Aos que moram perto e eu vejo sempre.
Aos que me 'seguram', quando penso que vou cair.
Aos que eu dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco perdidos.
Aos que ganham e perdem.
Aos que me parecem fortes e aos que realmente são.
Aos que me parecem anjos, mas estão aqui e me dão a certeza de que este mundo é mesmo divino. 

Desejo a você e a sua família um FELIZ ANO NOVO, e que 2010 seja um ano de transformação na sua vida, e que nele você tenha muita paz, amor, alegrias, perseverança e muito sucesso nos seus objetivos.

Um grande abraço,

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

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RAPIDINHA: VOCÊ VIVE APENAS DAQUILO QUE FAZ SENTIDO?

Você vive apenas daquilo que faz sentido? E se o sentido for outro? E se aquilo que lhe faz sentido não for o que realmente deveria fazê-lo? E se tudo aquilo que se apresenta é apenas uma cópia da realidade? No que você cre? O que lhe faz sentido? O Sentido está no sentido, ou o sentido está naquilo que você coloca sentido? E se ao viver daquilo que lhe faz sentido, você fecha o olhar para aquilo que poderia lhe fazer sentido? Aliás, e se ao fechar a visão para àquilo que não lhe tem sentido, você acaba perdendo a conexão do sentido com aquilo que lhe tem sentido? Viver apenas de sentido não lhe parece excluir a possibilidade? E se a possibilidade for o sentido dela mesma? E se aquilo que lhe faz sentido é apenas uma vontade daqueles que lhe disseram que isso deveria lhe fazer sentido? Você vê sentido naquilo que faz? Ou faz apenas por que ve sentido? Mas que sentido tem aquilo que você vive? Ou o sentido é o proprio viver?

 

"...Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é possível fazer sentido"

Vi em na frase de um MSN de uma amiga minha!

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PAPAI NOEL NÃO EXISTE. MAS NÃO SERIA MELHOR SE ELE EXISTISSE?

Santo Anselmo, um dos clássicos da Filosofia Medieval afirmou que podempapai-noelos deduzir a existencia de algo pela mera idéia do mesmo algo. Apenas pensando sobre o que o "Papai Noel" é, podemos concluir que ele deve assim existir. A esse argumento na Filosofia chamamos de "Argumento Ontológico".

Já Freud (1856-1939) fundador da Psicanálise, afirma que a as experiências podem ser alucinações desencadeadas pela ansiedade e deejos profundos ainda não expressados. Por exemplo, uma criança que desde cedo lhe é dito sobre o Natal do Papai Noel, acaba criando um desejo enorme pelos presentes, mesmo que presentes vindos de alguém inexistente não são tão bons quanto àqueles que são dados por pessoas reais.

Segundo Freud essa expectativa se transforma em sonho e, em sua teoria dos sonhos, eles são o produto de poderosos desejos insconscientes.

Essas alucinações imaginárias (imagem do papai noel) querem se tornar materialidade. E isso explica suas características.

Dada a força do desejo, podemos esperar que envolvam intensa emoção. As alucinações dão a impressão de haver algo além que pode oferecer segurança e ajudar a dar sentido à uma data especial - que na verdade não é o Papai Noel, mas sim, um fato histórico e real que é o nascimento de Jesus Cristo, e este deveria ser o significado.

De toda forma, a idéia do papai noel é um tanto ingenua e infantil. Mas, não seria melhor que ela existisse? Falo disso porque a pio decepção para alguém é ver o seu sonho perdendo o significado. Alguns chamam esse processo de amadurecimento. Eu chamo de perda de significado. A ruptura com o sonho inculca um desejo não realizado, e o pior, jamais realizado.

Diante disso, aparece uma terceira questão: Não seria melhor então, desde já, eliminar a idéia do Papai Noel no Natal, e voltar-se à ele em seu verdadeiro significado?

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

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IDÉIAS OU METÁFORAS?

Alguém, em algum dia, em algum momento aqui no blog, me sugeriu para que refletisse sobre o real valor das idéias, e em contraposição à estas, as metáforas.

Indicando as premissas básicas da construção do humano, dizer que cada um tem idéias, é mentira. Todos pensamos! Mas pensar, não significa idéias! Ter idéias é um imperativo que vai além do significado do pensar. Idéias é sinônimo de criatividade. Ser criativo é conseguir estabelecer pontes entre idéias desconexas, pontes que ainda ninguém fez. A criatividade gera a novidade. No entanto, pensar todos pensamos, mas ser criativos, poucos somos.

Já no que se refer às metáforas. Se as ídéias que conseguem estabelecer pontes entre objetos distintos de significados se chamam de criatividade, poderíamos chamar de metáforas o real e atualizado significado dessas pontes. Metáforas não são apenas alusões àquilo que muitos não encontraram uma linguagem propria para definí-las, mas Metáforas expressam a intenção da existência e da possibilidade das pontes de idéias.

Se a provocação foi falar de idéias e de metáforas, agora, ela está respondida. Quem sabe, usamos mais as idéias e chegamos a possibilidade de criar metáforas? Ou quem sabe, por meio das metáforas construímos novas idéias?

São 02:08 da matina.

Vou produzir idéias e metáforas em meu saudoso sono!

Abraço

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A CRISE DA IDENTIDADE POLÍTICA NA CONTEMPORANEIDADE

Etica Atualmente estamos emergidos em um cenário de crises que supostamente tem sua gênese na transição dos tempos e no modo de como as pessoas vivem. Entre tantas crises, está presente a crise de identidade política, ou seja, a decadência da responsabilidade consciente de si em relação aos papéis sociais e às coletividades. Esse cenário aponta para uma fragmentação do pensamento contemporâneo, que muitos estudiosos nomeiam como a principal características da pós-modernidade. Se tomada ao pé da letra (do grego Crisis = mudança) a crise seria positiva, pois faz acontecer na comunidade das gentes o movimento que, em termos antropológicos é característica fundamental do ser humano.

Mas evidenciado o caráter da questão em discussão, é perceptível pensar que a crise de identidade política é negativa por si mesmo, uma vez que não caracteriza apenas a mudança, mas a falta de um compromisso, ou seja, um rompimento com os laços de cidadania e da democracia participativa. Por trás dessa questão, é pertinente pensar na forma como se desenvolveu historicamente a identidade política para podermos entender e compreender o por quê dessa fragmentação identitária.

Visitando os moldes do pensamento liberal do Século XVII, encontramos a teoria econômica da “Mão Invisível” de Adam Smith. Essa teoria carrega em si o postulado de que, sem a interferência do Estado, a economia é capaz de se auto-regular. Também presente neste pensamento e autor, a idéia de um livre comércio, afirmando a livre-concorrência como base para o desenvolvimento econômico. Essa teoria foi e continua sendo a atualização de um pensamento individualista que não prevê em instancia alguma a discussão política. Ver o poder estatal assistindo e porque não dizer “guardando” os interesses dos monopólios econômicos é provocar a ira de quem ainda se caracteriza como um sujeito político.

Por mais que essa teoria tenha superado um momento de decisões políticas absolutistas (Estado Absoluto), ela também serviu de base para o desenvolvimento do Sistema Capitalista, do Espírito Liberal que vai em ultima análise, contribuir para o espírito democrático em um Estado de poderes descentralizados.

Falar então da crise de identidade política, não é apontar para o governo atual ou para políticas falidas desenvolvidas atualmente, mas historicizar a vida do povo. Para isso é necessário argumentar de que forma poderá pensar ou ser político um povo que é, em ultima instância, esfacelado pela necessidade da sobrevivência e da aceitação dos modos de produção que decorrem dessa estrutura.

Para concluir, é preciso que se valorize o desenvolvimento das discussões políticas, sejam elas na família, na escola, na universidade…, para que assim se possa pelo menos inferir na cultura a reconstrução de um homem político comprometido consigo e com os outros.

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domingo, 27 de dezembro de 2009

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NATUREZA E FILOSOFIA: CASAMENTO PERFEITO!

Sei que nos dias atuais falar em casamento parece até um tanto cafona. Há quem não ache interessante. Mas, particularmente ainda acredito, em especial no casamento da Natureza com a Filosofia. Não é uma idéia para malucos não! Se você ainda não percebeu a importancia de quando em quando sentar debaixo de uma árvore e ler um bom livro, ou mesmo, hoje com os avanços tecnológicos, levar o seu notebook, está perdendo tempo.
Embaixo das árvores também é um lugar bom para produzir textos, por exemplo, esse que escrevo agora é resultado de uma tarde de domingo debaixo de uma árvore.
Obviamente, àqueles que moram em um lugar frio, não sabe da importancia da sombra. Mas para quem, como eu, que sofre com o clima subtropical temperado e "desregulado" - devido à falta do casamento entre Filosofia e Natureza - tem valoral importância.
Cada vez que faço isso, recordo que por mais que colocamos cimento sobre a terra, necessitamos desse mundo natural para a nossa vida! Não podemos apenas pensar em progresso se este não for sustentável. Não podemos imaginar que as pessoas serão melhores apenas apostando em movimentos financeiros. Temos que pensar na natureza humana. Se você não se deu conta ainda, a natureza humana é a Filosofia. Somos esses animais que pensam! Animais que se dizem "racionais" mas destróem seu próprio habitat.
Bom, agora vou curtir mais um pouco desse ar maravilhoso que é purificado pelas entranhas verdes das folhas dessa magnifica árvore que está sobre mim!
E então, tem valor o casamento da Natureza com a Filosofia? Se ainda pensa que não, pega sua cadeira e vá sentar na sobra de uma bonita árvore. Abraço.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

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RECUPERAR OU ACERTAR CONTAS?

Estamos em um momento decisivo para muitos estudantes: ou passam nos exames de recuperação paralela, ou repetem o ano escolar – o que a grande maioria não deseja. As escolas estão se organizando para tal momento. Enquanto isso, a preocupação com o “passar de ano” toma conta de todos. A ansiedade, o medo, e até mesmo algumas ameaças por partes de pais. Enquanto isso ocorre, podemos pensar em três possibilidades: 1) Recuperar notas; 2) Acerto de contas (relação professor x alunos); 3) Aprendizagem.
1) Recuperar Notas: É o que a grande maioria faz. Para quem está apenas interessado em notas, é um “prato cheio”. Da forma como a maioria das recuperações acontecem nas escolas, a mesma tem essa finalidade: recuperar notas para que passem de ano, sem mesmo, muitas vezes terem conhecimentos suficientes.
2) Acerto de Contas: É uma realidade difícil de ser comentada porque entra em aspectos anti-éticos da profissão professor, mas acontece. Acontece em casos em que o aluno durante o ano inteiro não colaborou no seu processo de ensino e aprendizagem e, principalmente atrapalhou o andamento das atividades da turma. São vários os motivos, mas existem alunos assim, como também existem professores que pensam que essa seja a melhor forma para alguns casos. No entanto, essa é uma jogada que desmerece o cuidado da educação. Antes mesmo de o exame paralelo ocorrer, já está decidido qual aluno irá reprovar. É triste que ainda existam educadores que pensam dessa forma, e de outro lado, alunos que não dão outra opção ao professor a não ser essa.
3) Recuperar conhecimentos: Essa parece ser a forma mais indicada. Mesmo desorganizado os tempos escolares, se prevê uma recuperação paralela que busca recuperar conteúdos. Ela está desorganizada porque deveria acontecer no momento em que o aluno se percebe com dificuldade e não deixá-la para o fim de ano. Essa deveria ser uma prática constante em nossas escolas. Para que essa aconteça, é necessário então que se pense a organização escolar e que se respeite os ritmos individuais de aprendizagem. Por outro lado, essa prática não é funcional quando não há interesse por parte do aluno na aprendizagem.
Diante dessas três posturas da Recuperação Paralela, nos questionamos: Depois de um ano de ensino, será que ainda é necessário a Recuperação? Pois bem, se efetivada a terceira prática, a recuperação final não seria necessária. Enquanto isso não ocorre, professores e alunos continuam interceptados pelo mal estar das recuperações paralelas.
Há escolas que pensam que a recuperação seja um momento de repensar aquilo que ficou para trás. Será que precisamos esperar chegar o final do ano para fazer essa reflexão? Será que a orientação educacional não é uma boa saída para a reprovação e a falta de aprendizagem dos conteúdos? Ou ainda, será que a escola atual está tão desatualizada que não provoca mais a curiosidade e a vontade de estudar?
Diante de tantas perguntas vamos reproduzindo o cotidiano. Triste! Mas é a realidade! Enquanto nós professores não pararmos e refletirmos sobre essa situação, sempre teremos a chamada Recuperação Paralela. Ou, será um acerto de contas?

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

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AVALIAÇÃO OU ACERTO DE CONTAS?

Se você é daqueles que deixa tudo para a ultima hora, não somos companheiros. Me posiciono contra a ideia de que todo momento é momento de uma nova chance. Novas chances não existem. Existem muitas possibilidades. Quando falamos em avaliação nasce junto com o discurso vários problemas: Como avaliar? O que considerar em uma avaliação escolar? A avaliação é indicativo de aprendizagem? A Nota é sinônimo de aprendizagem? Como construir um processo avaliativo que considere a aprendizagem e não apenas as chamadas "sabatinas". Enquanto não resolvermos os problemas da avaliação, não damos um bom direcionamento no processo de ensino e aprendizagem.
As avaliações, quando não carregam o caráter de aprendizagem são mais uma forma de punir àquele (a) que não estudou. Não estudou, ou não decorou? Pois é...problemas...
Chegamos a mais um fim de ano escolar. Para muitos é momento de acertos de contas. Surge uma pergunta: "Recuperação de aprendizagens ou de Notas?" - Fique ligado!
Melhor estruturado é um sistema que possibilita a aprendizagem de todos. Mas, e aqueles que não tiveram notas (que muitas vezes não demonstra desempenho) superiores à média? Terão notas ou novos conhecimentos? Afinal, o conhecimento é progressivo ou cumulativo?
Enquanto alguns acertam contas, vamos fazer um esforço para tentar fazer desse momento um processo avalitivo.
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sábado, 12 de dezembro de 2009

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EDUCAÇÃO - POR QUÊ? PARA QUEM?

Educação não se constrói apenas na escola. Educação é um fenômeno pelo qual acredita-se que seja construído em várias Instituições Sociais, tais como a família, escolas, partidos políticos, Igreja, etc. É a patir dessas Instituições que elaboramos nosso caráter - àquilo que nos define enquanto subjetividade (eu) e molda a forma como me relaciono com os outros. Em outras palavras, essas Instituições sociais formam nosso caráter a partir de um conjunto de idéias - Ideologias. Mas, a serviço de que ideologia se encontram atualmente as Instituições?
A resposta é simples: se observada a construção histórica de nosso país, pautada nos ideais de "ordem e progresso", nem que para isso for necessário os conflitos de classe, a educação é/ou está a serviço das idéias da Classe Dominante que, em nosso caso, determina o poder do Estado. Assim, as instituições sociais servem de "aparelhos" ideológicos do Estado e, estas tem papel crucial para àqueles que dominam imporem suas vontades de poder sobre os menos favorecidos socialmente.
Nesse sentido, deveríamos questionar sobre o papel social das Instituições: Alienação ou Liberdade? Qual é o pressuposto fundamental para a vida e a convivência social?  Você concorda com uma política neoliberal que sustenta a imposição de um governo ditatoria (como nosso - RS) que valoriza algumas classes em detrimento de outras? Qual é o real papel do Estado? Os governos não deveriam representar a soberania que emana do povo? Afinal, que democracia é essa? E mais, nesse cenário, Educação - Por quê? Para quê?

"Se você treme de indignação diante das injustiças sociais, então somos companheiros" (Ernesto Che Guevara) ((•)) Ouça este post

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

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A SOCIEDADE E A COMPLEXIDADE

Ver o todo ao invés de entender as partes parece ser o grande desafio atual. Ninguém, em nenhuma ciência pode apenas tentar entender algum problema apenas partindo de sua concepção de mundo. Mais do que isso, deve antes mesmo de apresentar a sua, entender a possibilidade de estar acontecendo outras. Será que sempre foi assim? Não.
Século XVII é um marco oficial no nascimento da Ciência Moderna. Falo do Frances René Descartes, considerado por muitos o "Pai da Ciência Moderna". Descartes escreveu vários livros, mas o que aqui merece destaque é o chamado "Discurso do Método". Pelo nome, você já deve estar pensando: Qual discurso? E, que método?

- O Discurso: René Descartes parte do princípio de que precisamos chegar à uma verdade, e portanto, algo que seja induvidável. O discurso então que se produz aqui é um discurso sobre a Verdade. Diferente da visão de verdade que temos hoje, onde cada um tem sua verdade (problema pós-moderno), Descartes queria uma Verdade que fosse válida em todas as ciências. De fato, encontrou: "Cogito, ergo sum" - "Penso, Logo existo!".
- O Método: Conforme Descartes, para se chegar à essa verdade, é preciso construir um método que ofereça a mesma certeza que se tem nas ciências matemáticas às ciencias Humanas. Em outras palavras, é preciso visualizar o complexo do humano e social  a partir da fragmentação.
Essa teoria teve tal influência que até hoje, quando falamos em teoria social, muitas pessoas ainda afirmam: "Na teoria é uma coisa, na prática é bem diferente!", como se houvesse determinado distanciamento entre uma e outra. Na verdade não há, o que ocorre é a chamada Praxis (Ação -> reflexão -> ação -> etc).
Superar a fragmentação do pensamento parece ser uma atividade necessária em todos os campos de estudo. É então, necessário compreender a Sociedade em sua complexidade. ((•)) Ouça este post

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

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INFORMATICA NA EDUCAÇÃO: UMA NECESSIDADE!


Não podemos mais trabalhar educação sem considerar a presença da informática nos processos de ensino e aprendizagem. Ela está em toda parte. Não é apenas na escola, mas nos bancos, lojas,em todas as partes, e principalmente, dentro de nossas casas. Nossos jovens estão habituados a utilizar a informática para tudo. "Precisa uma receita de bolo mãe? - Procura no Google". Tudo está ai. É um mundo que só não é fascinante pra quem não o conhece!Todos os dias ficamos encantados com as maravilhas que vêm a contribuir para o acesso à informação. Isso quando todos o tiverem, é claro. Enquanto nem todos tem, há uma preocupação por parte dos governos em possibilitar esse acesso por meio das escolas, dos telecentros comunitários, etc.
São softwares livres, pagos, etc, que compõe a gama dessas possibilidades.
Mas como trabalhar informatica na educação? essa é uma pergunta um tanto dificil de ser respondida, uma vez que, a formação do profissional da informática ainda não contempla os aspectos pedagógicos e, a formação dos licenciados em Educação não contempla os aspectos técnicos. Cria-se um impasse, fortalecem-se as barreiras do saber e do entendimento humano.
Verdade é que devemos, como mestres em educação, irmos em busca de nos ambientalizar à essas tecnologias. Não podemos criar um mundo distante do nosso próprio mundo.
Teremos dificuldades? com certeza! Mas para cada dificuldade, um desafio! É isso que importa! ((•)) Ouça este post

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

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ÉTICA NO PAIS OU NO ENEM?


Em virtude das fraudes e vazamento de conteúdo ocorrido na primeira fase da Prova do ENEM que estava marcada para dias 03 e 04 de outubro, realizaram-se as mesmas nos dias 05 e 06 de Dezembro/09. Na segunda tentativa da realização do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), o tema da redação era sobre a “Ética no país”. Mais do que na hora de envolver os estudantes a pensarem sobre a ética na política, sociedade, cultura, também deveriam ser convidados a pensar sobre a ética no ENEM. Como se não bastasse a primeira tentativa da realização do ENEM não ter dado certo em função de terem vazadas informações sigilosas quanto aos gabaritos, por pouco a segunda tentativa não foi por água-abaixo.
Para quem estava acompanhando ansioso a divulgação dos resultados previsto para às 20:00 do domingo (06/10), surpreendeu-se com os resultados. Após divulgar o gabarito, o INEP divulgou nota inferindo que os resultados apresentados apresentavam inconsistência. Logo após, divulgou-se então, contestado por muitos professores de cursinho, um segundo gabarito considerado oficial.
Outro ponto que surpreende à todos é o valor investido: “apenas” R$ 131,9 milhões de reais.
Mais do que isso, ainda merecemos refletir sobre a ausência dos inscritos no ENEM. Cerca de 1,5 milhões de estudantes, dos 4,1 milhões não compareceram à prova. Esses dados representam uma ausência de cerca de 37,7% de abstenção. Será que as ausências não se devem pela falta de ética e em virtude da indignação com a primeira prova?
Outra questão que ainda merece respaldo é a extensão das questões. A grande maioria dos estudantes apresentaram queixa relacionada com a exaustão, devido ao cansaço pela quantidade de questões e a extensão das mesmas.
Depois de todos esses apontamentos, ficamos nos perguntando, num país onde a falta de ética é tão presente, será possível realizar um esforço do tamanho do ENEM, sendo que o mesmo vive um cenário de falta de ética? Como acreditar em educação em um país que mesmo a educação passa por uma crise de ética?
– Foi uma palhaçada! A prova foi mal feita e o gabarito saiu com respostas erradas. Desgraça! – diz revoltado o paulistano Daniel, do colégio Pentágono.
– A galera perdeu a confiança depois do que aconteceu, ninguém quis ir. E o gabarito eu não sei. Tá tudo uma confusão. E teve até briga por causa do horário de fechamento dos portões, muita gente não entrou – relata Giovana, do São Luís-SP.
– Foi mais uma confusão! Além de tudo, a prova estava estranha, confusa e muito cansativa – conta Camillie, do Unificado, de Porto Alegre.
– Achei que faltou organização, pode acontecer de errar às vezes, mas não assim, foi um problema atrás do outro – diz Pedro Lucas, do Colégio da Lagoa, de Florianópolis.
– O vazamento da prova do Enem representou a falta de ética diante dos estudantes. E com uma nova data marcada, o gabarito é mudado após a divulgação do mesmo – reflete a catarinense Beatriz, do Bom Jesus.
Assim, fica a pergunta: Ética no País ou no ENEM?
(Opiniões retiradas do site http://www.kzuka.com.br/especial/rs/kzukars/19,0,2741152,Palhacada-estudantes-se-dizem-decepcionados-com-a-prova-do-Enem.html) ((•)) Ouça este post

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

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RECUPERAÇÃO ESCOLAR: SIM OU NÃO?


Já experimentou deixar para última hora seus compromissos? Já experimentou chegar atrasado na rodoviária para pegar ônibus? Já deixou suas contas para pagar após a data de vencimento? Já atrasou-se em festa de aniversário? Pois bem, todas essas situações não tem recuperação! Todas elas causam estranhamento e confusão.
Chegando ao final do ano letivo, temos milhares de alunos que vão após o termino das aulas prestar a chamada recuperação. Afinal, quem nunca ouviu a famosa pergunta no fim de ano: “Você pegou recuperação?”. Qual é o seu posicionamento perante esta questão? Vou fazer aqui algumas considerações importantes.
Começamos pela questão aprendizagem. Não consigo compreender que um aluno consiga aprender em uma semana o que não conseguiu durante um ano. Nesse sentido, a recuperação é apenas de nota e não de conhecimento. Uma vez que o mesmo não construiu conhecimento suficiente para passar em avaliações durante o ano, agora ele só passará se lhe for facilitado. Facilitado sim, pois ninguém consegue aprender todos conteúdos anuais em uma só semana. Se fosse assim, não teríamos mais de duzentos dias letivos, teríamos apenas algumas semanas.
Como você se sente diante de um fracasso? Só há uma resposta: como um fracassado! A reprovação coloca em risco a identidade do estudante e também a responsabilidade do professor. No momento em que se faz a recuperação, o estudante assume que durante o ano letivo ele não demonstrou interesse pelo estudo. Com a aprovação após a recuperação de final de ano, o professor reconhece o fracasso de sua didática pedagógica e de seu trabalho como um todo.
De outro lado, há aqueles que apenas desenvolvem um tipo de inteligência com mais intensidade. Na verdade, as avaliações escolares deveriam contemplar essa noção, pois quando agem de forma fragmentada desmerecem as múltiplas inteligências. Além disso, é necessário observar que nem todos temos as mesmas habilidades e competências. Mas, da forma como está estruturada a avaliação permite uma crítica sobre si mesma no período de recuperação: Durante o ano, dogmatiza os saberes e no final do ano, em nome da aprovação sem critérios se desmerece. Há que se refletir sobre os processos avaliativos.
Outro aspecto interessante que se observa é que nenhum tipo de avaliação teórica produz responsabilidade. Durante muito tempo, as provas causaram muito mais medo do que construção de saberes. Afinal, a avaliação deveria ser um processo contínuo, sem medo, que possibilitasse à todos além da aprendizagem de conceitos, também a discussão dos mesmos.
Mas enfim, estamos chegando ao final de ano, e muitos estudantes já estão, ou sabe que iram participar das avaliações de recuperação. Recuperação de conhecimentos ou notas? Quais são os critérios para o exame final? Qual é de fato, a necessária utilidade do mesmo?
Escola é espaço de se entender, construir juntos! Trocar ideias! Faça isso, você que é pai, mãe, professor, diretor, aluno, reflita sobre o verdadeiro significado do exame final.
Gostaria de lembrar aqui uma frase muito utilizada na Educação: “Se a escola boa é a que reprova, hospital bom é o que mata.” ((•)) Ouça este post

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

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POR QUE SE INVESTE TÃO POUCO EM EDUCAÇÃO?


Desculpem os acomodados! Hoje quero começar fazendo uma crítica ao Estado e aos Municípios: Por que não se investe mais em educação? Pois bem, começamos…é uma longa história.
Quando em meados de 1932, tempos em que no Brasil não existia Escola Pública, alguns pensadores de pensamento político de Direita e Esquerda, liderado por Fernando de Azevedo e seguido por Anísio Teixeira, Afrânio Peixoto, Lourenço Filho, Roquette Pinto, Delgado de Carvalho, Hermes Lima e Cecília Meireles, entre outros, escreveram um documento intitulado “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova”. Vamos discutí-lo?
Esse documento ao ser lançado, teria a pretenção de ser um marco na educação nacional, pois, além de constatar que a Educaçãos se encontrava desorganizada, queria ser ele o referencial de uma escola única, pública, laica, obrigatória e gratuíta. Logo de início, esse grupo de pensadores sofreu forte crítica da Igreja Católica que manipulava e monopolizava as instituições de ensino de até então.
Assim, o Estado deveria oportunizar à todo o povo uma escola de qualidade, que viesse a dar suporte ao ditado da bandeira - “progresso”. Também era preocupação dos pioneiros da Educação Nova o desenvolvimento psico-afetivo-social dos que se envolvessem nesse processo; ou seja, a relação entre a Escola, trabalho e a vida deveria ser eixo norteador das ações da escola. Para tanto, era necessário criar uma escola adaptada aos desafios de seu tempo. Não apenas uma escola que forme mão-de-obra para as indústrias, como alguns pensavam, mas antes de qualquer coisa, uma instituição educativa que mantivesse um relacionamento efetivo daquilo que se aprende e se ensina nas escolas com o mundo da vida. Um outro aspecto relevante é que a educação seria una nos mais diversos níveis de ensino, pois a partir disso, poderia se gerar a continuidade ininterrupta do processo educativo. Essa unidade não quer significar uma uniformidade, o que seria, de antemão, negativo ao desenvolvimento social.
Não dá para negar que existem e existiram muitas críticas à essa carta, mas é necessário assumir que a preocupação central era que a educação em todo o país colaborasse para o desenvolver de toda a nação em seu tempo. Acontece que depois de 32 as coisas foram mudando, em termos, o desenvolvimento científico e tecnológico avançando e o sistema educacional cada vez mais sucateado e desvalorizado pelas fontes de poder. Para averiguar a presente questão, basta perguntar-se: A Escola de hoje acompanha os movimentos que a sociedade vive em termos de progressos científicos, tecnológicos, etc?
Mas então, por que se investe tão pouco em educação? Investimento aqui não é apenas dinheiro! É reconhecimento! Reconhecimento de que para termos uma educação de qualidade precisamos além da infraestrutura, também profissionais bem preparados para os desafios dos tempos atuais. Precisamos de políticos competentes que apontem para a educação como passaporte para o desenvolvimento e para o crescimento humano e cultural de seus municípios. Ou será necessário um Manifesto dos educadores do século XXI? ((•)) Ouça este post

sábado, 21 de novembro de 2009

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DICAS PARA SE DAR MAL NA ESCOLA!


Deixo aqui algumas dicas de como se dar mal em matérias escolares ou universitárias e até mesmo reprovar.

1ª: Consiga todas as apostilas da disciplina, e depois carregue na pasta o tempo todo, pois elas criam um campo magnético onde você aprende por osmose.
NÃO LEIA nenhuma delas, pois isso desfaz imediatamente o campo e você não vai aprender nada!

2ª: Quando fizer trabalho em grupo, pendure-se em um grupo qualquer e não levante um dedo pra fazer o trabalho. Lembre-se de que mais tarde você vai ter de fazer prova, e não deve estar esgotado de tanto pensar nos assuntos a serem estudados!

3ª: Não entre nunca na biblioteca, nem pra devolver livro dos outros.
Você pode achar algo interessante pra ler, e isso arruinaria o seu final de semana.

4ª : Listas de exercícios são para os incompetentes, por isso você pode ignorá-las. Dê risada quando encontrar alguém fazendo.

5ª: Use a aula pra colocar a conversa em dia, afinal você nunca sabe quando vai ver seus amigos outra vez.

6ª: Se você for menino, não anote nada e copie do caderno de uma garota. Se você for garota, não anote nada e copie de outra garota. Afinal, para ir bem nas provas basta decorar a matéria!

7ª: Apostilas não são para ler, apenas colocar embaixo do travesseiro já produz um enorme efeito mental. Mais que isso é exagero...

8ª: Entregar qualquer coisa com uma capinha legal e espaçamento duplo é certeza de boa nota. Junte suas páginas preferidas da Internet e não esqueça de usar um clips coloridos.Afinal, na Internet sempre tem o trabalho que você precisa, e o professor não vai nem olhar mesmo...

9ª: Só os incompetentes estudam muitos dias antes da prova. Os feras de verdade nem estudam, e evitam ficar com olheiras.

10ª: Se recuse a ler qualquer coisa que esteja escrita em inglês! Afinal, você só vê filme estrangeiro se tiver legenda, e com livros deveria ser a mesma coisa... Até mesmo porque tudo que você precisa pode ser encontrado nos livros em português. Para os universitários essas dicas são muito valiosas, pois se trata da sua carreira profissional.
Bom uso! ((•)) Ouça este post

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

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A FILOSOFIA INCOMODA?

As relações intersubjetivas estão acontecendo cada vez de forma mais rápidas. Aparentemente não percebemos. Mas, a partir de uma análise mais profunda, podemos averiguar essa possibilidade. No entanto, a falta de tempo e a velocidade das metas dentro da proposta do mesmo, não deixam lugar àquilo que o homem tem de maior em sua existência: o filosofar!
Num mundo em que os seres humanos perdem diariamente sua humanidade e, junto com ela a capacidade de refletir, ainda restam críticas àqueles que se propõe à essa atividade tão exímia.
A Filosofia incomoda! Incomoda quem não quer pensar, refletir e fazer do seu tempo um tempo historicizado pela ações humanas responsáveis, éticas e acima de tudo, autonomas em sua origem.
Em especial, a Filosofia incomoda pois questiona! Questiona todas as formas de compreensão de um "mundo dado, pronto e acabado", portanto, sem a necessidade da intervenção humana.
Ainda que seja incomodo, prefiro continuar refletindo. Não quero perder a minha identidade. E você? Como se posiciona perante este momento? ((•)) Ouça este post

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

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VOCÊ TEM MSN?



Estamos vivendo a geração da comunicação. Hoje sim, com certeza, podemos afirmar aquele velho verbete, mas mais atual do que nunca, pronunciado pelo Chacrinha: "Quem não se comunica se trumbica". Essa expressão quer apontar para os grandes desafios que vivemos atualmente: fazer uma comunicação com seriedade, apostando na ética e nos valores humanos.
No roll de utilitários de comunicação, em especial online, se destaca o MSN, ou ainda, uma abreviatura do popular Messenger.
Por ele transitam pensamentos, emoções, resistências e até mesmo dados confidenciais, o que, sem sombra de dúvida não é muito indicado.
No mais, aponto para o MSN hoje como um processo já amadurecido. Passou-se o tempo em que se ficavam horas no MSN "matando tempo". Hoje a objetividade tomou conta do MSN. De lazer, ele passou a ser até mesmo utilizada por muitos como uma ferramenta de trabalho. E posso lhe dizer, nas minhas atividades, o MSN ajuda muito! Inclusive a economizar outros como telefone, por exemplo.
Bom, no mais, enquanto escrevo, vejo meus amigos, contatos profissionais, etc, entrando e saindo do MSN. Amadurecidos, esses contatos não me são um estorvo.
Caso queira trocar uma idéia, um papo cabeça, adiciona ai: rudinei.augusti@gmail.com - e nos falamos! Abraço. ((•)) Ouça este post

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

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ESTUDAR...PRA QUE?


Fazem 20 anos que estudo. Ainda não parei e nem pretendo parar! Mesmo quando não frequentamos cadeiras escolares, universitárias, enfim, nunca podemos parar de estudar. Hoje, estudo é sinonimo de atualização. Mas por que estudar?
Antigamente diziam que era necessário estudar para "ser alguém na vida". Hoje, sentimos que ser alguém é muito mais que estudar, como por exemplo, o cultivo de valores, princípios, ética...
Independente do que se entende por estudar, é importante a leitura. Estuda-se não apenas para si, mas para o socialmente. Não podemos estabelecer que a finalidade do Estudo é crescer individualmente, mas também colaborar socialmente.
Abraços, ((•)) Ouça este post

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

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TEMPO ESTRANHO OU ESTRANHEZA AO TEMPO?


Cada geração carrega em si o saber de ser do seu tempo. Há quem negue a possibilidade de estar sempre se atualizando. Encaro-o como uma necessidade. Com certeza, você que está lendo este blog não gostaria de estar navegando com seu antivirus desatualizado. Assim são as pessoas, a atualização sempre é necessária.
Nesse sentido, quando não buscamos nos atualizar o tempo é estranho, ou seja, não nos encontramos nele e portanto, não o vivemos.
Por outro lado, quando nos atualizamos, o tempo nos causa determinada estranheza. Estranheza, porque ao pensarmos como estamos recebendo as crianças que nascem a cada minuto; como estamos cuidando daqueles que deram a sua contribuição na sociedade, então, nos causa estranheza.
Pra mim, muitas coisas causam estranheza, como por exemplo,jovens vendendo o seu corpo para poder pagar faculdade, trabalhadores cotidianamente sendo explorados, crianças serem mortas antes mesmo de nascerem, idosos esquecidos nas esquinas da vida sob o pretexto da desatualização. Conviver é preciso!
Me parece que é importante a atualização, mas não podemos em nome dessa, esquecer das diferenças e das fragilidades de cada um. Agora, vou encerrar, chegou um menino no meu portão. Está batendo palmas...adivinha o que ele quer? ((•)) Ouça este post

domingo, 8 de novembro de 2009

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E O MATERIAL SE TORNOU VIRTUAL!

Foi-se o tempo em que feira atendia à duas características: a) Preço Baixo e 2) Mostra de produtos em material.
Estive observando aqui no município onde resido durante a FEINTECH (Feira Internacional de Tecnologia de Horizontina-RS)como ser organizam os layouts das feiras. Todas estandes tinham em seus balcões um computador.
Há 10 anos atrás, algo que me fazia sentir prazer em visitar as feiras era o olhar pelas novidades expostas, cadeiras, mesas, sofás, eletrodométicos, computadores, bicicletas, entre outros.
Hoje, todos aqueles objetos materiais estão à mostra, somente na tela do computador. E como ficam àquelas pessoas que só compram quando enxergam materialmente o produto que desejam?
Penso que está na hora de repensar se estamos fazendo uma FEIRA ou uma MOSTRA de produtos.
No mais, forte abraço, ((•)) Ouça este post

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

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FRAUDES ONLINE


Você já teve medo de ser fraudado pela Internet? Quem nunca teve?
Então, hoje de meio dia, participei de um Almoço de Ideias promovido pelo Banco Sicredi, com o tema "Segurança da Informação e Fraudes Eletrônicas" ministrado pela palestrante Vanessa Monticelli (Analista de Segurança de TI do Sicredi). Essa palestra aconteceu dentro das programaç~eos da FEINTECH (Feira Internacional de Tecnologia de Horizontina).
Vanessa explicou de forma bem detalhada alguns cuidados que todos devemos ter ao usar a internet como ferramenta de movimento financeiro. São cuidados simples, e que todos podem utilizar. Dizia ela: "Não queremos colocar medo em ninguém ao usar à internet, apenas alertar para alguns casos de pessoas que buscam fraudar".
Entre os cuidados, sempre é importante utilizarmos um bom antivirus, não colocar credito em emails desconhecidos ou com links desconhecidos, bom firewall, manter sempre o sistema operacional atualizado, entre outros.
Cuidados simples, que mesmo não descrevendo uma lista aqui, você pode encontrar pela internet, fazem que com podemos idoneamente transitar com mais segurança nossos dados e alcançarmos melhores resultados em nossos negócios. ((•)) Ouça este post